12/10/2017 a 29/10/2017 (In)sanidade familiar em estreia dupla no Teatro Carlos Alberto - Porto

O cliclo "Retrato de Família" resulta de uma coprodução do Teatro Nacional São João e da companhia A Turma que integra duas peças que distam cem anos entre si: "O Pelicano", de Strindberg, e "Tatuagem", de Dea Loher

Cardápio @ 11-10-2017 16:12:56

"O Pelicano" /©João Tuna

"O Pelicano" /©João Tuna

Uma casa, duas famílias: um mesmo cenário acolhe, com escassos dias de diferença, a família de O Pelicano, de Strindberg, e a família de Tatuagem, de Dea Loher. A estreia no Teatro Carlos Alberto (TeCA) da primeira parte do ciclo Retrato de Família, que integra as duas peças que distam cem anos entre si, resulta de uma coprodução do Teatro Nacional São João (TNSJ) e da companhia A Turma.

Neste projeto, dirigido pelo encenador Manuel Tur, o reduto familiar é o tema que permite articular as duas obras de épocas e correntes distintas. A apresentação sequencial destes dois textos no mesmo cenário permite experimentar registos interpretativos e modalidades de representação a que as obras, nas suas irrecusáveis diferenças de estrutura, linguagem e sensibilidade, se abrem e favorecem.


Informações

O Pelicano (1907) – em cena no TeCA, a partir de amanhã e até dia 21 de outubro –, “peça maldita” de Strindberg, parte do mito de que aquele animal, sem outro recurso disponível, está disposto a alimentar as crias com o seu próprio sangue. A obra do dramaturgo sueco começa após a morte do patriarca, com uma família disfuncional cuja mãe é amante do genro e suficientemente egoísta para ignorar os problemas do filho com o álcool e o facto da filha estar entregue ao desgosto amoroso, por sua culpa.

Tatuagem (1992) – em cena, no TeCA, de 25 a 29 de outubro – de Dea Loher – dramaturga nascida na década de sessenta e multipremiada – possui contornos de um conto-de-fadas profundamente negro e desconcertante. A peça conta a história de um incesto: um pai abusa regularmente da filha mais velha enquanto a mãe pretende não se aperceber de nada. A filha consegue, por fim, romper com a família, mas vem a ser uma jovem mulher que se humilha perante o marido, tende para a violência, quando entra em conflito com ele, e não ajuda a irmã quando esta se vê em aflição. É e será sempre uma vítima.

As duas peças de Retrato de Família são compostas por elencos distintos, (mantém-se apenas Ângela Marques, em ambos os espetáculos). O Pelicano e Tatuagem têm apoio da Fundação GDA e podem ser vistos na quarta-feira e sábado, às 19h00; na quinta e sexta-feira, às 21h00; e no domingo, às 16h00. Excecionalmente, a récita de 25 de outubro (quarta-feira) será apresentada às 21h00. As peças são para maiores de 16 anos, sendo que o preço dos bilhetes é de 10 euros (um espetáculo) ou 15 euros (dois espetáculos).

Em 2018, o projeto Retrato de Família conhecerá um segundo andamento, com a produção de dois outros espetáculos: A Festa, a adaptação teatral que o dramaturgo David Eldridge operou de um filme de Thomas Vintenberg, e Stabat Mater, essa pungente – a um tempo, sórdida e sublime – revisitação que o dramaturgo italiano Antonio Tarantino efetuou da mitologia cristã da Mater dolorosa.


Informações

Datas: 12 a 29 de outubro de 2017

Local: Teatro Carlos Alberto, Porto

Horário: Quarta-feira e sábado - 19h00 | Quinta e sexta-feira - 21h00 | Domingo - 16h00 | 25 de outubro - 21h00.

Preços: 1 Esptáculo: 10 Euros | 2 espetáculos: 15 Euros

Cardápio @ 11-10-2017 16:12:56



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