“Surrender” em exibição no Museu do Oriente

Série de quatro documentários com entrada livre

O Museu do Oriente apresenta uma série de quatro documentários, intitulada “Surrender”, sobre as memórias dos combatentes nas ex-colónias indianas que, 50 anos mais tarde, recordam a experiência de guerra, nos dias 13 e 27 de julho, 10 e 24 de agosto, às 17h00, no Auditório, com entrada livre.

cardapio.pt @ 2-7-2014 14:37:08

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Com argumento e realização de Fernanda Paraíso e produção da Terra Líquida Filmes e RTP, este projeto recolheu testemunhos presenciais na Índia, inéditos e inesperados, e procurou documentar a passagem do tempo na memória dos lugares.

Foi na madrugada do dia 18 de dezembro de 1961 que a União Indiana traspôs as fronteiras de Goa, Damão e Diu e deu início à invasão do Estado Português da Índia. A Operação Vijay é encarada, pelo lado indiano, como uma guerra de libertação.


13 de julho

EPISÓDIO I - DIU

Diu foi o primeiro distrito a ser atacado, à 01h30 da madrugada do dia 18 de dezembro de 1961, e o primeiro a render-se, pelas 16h00 horas. Durante a noite, os postos fronteiriços conseguiram repelir os atacantes com a ajuda da artilharia, posicionada na Fortaleza. A partir da alvorada, a aviação indiana arrasou os postos e bombardeou a Fortaleza, que sofreu ainda o fogo de um cruzador. A lancha de fiscalização VEGA combateu heroicamente contra uma esquadrilha de jatos. Na manhã do dia 19, o exército indiano entrou na cidade, pondo fim a 428 anos de ocupação portuguesa.


27 de julho
EPISÓDIO II - DAMÃO
Os marinheiros Silva e Freitas recordam o combate da lancha VEGA, em Diu, e as mortes do seu comandante e de um artilheiro. Damão foi o segundo distrito do Estado Português da Índia a ser atacado pelas tropas indianas, que atravessaram a fronteira pelas 02h00 horas, do dia 18 de dezembro de 1961, sem serem detetadas. De madrugada, a artilharia indiana abriu fogo contra as duas fortalezas, causando baixas entre os civis. As tropas portuguesas, entrincheiradas, conseguiram opor-se ao avanço indiano, mas acabaram por retirar sob pressão da aviação e da artilharia. Damão rendeu-se no dia 19, pelas 09h00 horas.

10 de agosto
EPISÓDIO III - GOA
Embora no dia 17 já houvesse dois militares portugueses mortos em combate, Goa é o último distrito do Estado Português da Índia a ser invadido pelas tropas indianas, que avançam pelas 4 horas da madrugada, em três frentes de ataque. Ao amanhecer, a ilha de Angediva é atacada por dois navios de guerra indianos; pelas 07h30, a aviação bombardeia os alvos estratégicos: aeroporto, Estação Radionaval e Emissora de Goa; e, cerca do meio-dia, três navios de guerra abrem fogo contra o Afonso de Albuquerque, fundeado na foz do rio Zuari.

24 de agosto
EPISÓDIO IV – GOA – PARTE II
Perante a esmagadora desproporção de forças e sem armamento para fazer frente aos carros de combate e à artilharia indiana, a destruição das pontes é a única arma de retardamento das tropas portuguesas. ”Fim: evitar morticínio da população e dada a falta de meios oferecer qualquer espécie de resistência. Reuni oficiais chegando à conclusão que a memória de portugueses seria melhor conservada no espírito de goeses. Não os obrigar a cair connosco”, justifica o major Tenreiro, comandante das tropas sitiadas na capital, que se rende ao cair do dia. Durante a noite, resiste o Forte da Aguada, que desconhece a situação em Goa. A rendição oficial é assinada pelo general Vassalo e Silva no dia 19.

INFORMAÇÕES
Local: Museu do Oriente
Datas: 13 e 27 de julho, 10 e 24 de agosto
Horário: 17h00
Preço: Entrada livre
Morada: Museu do Oriente, Avenida Brasília Doca de Alcântara (Norte) 1350-362 Lisboa
Telefone: 213 585 200 
E-mail: info@foriente.pt

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