Museu de Angra do Heroísmo assinala 65.º aniversário

A Direção Regional da Cultura assinala a 30 de março o 65.º aniversário do Museu de Angra do Heroísmo com um programa de exposições e animação teatral que pretende afirmar a dimensão simultaneamente regional e nacional da instituição.

cardapio.pt @ 24-3-2014 14:43:25

Essa dimensão deve ser “entendida não só como um repositório de memória, mas também como um agente cultural mobilizador com forte presença na comunidade em que se insere”, refere a Direção Regional da Cultura.

O Dia Mundial do Teatro, que se celebra a 27 de março, será assinalado com a primeira edição do Café Teatro, performances teatrais que vão animar na última quinta-feira de cada mês, a partir das 21h00, diferentes espaços do Museu de Angra do Heroísmo (MAH).

O Grupo de Teatro residente do MAH, A Sala, é responsável pela dinamização destas tertúlias teatrais, cooperando com o Grupo de Teatro Experimental L.C., Sem Companhia na apresentação da peça de teatro 'Esta noite não há música', da autoria de Carlos Alberto Machado, cujos principais temas são o preconceito e o julgamento da primeira aparência.

A peça, que será apresentada no Coro da Igreja de Nossa Senhora da Guia, será repetida no sábado, 29 de março, pelas 15h00, sendo a dramatização e encenação realizadas conjuntamente pelo ator e pelo dramaturgo.

A 28 de março, pelas 18h00, terá lugar a inauguração da exposição 'Álvaro Cunhal - Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se Projeta na Atualidade e no Futuro', onde, através de fotografias, documentos, objetos, livros e desenhos se ilustra o percurso de uma personalidade portuguesa cuja vida foi dedicada à luta pela liberdade e pela democracia, ao serviço do seu partido.

A inauguração da exposição 'Edifício de São Francisco | Memórias' constitui o ponto alto das celebrações, apresentando a partir de 30 de março, pelas 15h00, a história deste antigo espaço conventual e das instituições que o ocuparam desde os tempos do povoamento.

Com caráter de longa duração, esta exposição ocupará a anterior Sala de Destaques, situada junto à receção do museu.

Ainda no dia 30, pelas 15h30, será apresentada a peça 'A tia Jerónima visita o Museu', uma rábula bem-humorada que abrangerá diferentes espaços expositivos, representando o contributo e o saber popular essenciais à preservação da memória comunitária de que o Museu de Angra do Heroísmo é guardião.

O Museu de Angra do Heroísmo, criado oficialmente em 30 de março de 1949, pelo decreto-lei n.º 37358, sob a égide da Junta Geral, ficou a dever-se à iniciativa do Instituto Histórico da Ilha Terceira e ao ímpeto dinamizador de pessoas como Luís Ribeiro, Frederico Lopes, José Agostinho e outros, tornando-se no primeiro e único museu criado pelo Estado nos Açores até ao 25 de abril de 1974, quando passou para a tutela da Administração Regional Autónoma.

A materialização do projeto foi assumida, de imediato, por Manuel Baptista de Lima, seu primeiro diretor, cargo que ocupou até 1984, primeiro no Palácio Bettencourt, adaptado e ampliado para albergar Arquivo, Biblioteca e Museu Regional, e depois, a partir de 1969, no antigo Convento de S. Francisco, transferindo para ali todo o acervo já constituído e permitindo maior independência de ação.

A forte dinâmica imprimida por Baptista de Lima ao projeto de instalar e fazer progredir um verdadeiro 'Mouseion' em Angra do Heroísmo resultou no que hoje é o museu, com notáveis coleções de militaria, transportes, pintura, imaginária, cerâmica, etnografia, mobiliário e artes decorativas, a par de acervos menos reconhecidos, mas não menos importantes, tais como instrumentos técnicos e científicos, trajo civil e religioso, brinquedos e instrumentos musicais.

“Pode-se dizer, sem fugir à verdade, que é um museu de civilização, na variedade e multiplicidade dos seus acervos onde, de quase tudo existem exemplares”, refere a Direção Regional da Cultura.

O sismo de 1 de janeiro de 1980 danificou seriamente algumas zonas do antigo edifício conventual, ocasionando o encerramento parcial.

A tragédia transformou-se, no entanto, em oportunidade, já que motivou a reconstrução e efetiva adaptação do imóvel a um programa museológico.

Em 1998, o Museu voltou a reabrir as portas, com nova roupagem e espaços, recuperando o seu lugar de protagonista e inspirador.



INFORMAÇÕES

Morada: Ladeira de São Francisco, 9701-875 Angra do Heroísmo

Telefone: 295 240 800

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