Obras de Pedro Tudela, Carlos Relvas e Ernesto de Sousa em Guimarães

Já este sábado (26 de abril), o Palácio Vila Flor e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães inauguram o segundo ciclo expositivo de 2014. Este dia de mais uma inauguração conjunta ficará marcado pela abertura da exposição “Esquírola”, de Pedro Tudela, às 18h00, no Palácio Vila Flor. Às 22h00 é a vez do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugurar as exposições “Carlos Relvas / Um homem tem duas sombras” e “Ernesto de Sousa e a Arte Popular: em torno da exposição Barristas e Imaginários”. 

GUICUL @ 21-4-2014 11:34:43

Na mesma ocasião, será lançada a publicação que documenta a exposição “Estrela Negra” de Jaroslaw Flicinski (inaugurada em janeiro passado). A noite no CIAJG promete também um live act do projeto KungFuTrunx, uma banda sonora composta para as pinturas sobre parede realizadas por Jaroslaw Flicinski na sala 10 do CIAJG. Às 24h00, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor reserva ainda a atuação de Flak, músico veterano com um longo percurso ligado a grupos como os Rádio Macau ou os Micro Audio Waves, que se encontra numa nova fase na sua carreira. 

No dia seguinte, domingo, às 11h00, surge a oportunidade única de participar na Assembleia Popular que marcará os 40 anos do 25 de abril através de um reencontro com Jaime Silva. Às 16h00, haverá uma visita especial com Nuno Faria e Luís Pavão à exposição de Carlos Relvas. A entrada nas exposições será livre durante todo o dia de domingo, pelo que esta será uma oportunidade privilegiada de visitar o Palácio Vila Flor e o CIAJG.

A obra de Pedro Tudela – patente a partir das 18h00 no Palácio Vila Flor – busca a reação do observador quando em contacto direto com o som e a imagem. Em “Esquírola”, Pedro Tudela opera num espaço multifacetado, abordando o som como matéria plástica, como médium de expressão. Expondo os objetos a múltiplas ambiências sonoro-musicais que penetram e alteram a sua apreensão, incentiva deslocações do centro de gravidade visual para zonas mais abstratas e variáveis de compreensão. Esta exposição não pretende realizar uma leitura histórica, nem fazer um cronograma abreviado de um longo percurso de exploração sobre as múltiplas conexões entre o campo sonoro, o visual e a palavra, tópicos trabalhados pelo artista. Apenas procura, numa realidade alheada, saturada, fugidia e movediça, quase insonorizada pelo excesso de discursos, de imagens e sons, abrir pequenos hiatos de inteligibilidade de uma produção artística vasta e singular, centrada no significado da audição. A exposição poderá ser visitada por um custo de 2 euros, de terça a domingo, até ao dia 29 de junho, sendo possível a marcação de visitas guiadas de terça a sábado.

No seguimento da inauguração da exposição de Pedro Tudela, a noite de 26 de abril promete prolongar-se em ambiente de festa no Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Com a abertura do segundo ciclo expositivo, o CIAJG prossegue o desígnio de lançar um olhar renovado sobre percursos autorais ou campos disciplinares cujo lugar na história da arte se pretende questionar e reequacionar. A imagem fotográfica é o ponto de união dos dois projetos que agora serão inaugurados. 

Ao percorrer as oito salas que constituem o piso 1 do edifício, os visitantes poderão rever alguns dos ex-libris das coleções de José de Guimarães, mas também descobrir novas peças que integram as constelações de objetos e imagens organizadas a partir de tipologias como: arcaico/contemporâneo; acontecimento/história; estranho/familiar; erudito/popular; material/imaterial.

O piso 0 (salas 09 e 11) dará a conhecer o universo autoral de Carlos Relvas, o qual se constitui seguramente como um dos mais fascinantes e obscuros casos de estudo do panorama artístico em Portugal. Nascido na Golegã em 1838, ali construiu um exemplar estúdio onde, entre 1862 e a sua morte, desenvolveu uma prática singular no campo da fotografia, pautada pela invenção e desenvolvimento de inúmeros procedimentos técnicos e por uma sistemática e obsessiva busca em torno das possibilidades da imagem.

Também no piso 0, será possível contemplar as duas grandes pinturas murais que o artista polaco Jaroslaw Flicinski concebeu para as paredes da emblemática sala 10, as quais permanecem no espaço durante este novo ciclo expositivo, assinalando o lançamento da publicação que documenta a exposição “Estrela Negra”, inaugurada em janeiro do corrente ano no CIAJG.

No piso -1 (salas 12 e 13), será revelada a exposição dedicada a uma das figuras mais apaixonantes e complexas da cultura portuguesa da 2ª metade do século XX. A presente exposição reativa as investigações de Ernesto de Sousa em torno da arte popular e da escultura portuguesa e tem como pano de fundo a exposição “Barristas e Imaginários: quatro artistas populares do Norte”, que o autor concebeu e apresentou na Galeria Divulgação, em Lisboa, em 1964, com obras de Rosa Ramalho, Mistério, Franklin Vilas Boas e Quintino Vilas Boas Neto.

As exposições do CIAJG poderão ser visitadas de terça a domingo, das 10h00 às 19h00, período em que será igualmente possível realizar visitas guiadas por marcação. O ingresso de entrada tem o valor de 4 euros ou 3 euros com desconto, sendo que o bilhete permite visitar as exposições patentes em todas as salas do CIAJG.

GUICUL @ 21-4-2014 11:34:43


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