30/7/2019 a 29/9/2019 "Cartografia de um Retrato" - Centenário da morte do Conde de Margaride assinalado na Casa da Memória de Guimarães

Na próxima terça-feira, 30 de julho, às 18h00, tendo como ponto de partida o retrato de Luís Cardoso Martins da Costa Macedo (n. 8 de janeiro de 1836 - † a 30 de julho de 1919), 1º Conde de Margaride, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) sugere-lhe uma caminhada por alguns dos lugares onde este influente vimaranense é lembrado. 

cardapio.pt @ 26-7-2019 14:40:37

"Conde de Margaride" Coleção particular do Dr. José Cardoso de Menezes Couceiro da Costa

"Conde de Margaride" Coleção particular do Dr. José Cardoso de Menezes Couceiro da Costa

Ao cartografar o seu retrato, é proposto ao público que este usufrua do rico património que vai encontrar, do móvel ao edificado. A caminhada poderá ser iniciada na exposição permanente da Casa da Memória ou a partir dos núcleos expositivos de cada uma das entidades que se associaram a esta atividade: Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, Lar de Santa Estefânia, Real Irmandade de N.ª Sr.ª  da Consolação e dos Santos Passos e Sociedade Martins Sarmento. A participação neste percurso circular (total 3,00 km), disponível até 29 de setembro, é livre e acessível a todas as idades. 
No âmbito da atividade ‘Cartografia de um Retrato’, que honra o centenário da morte do Conde de Margaride, o público poderá iniciar a sua caminhada na Casa da Memória, com ponto de partida na sua exposição permanente, ou desde os núcleos expositivos das várias entidades da cidade de Guimarães que se associaram a este percurso. Na nave da Comunidade da CDMG, encontrará um retrato de Luís Cardoso de Macedo, nascido em Guimarães a 8 de janeiro de 1836. Filho de Henrique Cardoso de Macedo e de Luísa Ludovina Araújo Martins da Costa, formou-se em Filosofia na Universidade de Coimbra e recebeu o título nobiliárquico de Conde no dia 4 de março de 1877. No núcleo ‘Biografias Históricas’ somos desafiados a abrir a caixa com o nome Luís para saber mais. Caminhando pela rua onde se localiza a Casa da Memória, direcionam-se os focos à sua toponímia: Avenida Conde de Margaride, a rua que o homenageia.
 
Viajando até à Santa Casa da Misericórdia, deparamo-nos com o percurso museológico do Convento de Santo António dos Capuchos, criado pela Santa Casa da Misericórdia de Guimarães em 2008. Situado em plena Colina Sagrada, ocupa espaço do edifício construído como convento no séc. XVII e foi adquirido pela Santa Casa da Misericórdia, em 1842, para a instalação do seu Hospital. Atualmente, expõe-se algum património móvel da instituição, ao mesmo tempo que os visitantes são convidados a percorrer os corredores, pátios e claustro do imponente edifício, bem como a visitar a igreja do convento e a sua magnífica sacristia do séc. XVIII.
 
Ao caminhar na direção do Lar de Santa Estefânia, aproximamo-nos da igreja e do Convento do Carmo cuja construção, iniciada em 1685, constitui uma interessante marca do estilo barroco em Guimarães. O convento foi dedicado a Santa Teresa, desconhecendo-se o seu fundador. O corpo da igreja está dividido da capela-mor por um imponente arco cruzeiro e enriquecido por um importante recheio de arte retabular rocaille desenhado e executado pelo entalhador José Álvares de Araújo a partir de 1746. São ainda notáveis o mirante e o coro-alto. Com a extinção das ordens religiosas, o edifício passou a acolher o atual Lar de Santa Estefânia, a partir de 1862.
 
Já na Real Irmandade de N.ª Sr.ª da Consolação e dos Santos Passos, podemos defrontar-nos com as origens da igreja da Senhora da Consolação e Santos Passos, que remontam a uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora da Consolação, mandada erigir em março de 1576. Em outubro de 1785 é concluída a nova igreja, com desenho de André Soares, famoso arquiteto dos estilos tardo-barroco e rococó. Um século depois, foram acrescentadas as duas torres sineiras, bem como a escadaria e a balaustrada. No decurso do século XIX, foi construída a Casa do Despacho e a Capela do Senhor dos Passos, anexa à igreja. Em 1878, a Irmandade é agraciada pelo rei Dom Luís I com o título de “Real Irmandade”, com prerrogativas de Capela Real. A igreja e os oratórios de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos foram classificados, em 1993, como Imóvel de Interesse Público.
 
O próximo passo deixa-nos surpreender com o Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento. A Sociedade Martins Sarmento (SMS) é uma instituição cultural de utilidade pública fundada em Guimarães em 1881 em homenagem ao arqueólogo vimaranense Francisco Martins Sarmento. A sede da SMS ocupa o claustro gótico e o jardim do extinto Convento de S. Domingos e um imponente edifício concebido em finais do século XIX pelo Arquiteto Marques da Silva. Na sede da SMS encontra-se o Museu Arqueológico, que é um dos mais antigos e mais importantes museus arqueológicos portugueses, tendo sido instituído em 1885 e enriquecido ao longo dos anos, e a Biblioteca da SMS que alberga mais de 100 000 volumes, dos quais se destaca a primeira edição de Os Lusíadas. A SMS possui também importantes coleções de etnografia, numismática e arte contemporânea. A SMS tem também a seu cargo e direção científica a Citânia de Briteiros e o Castro de Sabroso. No Solar da Ponte, em Salvador de Briteiros, tem instalado o Museu da Cultura Castreja.


Informações

Data: 30 de julho a 29 de setembro de 2019

Local: Casa da Memória, Guimarães

Horário: 18h00

Preço: Entrada livre

cardapio.pt @ 26-7-2019 14:40:37