18/8/2016 a 28/8/2016 XVIII Festival Internacional de Teatro de Setúbal - Festa do Teatro

O Festival Internacional de Teatro de Setúbal - Festa do Teatro é um momento cultural de relevo na cidade de Setúbal, proporcionando ao público autóctone e aos visitantes momentos de verdadeiro divertimento, de enriquecimento e de crescimento intelectual, em que o teatro assume o papel de dinamizador de redes de difusão. A edição deste ano realiza-se de 18 a 28 de agosto.

cardapio.pt @ 15-8-2016 15:22:00

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O Festival oferece uma programação que mostra a variedade do espectro criativo existente no país e além-fronteiras, sempre pugnando pelo seu valor artístico e social. Desde teatro, música, curtas-metragens, espectáculos de sala e de rua, formas artísticas de natureza transdisciplinaraos artistas emergentes, o Festival serve de interlocutor entre estes e a comunidade, potenciando hábitos de fruição cultural e apostando na formação de públicos e no desenvolvimento da sua capacidade crítica. Manter este caminho é fruto da vontade de descoberta de novas linguagens, mas também exigência do público que tem transformado o Festival num evento de relevo a nível nacional e internacional.

Clique aqui para consultar o programa do Festival de Teatro de Setúbal

SECÇÃO OFICIAL

18 Quinta-feira | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi CICLO NOVAS BACANTES / BICHOS E LEÕES> Companhia João Garcia Miguel

para todos os fins há um começo bem no meio do caminho 

A peça tem duas partes. Na primeira parte temos Leões. Na segunda parte Os Bichos. Para a Sara Ribeiro, a negra, escrevi um texto que é um diário de um falso Leão que morre e ressuscita. Sobrevoa ainda as Bacantes de Eurípides. É um texto para ser dito, cantado, sonhado e sentido. Ali se manifesta, também, o desejo de ser solidário com os nossos irmãos Sírios e todos aqueles que sofrem os terrores da ganância humana. Para o Frederico Barata trabalhámos três contos de Os Bichos de Miguel Torga. Bambo, o Sapo; Cegarrega, a Cigarra; Miúra, o Touro. O corpo que dança como um ponto parado onde tudo se move por dentro e ao seu redor! O perseguir de um estado sem palavras que o possam descrever.

Encenação: João Garcia Miguel| Intérpretes: Sara Ribeiro, Frederico Barata | Imagem: Tyrone Ormsby | Apoio ao movimento de Frederico Barata: Lara Guidetti | Produção: Raquel Matos | Produção italiana: Fábio Ferretti | Direcção Técnica: Luís Bombico | Direcção de som: Manuel Chambel | Assistente estagiário: Raquel Veloso | Designer gráfico: Tyrone Ormsby | Uma Coprodução: Cia JGM, Sanpapié, A Oficina, CCVF, Centro Cultural de Ílhavo, Teatro Cine Torres Vedras, Teatro Ibérico e Cine Teatro Louletano


19 Sexta-feira | 22h | Largo do Sapalinho LULLABY> Cão à Chuva/ d’Orfeu AC

©Paulo Pimenta

©Paulo Pimenta

Uma revelação no universo do clown em Portugal. Lullaby é um espectáculo dinâmico, com a participação directa do público, numa performance cómica e provocadora que abre espaço ao jogo de improviso entre um palhaço transgressor e o espectador.

Nesta aventura, partimos todos em busca do riso, da cumplicidade e da emoção, embarcando num ambiente poético, alimentado pela música ao vivo, rumo a um novo mundo de brincar.

Criação e Interpretação: Rui Paixão | Música e Sonoplastia: Carlos Reis Lullaby - Revelação Imaginarius 2015 Prémio off CIRCADA 2015, Sevilha

20 Sábado | 22h | Ginásio da Escola Secundária Sebastião da Gama I CANT’T BREATHE> Co-produção: Culturproject/Artistas Unidos/Fest. temps d’images

Quando Eric Gardner morreu, asfixiado por um polícia norte-americano, Elmano Sancho estava a trabalhar nos Estados Unidos. Tomou conhecimento do caso pela televisão, depois de uma testemunha ter filmado o episódio com o telemóvel. Nesse momento, sentindo-se violentado pela exposição gratuita da morte, o actor decidiu criar um espectáculo sobre esta sociedade sem filtros, que considera normal a crescente ausência de intimidade e o fim do mistério e da ilusão nas nossas vidas. Para tal, recorreu à metáfora da pornografia na sociedade contemporânea, contracenando em palco com Ana Monte Real, ex-actriz de filmes pornográficos, que também colaborou na escrita do texto.

Criação e encenação: Elmano Sancho | Interpretação: Ana Monte Real e Elmano Sancho | Apoio à Dramaturgia: Rui Catalão | Luz: Alexandre Coelho | Vídeo: João leitão | Fotografia: Alípio Padilha | Produção Executiva: Nuno Pratas | Assistente de Encenação: Joana Barros


20 Sábado | 23h30 | Escola Secundária Sebastião da Gama – Sala de Aula TRÊS IRMÃS: OLGA> UmColetivo

Olga, a professora primária, a irmã mais velha. Olga, escrita por Rui Pina Coelho, segue a vida que lhe ensinaram no Colégio em que agora dá aulas, espartilhando ambições entre palavras, sufocando pelo tédio de que a vida passe sem nunca a poder agarrar. O pensamento de Olga sabe ser silêncio e riso. É sábio e cínico. Olga, a Santa, sacrificando os dias em orfandade em prol do futuro belo que virá. Tripalium! Nem Irina chegou a ir para a fábrica, nem Macha se desfez do teatro. Mas Olga, fechada no Colégio, de cansaço em cansaço, acabou por viver o infinito. Se ela soubesse…

“Quanto mais trabalho mais morro. No trabalho não há amor. O trabalho não faz tréguas. O trabalho não ama. No trabalho não há amor. O trabalho não dorme. O trabalho nunca tem sede.”

Texto: Rui Pina Coelho | Criação: Cátia Terrinca e Francisco Salgado | Interpretação: Cátia Terrinca | Imagem e Desenho de Luz: João P. Nunes | Cenografia: Suzana Alves da Silva | Apoio à Criação: Jesus Manuel | Sonoplastia: Alexandre Vaz | Produção: UMCOLETIVO | Comunicação: Ruy Malheiro

21 Domingo | 22h | Largo do Sapalinho A VELHA AMPULHETA> Ricardo Mondi e Rita Carvalho/Passos e Compassos

Está vazia a velha ampulheta. A areia tornou-se pó e com ele o tempo voou, levando consigo a história e a humanidade. Num cenário intemporal duas personagens desconhecidas cruzam-se na busca da sua consciência. O encontro inesperado com a sua individualidade, é-lhes oferecido pela descoberta de um objecto, há muito desconhecido…

Criação e cenografia: Ricardo Mondim | Encenação e interpretação: Ricardo Mondim e Rita Carvalho | Música: Um Corpo Estranho; Pedro Franco e João Mota | Músico convidado/ contrabaixo: Vítor Coimbra | Produção e masterização: Sérgio Miendez | Figurinos: Zé Nova | Imagem gráfica: Xoto | Fotografia: Carlos Teixeira | Produção: Passos e Compassos


23 Terça-feira | 22h | Ginásio da Escola Secundária Sebastião da Gama RISE UP II – LEVANTEI-ME DO CHÃO> Algures, Colectivo de Criação

Levantamos o pó dos tempos, levantamos um livro bem lá no alto, levantamos ainda cabeça e o corpo, e acima de tudo tentamos levantar-nos como comunidade. Um músico de hoje conta e canta as histórias do livro – Serão necessárias novas músicas de intervenção? – Numa conversa franca com o espectador vamos descobrindo a musicalidade nas palavras e nas ideias de Saramago. Aqui reflecte-se sobre a democracia – que mundo queremos afinal? E tudo isto num concerto. Um solo de um contador de histórias carregado da memória afectiva da leitura e da importância dos conhecedores da obra do Nobel, ou um músico de canções avulsas oriundas das palavras de Saramago e, ainda, um actor submerso num texto inédito e assumidamente fragmentado. Um espectáculo baseado no livro onde se diz – à laia de mito – que o autor descobriu o estilo saramaguiano de narrar.

A partir de Levantado do Chão de José Saramago Criação, Dramaturgia, Composição musical e Interpretação: Carlos Marques | Apoio à Criação: Susana Cecílio | Dispositivo Cénico: Nuno Borda de Água | Composição musical: João Bastos | Vídeo: Rodolfo Pimenta | Designer Gráfica: Susana Malhão | Fotografia de cena: Município de Montemor-o-Novo | Produção na Criação: Candela Varas | Residência artística: Espaço do Tempo | Produção: Algures Colectivo de criação

24 Quarta-feira | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi NOVECENTOS – O PIANISTA DO OCEANO> Peripécia Teatro

Novecentos é o nome do pianista excepcional que nunca desceu do Virginian o paquete que recorria nos princípios do século XX as rotas de emigrantes e milionários entre a Europa e a América. “Novecentos” cabe o humor e a poesia envolvidos pela música ao vivo, onde dois clarinetistas interpretam temas de estilos que vão desde do ragtime ao klezmer, passando pela tradição musical celta, e ainda temas originais. Cada actor interpreta vários personagens, e ao longo da peça assume a espontaneidade dos contadores de histórias, à mistura com a ironia dos entertainers e o humor inocente dos clowns.

Baseado no Texto Novecentos de Alessandro Baricco Criação, Adaptação e Dramaturgia: Peripécia Teatro e José Carlos Garcia | Interpretação: Ángel Fragua, Sérgio Agostinho, Luis Filipe Santos e Tiago Abrantes | Iluminação: Paulo Neto | Figurinos: Noelia Domínguez e Peripécia Teatro | Desenho Gráfico, Cenografia e Adereços: Zétavares | Direcção: Noelia Domínguez


25 Quinta-feira | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi VARIAÇÕES À BEIRA DE UM LAGO> Teatro dos Aloés

Dois homens sentados num banco num parque observam patos e falam sobre eles. Não sabem muito do assunto e rapidamente a conversa evolui para outros temas que os inquietam: a natureza, o amor, o sexo, a solidão, a vida e a morte. Usando a metáfora dos patos ultrapassam a falha de comunicação entre eles e a conversa flui, atingindo momentos de comicidade, que fazem desta peça "simples" de David Mamet, uma grande obra sobre a Condição Humana.

Texto: David Mamet | Tradução: Carlos Pimenta | Encenação: Jorge Silva | Interpretação: José Peixoto e Victor Santos | Cenografia e Figurinos: Teresa Varela | Música: Filipe Melo | Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos | Sonoplastia: Pedro Carvalho | Fotografia: José Frade | Design Gráfico: Rui A. Pereira | Assistência à Encenação: Estrela Cabral | Direcção de Produção: Joana Ferreira | Produção Executiva: Daniela Sampaio | Operação Luz e Som: Mário

26 Sexta-feira | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi POEMAS NA MINHA VIDA> Io Appolloni

“Poemas na Minha Vida” é um espectáculo teatral multidisciplinar no qual projecções, músicas, canções e palavras supremas de grandes poetas portugueses e italianos (estes últimos legendados) ganham forma. É através deste espectáculo, que as palavras de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, António Gedeão, Inês Pedrosa, Edmondo de Amicis, Ezio Valecchi, Totò, Trilussa e Alda Merini, transportam a nossa alma a um patamar mais alto, agitam a nossa consciência e nos fazem amar mais a vida. Para Io Appolloni existe uma identificação total entre a actriz e estes poetas, considerando ser um extraordinário privilégio poder comunicar com o público através das suas palavras.

“Neste espectáculo está a minha alma – é a minha alma – Estes poetas são a minha alma gémea. Poemas na minha vida sou eu”.

Direcção e Produção: Io Appolloni | Encenação: Teresa Faria | Tradução: Silvana Urzini e Carlos Martins | Selecção Musical: Jorge Rodrigues | Selecção de Imagens: Riccardo Scafati | Produção de power point: Raquel do Monte | Filmagens em Vídeo: João Pedro Placido | Edição e Autoring DVD: Paulo Barbosa | Vestido: Tony Miranda | Hair style: Eduardo Beauté | Design Gráfico: Cristina Santos | Apoio Técnico: Cena de Eventos

27 Sábado | 22h | Ginásio da Escola Secundária Sebastião da Gama BONECAS RUSSAS (estreia)> Colectivo SophieMarie

"Bonecas Russas" parte de uma personagem construída anteriormente no espectáculo "Ensaio Paralelo" (2010). Com esta premissa, três actores tentam levá-la a um limite sob três perspectivas diferentes. A mesma personagem, levada a cabo por duas mulheres e um homem, chegará assim a um ponto de não retorno, cujo ponto de partida é o facto de ela não sair de casa e um mundo onírico criado por ela onde "Without You" de Mariah Carey é o seu maior sonho.

Ideia original: Filipa Leão, Sophie Pinto e Vanda Cerejo | Criação e Interpretação: Filipa Leão, Tiago Bôto e Vanda Cerejo | Desenho de Luz: Gonçalo Alegria | Design de Cena: Mané Pacheco

28 Domingo | 22h | Fórum Municipal Luisa Todi CLÁSICOS CÓMICOS (Entremeses de burlas)> Teatro Corsário (Esp.)

É um espectáculo constituído por cinco entremezes, do Século d’Ouro do Teatro espanhol quinhentista, em torno de divertidas situações de esposas transtornadas, amantes corajosos e maridos enganados. Aqui o ponto de vista é das mulheres, submetidas durante séculos aos excessos de uma sociedade machista. Rimo-nos com as desventuras dos maridos e das estratégias dos amantes para se encontrarem com as cobiçadas esposas. Por sua vez, as mulheres «escapam impunes» e os graciosos conflitos e disparates resolvem-se com todos os personagens cantando e bailando.

Textos: Pedro Calderón de la Barca, Luis Quiñones de Benavente, Francisco de Avellaneda, Juan de la Hoz y Mota e Anónimo | Direcção e Versão: Jesús Peña | Interpretação: Luís Miguel Garcia, Carlos Pinedo, Blanca Izquierdo, Anahí Van Der Blick, Júlio Lázaro, Borja Semprún, Teresa Lázaro | Música: Juan Carlos Martin | Coreografia: Fuesanta Morales | Figurinos: Lupe Estévez | Desenho de Luz: Javier Martin del Rio | Cenografia: Teatro Corsario (com a colaboração de Alicia Soto) | Designer Gráfico: Trama comunicación y Diseño | Técnicos de Som: Juan Ignacio Arteagabeitia (Atila) e Xabi Sainz | Assessoria: Germán Veja García-Luengos | Execução de cenografia: Óscar Balsa e Fernando Hernández | Execução de Figurinos: María José Prieto e Patricia del Amo

INFORMAÇÕES

Datas: 18 a 28 de agosto de 2016

Local: Setúbal

Preço: 7 Euros

Mais informações em http://www.teatroestudiofontenova.com/festival-internacional-de-teatro-de-setubal/xviii-festa-do-tea...

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