12/7/2017 a 16/7/2017 "A Bilha Quebrada" de Heinrich Von Kleis no Teatro Armando Cortez

A Yellow Star Company e o Teatro da Terra apresentam “A Bilha Quebrada” de Heinrich Von Kleist, de 12 a 16 de Julho no Teatro Armando Cortez, em Lisboa. Com encenação de João Didelet e interpretação de Beatriz Barosa, Diogo Garcia, João Saboga, Lucinda Loureiro, Miguel Damião, Pessoa Junior, Rita Loureiro, Filipa Matos Rosa, Filipe Gomes e Sónia Guerra.

cardapio.pt @ 6-7-2017 12:49:47

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Estamos no século XVIII, na pequena aldeia de Huisum, nos Países Baixos. Num incidente nocturno quebram a bilha da Sr.ª Marta que por coincidência estava no quarto da filha. Atraída pelo barulho da bilha a partir-se, a Sr.ª Marta precipitasse para o aposento da filha, de seu nome Eva. E que vê ela… a pequena com o seu noivo e uma bilha partida. Este é o ponto de partida desta deliciosa comédia onde tudo se vai resolver no tribunal da terra onde, por acaso, o Juiz estava de ressaca e não só...

Kleist nasceu em 18 de outubro de 1777, na cidade prussiana de Frankfurt no Oder (hoje no estado de Brandemburgo), numa família de nobres e militares. O pai era comandante de companhia, e contratou um professor particular para lhe garantir uma sólida educação. Seguindo a tradição da família, Kleist entrou para a vida militar, como soldado numa guarnição de elite em Potsdam. Paralelamente ao treino militar, Kleist encontrava ainda tempo para estudar música, e tornou-se um virtuoso do clarinete.

Começa a estudar Direito em Frankfurt no Oder. Apercebe-se rapidamente que está no sitio errado, e começa a estudar Literatura. Lê Friedrich Schiller, Christoph Martin Wieland e os filósofos mais populares na época. Kleist costuma passar o tempo livre no Louvre, e os museus da cidade de Paris transformam-se no seu retiro pessoal.

Em 1802 começa a escrever A bilha quebrada, que se tornará uma de suas obras teatrais mais populares. Atormentado por uma inquietação doentia, viaja por diversos países nos anos seguintes, "muitas vezes como se chicoteado pelas Fúrias" – como conta numa carta. Alterações de temperamento e problemas nervosos acabam em grave colapso criativo: Kleist queima parte de seus manuscritos. Após a esmagadora derrota do exército da Prússia na guerra contra Napoleão Bonaparte, Kleist é preso como espião pelas autoridades francesas. Preso durante meses, o autor utiliza esse tempo para escrever, o Anfitrion (uma comédia segundo Molière) e a tragédia Pentesileia.

Em 14 de agosto de 1807, é libertado. De volta a Dresden, o dramaturgo e poeta tem uma receção promissora: "Duas das minhas comédias – uma impressa, a outra em manuscrito – já foram lidas várias vezes em apresentações abertas, e sempre com aplauso reiterado". A quando da estreia em Weimar, a sua peça A bilha quebrada é criticada pelos colegas e vaiada pelo público. Kleist desaparece e só volta em 1810 a Berlim devido aos problemas financeiros que o assolavam. Tenta um recomeço com o jornal Berliner Blätter, volta a frequentar os salões literários na esperança de travar contactos úteis. No entanto, entra em choque com a censura. Em março de 1811 Kleist é forçado a fechar o jornal: está arruinado, e isso provoca uma rutura dramática com sua família. A decisão de dar um fim à própria vida que já vinha de à uns anos atrás, amadurece e juntamente com uma amiga, Henriette Vogel, vítima de doença terminal, Heinrich Von Kleist dirige-se de coche até o lago Wannsee, onde primeiro mata a sua acompanhante voluntária com um tiro de pistola, para se suicidar em seguida.



Informações

Datas: 12 a 16 de julho de 2017

Local: Teatro Armando Cortez, Lisboa

Horários: Quarta a Sábado às 21h30

Mais informações e reservas: - 938 667 315 | reservas@yellowstarcompany.com

cardapio.pt @ 6-7-2017 12:49:47


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