5/1/2018 a 7/1/2018 Ópera "The Rape of Lucretia" de Benjamin Britten no Teatro Nacional São João

A produção do Teatro Nacional de São Carlos, com encenação de Luís Miguel Cintra, inspira-se no texto dramático do francês André Obey e no célebre poema narrativo de Shakespeare. "The Rape of Lucretia" sobe ao palco do Teatro Nacional São João, no Porto, nos dias 5 e 7 de janeiro.

cardapio.pt @ 29-12-2017 10:58:00

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"The Rape of Lucretia" (Fotografia de ensaio) ©Bruno Simão.jpg

"The Rape of Lucretia" (Fotografia de ensaio) ©Bruno Simão.jpg

O Teatro Nacional São João (TNSJ) abre 2018 com o regresso à ópera nos seus espaços. A instituição portuense dá as boas-vindas à mais recente produção do Teatro Nacional de São Carlos, a partir de Benjamin Britten, compositor que ousou renovar os cânones da ópera de câmara – que havia sido uma das glórias do Barroco britânico – no pós-guerra. The Rape of Lucretia (1946), escrita depois do êxito retumbante de Peter Grimes do compositor britânico, é agora revisitada numa encenação de Luís Miguel Cintra com direção musical de João Paulo Santos. Para ver nos dias 5 e 7 de janeiro.

The Rape of Lucretia tem libreto de Ronald Duncan que se inspira no texto dramático Le viol de Lucrèce (1931) do dramaturgo francês contemporâneo André Obey, mas também no célebre poema narrativo The Rape of Lucrece (1594) de William Shakespeare. Duas personagens – um coro feminino, outro masculino, ambos a estimular uma reflexão para as grandes questões que a obra encerra – comentam a ação numa perspetiva cristã, introduzindo-nos na narrativa sobre a castidade de Lucrécia, violada por Tarquínio, o filho do tirano que governa a Roma pagã. Ao suicídio de Lucrécia segue-se a vingança de Colatino, um dos artífices da revolta popular que culminaria no fim do poder etrusco e no estabelecimento da res publica romana.


"The Rape of Lucretia" (Fotografia de ensaio) ©Bruno Simão.jpg

"The Rape of Lucretia" (Fotografia de ensaio) ©Bruno Simão.jpg

Em The Problems of a Librettist: Is Opera Emotionally Immature?, Ronald Duncan assume que esta obra continua uma dramatização do conflito entre indivíduo e sociedade iniciada em Peter Grimes: "o indivíduo é personificado por Lucretia, a personalidade virtuosa que é perseguida e violada por Tarquinius, que simboliza a sociedade". Uma leitura mais ambígua e abstrata pode sugerir que a ópera não tem uma moral pré-definida, explorando as moralidades inerentes a questões tão atuais como a violência sexual sobre o corpo feminino, a brutalidade do poder ou a guerra e a violência.

A ópera em dois atos tem música da Orquestra Sinfónica Portuguesa (13 instrumentistas, conduzidos por Joana Carneiro) e conta no elenco com Marco Alves dos Santos, Dora Rodrigues, Luís Rodrigues, Christian Luján, André Beleiro, Maria Luísa de Freitas, Ana Ferro e Joana Seara. The Rape of Lucretia é para maiores de seis anos, com duração aproximada de três horas, e é um espetáculo em língua inglesa, legendado em português. Pode ser vista na sexta-feira, às 20h00, e no domingo, às 16h00. O preço dos bilhetes varia entre os 10 euros e os 25 euros.

Universo da ópera para os mais pequenos

No dia 7 de janeiro, às 16h00, enquanto os pais assistem ao espetáculo, o TNSJ propõe uma oficina criativa para crianças e jovens entre os seis e os 12 anos. Nesta atividade, orientada por Maria de La Salette Moreira, os mais pequenos são convidados a descobrir a obra de Benjamin Britten e a estimular a sua criatividade, com atividade lúdicas e pedagógicas. O valor da inscrição é de 2,50 euros.


Informações

Datas: 5 e 7 de janeiro de 2018

Local: Teatro Nacional São João, Porto

Horário: Sexta-feira, às 20h00, Domingo, às 16h00

Preços: 10 a 25 euros

cardapio.pt @ 29-12-2017 10:58:00


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