24/7/2020 a 2/8/2020
25.º Sementes - Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público
A 25.ª edição de Sementes - Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público, uma organização do Teatro Extremo, arranca esta sexta-feira, 24 de julho, em Almada e prolonga-se até 2 de agosto.
cardapio.pt @ 24-7-2020 14:33:32
A programação da 25.ª edição de Sementes arranca no Museu da Cidade de Almada com o espetáculo de dança e
circo "Ni pies ni cabeza" da companhia
espanhola niMú, fundada pela equilibrista, clown e bailarina Xandra
Gutiérrez. Este espetáculo apresenta-se, também, sábado na Moita e domingo
no Feijó.
O festival segue no dia 25 de julho no Teatro-Estúdio António Assunção com a
apresentação do espetáculo "MAPA | Contos e Cantos para a
infância" de Fernando Mota, criado a partir de textos
originais, poesia oral de mulheres afegãs, músicas e sonoridades de África e do
Médio Oriente e materiais plásticos e audiovisuais.
O Fio d'Azeite - Marionetas do Chão de Oliva fará a última apresentação do fim-de-semana, no Museu da Cidade de Almada, no dia 26 de julho às 18h, com o espetáculo “Sopa da Pedra”, onde dois frades constroem marionetas à vista de todos com os materiais ou objetos que encontram.
O Sementes continua até ao dia 2 de agosto. Consulte a programação completa em https://www.teatroextremo.com/sementes-programacao/
Programação
24 de julho – 22h00 – Museu da Cidade, Almada
25 de julho – 19h00 – Praça da República, Moita
26 de julho – 18h00 – Praça Urbano Tavares Rodrigues, Feijó, Almada
niMú (Granada, Espanha) - Ni pies ni cabeza
Dança e circo – Todos; duração: 30 min.
A companhia
Equilibrista, Clown e bailarina, Xandra Gutiérrez é apaixonada pelo clown, o mimo e a manipulação de objetos. Já participou no Colectivo de Estreyarte em Granada, na companhia Las primas, e na companhia Proyecto Nana. Em 2017 cria o seu próprio projeto – a Companhia niMú.
O espetáculo
Entre o chão e a corda bamba, o novo circo a contar uma história universal sobre a impossibilidade de existirmos sozinhos.
Roubar para recordar e recordar para quê? Ao compasso de uma valsa tudo se desmorona. Tudo menos o mundo imaginário de niMú. Sapatos, multidões de sapatos, tantos como histórias. E entre eles uma terna personagem trata de encontrar o que todos buscamos: passos que acompanhem o nosso caminhar. Nipies Nicabeza reflete sobre a necessidade inata do ser humano de estar acompanhado. A obsessão da personagem em procurar sapatos reflete a necessidade do ser humano de encontrar pessoas com quem possa caminhar para sempre, pessoas com as quais possa partilhar a vida.
Ficha artística
Atriz: Xandra Gutiérrez
Direção Artística: Anthony Mathieu
Figurinos: Juan Prohibido - Olhar externo na corda; Víctor Sánchez
Apoio à criação: Zirkozaurre
25 de julho – 11h00 e 16h00 – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
Fernando Mota (Lisboa/Loulé, Portugal) - MAPA | Contos e Cantos para a infância
Multidisciplinar - m/6; duração: 45 min.
A companhia
Fernando Mota, desde 2010 tem vindo a criar uma série de espetáculos desenvolvendo uma linguagem cénica multidisciplinar e universal, juntando o teatro, a música, a poesia e as artes visuais. O seu universo musical resulta do cruzamento de diversas linguagens, geografias e ferramentas, como o estudo de instrumentos tradicionais de várias culturas.
Desde 1994 que compõe música para teatro, dança e cinema de animação.
O espetáculo
MAPA é um projeto que engloba duas versões do mesmo espetáculo Estórias de Mundos Distantes (para adultos) e Contos e Cantos (para a infância). Na sua génese está a pesquisa de histórias de resistência e evasão em países e territórios em guerra, com especial foco nos universos feminino e infantil. Criado a partir de textos originais, de poesia oral de mulheres afegãs, de músicas e sonoridades de várias culturas de África e do Médio Oriente e de outros materiais plásticos e audiovisuais, procura fazer uma reflexão sobre os conceitos de território e fronteira, de pertença e de liberdade.
Ficha artística
Criação e Interpretação: Fernando Mota
Dramaturgia e Traduções: Francisco Luís Parreira
Textos Adicionais: Poesia Popular Afegã, Eduardo Galeano
Direção Cênica: Caroline Bergeron
Música: Fernando Mota
Música Adicional: Braima Galissa, George Gurdjieff, Woody Guthrie
Cenografia: Fernando Ribeiro
Desenho de Luz: José Álvaro Correia
Vídeos: Miguel Quental
Actrizes nos Videos: Ana Sofia Paiva, Cláudia Andrade e Lucília Raimundo
Vozes gravadas: Ana Sofia Paiva, Cláudia Andrade, Gaspar Vasques, Lucília Raimundo, Serena Sabat e Tiago Mota
Coprodução: Cine-Teatro Louletano, Teatro Aveirense e São Luiz Teatro Municipal
26 de julho – 18h00 – Museu da Cidade, Almada
Fio d’Azeite- Marionetas do Chão de Oliva (Sintra, Portugal) – Sopa de Pedra
Teatro e marionetas – m/6; duração: 50 min.
A companhia
Caracterizam a actividade desta companhia, desde o inicio, a nível técnico, o domínio das linguagens tradicionais da “arte da marioneta” e a procura de novas soluções formais para esta milenar expressão teatral; a nível dos temas, revisitação de contos intemporais, tanto de tradição oral como escrita, assim como de textos de autores que se revelem como fonte de prazer e cúmplices de inquietação (já que não entendemos o aparecimento de novas formas sem o profundo estímulo dos conteúdos), num trabalho de pesquisa onde a figura, a imagem – enfim, a forma plástica – e os textos protagonizam novos significantes.
O espetáculo
A partir do conto tradicional.
Um espetáculo com muita animação, onde dois frades aproveitam para relatar passagens divertidas da vida do seu mentor – Francisco de Assis -, que funcionam como autênticos entremezes no conto tradicional “Sopa da Pedra”. Para isso, constroem marionetas à vista de todos com os materiais ou objetos que encontram no local (sapatos, jornal, papel…). Um espetáculo que, pensamos, é para todas as idades mas onde reservamos os primeiros lugares para os mais novos.
Ficha artística
Texto e Encenação: Nuno Correia Pinto;
Intérpretes: Nuno Correia Pinto e Paulo Cintrão;
31 de julho - 22h00 – Museu da Cidade, Almada
1 de agosto – 22h00 - Anfiteatro do Parque Urbano, Montemor o Novo
Trio Trioche (La Spezia, Itália/Paris, França) - Troppe Arie
Clown musical – Todos; duração: 60 min.
A companhia
Criada em 2013 pela diretora Rita Pelusio e três músicas comediantes: a pianista Franca Pampaloni, a flautista Nicanor Cancellieri e a soprano Silvia Laniado. São atrizes e músicas, graduadas no Conservatory, o que permite que consigam tocar as peças mais difíceis de ópera num espetáculo onde a música clássica se derrete na música pop.
O espetáculo
Uma senhora idosa, com um passado glorioso como artista de música clássica, atua em teatros à volta do mundo com o seu sobrinho, um promissor flautista. Dão concertos espetaculares como um trio... mas quem é o terceiro artista?
É Norma, cuidadora da velha tia... e é por isso que o duo - cativado pela paixão por ópera que a rapariga tem - vai ter que mudar o seu repertório. As árias mais famosas de ópera serão tocadas de forma extraordinariamente divertida e extravagante, com o acompanhamento do piano, flauta e os objetos sem conta que Norma decidirá tocar. O espetáculo é uma brincadeira de palhaços, uma comédia cheia de divertimento e atuações virtuosas de música clássica e moderna, com piadas rápidas e efeitos rítmicos que te vão deixar arrepiado.
Ficha artística
Ideia de: Rita Pelusio
Escrito por: Trio Trioche, Luca Domenicali e Rita Pelusio
Direção: Rita Pelusio
Produção: PEM Habitat Teatrali e Trio Trioche
1 de agosto – 11h00 – Rua Adriano Correia Oliveira, Laranjeiro, Almada
2 de agosto – 19h00 – Bairro Gouveia, Alhos Vedros, Moita
Companhia de Dança de Matosinhos (Matosinhos, Portugal) - Uma Bailarina Espe(ta)cular
Dança - m/3; duração: 20 min.
A companhia
Companhia profissional de dança contemporânea, que promete desafiar o corpo humano e a perceção do mesmo pelo público, apresentando a arte em corpos que se moldam, desafiam e ultrapassam os seus limites. Tenciona desempenhar um papel importante de aproximação da arte com as pessoas e das pessoas às pessoas, contribuindo para uma comunidade coesa, em forma e informada.
O espetáculo
“As bailarinas foram crianças. Cresceram para a dança obrigando o corpo e a cabeça a caberem dentro de um certo molde. O que é que se perde ou se alcança quando se realiza um sonho de dança? Perguntando-se quem sonha a criança que dança, uma bailarina encontra, pela dança, a criança contando como foi sonhada.” Regina Guimarães
Ficha artística
Direção: Manuel Tur
Texto: Regina Guimarães
Interpretação: Sara Silva
Cenografia: Moradavaga
Voz: Sara Pinto Pereira
Apoio à criação: Diana Amaral
Desenho de luz: Joaquim Madaíl
Coprodução: Companhia de Dança de Matosinhos e Câmara Municipal de Matosinhos/Teatro Municipal Constantino Nery
1 de agosto – 16h00 – Museu da Cidade, Almada
Conversa: As artes, as crianças e a democracia: 25 anos do Festival Sementes – por António Ângelo Vasconcelos
Ao longo de 25 anos o “Festival Sementes: Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público” desenvolveu um trabalho intenso e continuado, único no contexto nacional, através da apresentação de uma diversidade de espetáculos para o “pequeno público”, em diferentes espaços do concelho de Almada e de outros concelhos dos distritos de Setúbal, Lisboa, Évora, Portalegre, Aveiro e Santarém. Diversidade de propostas estéticas, artísticas e formativas, para além de um conjunto, também diversificado, de atividades complementares: do cinema à formação de crianças e jovens, de tertúlias a seminários.
Neste contexto, nesta “conversa” vão ser apresentados alguns resultados de uma investigação em curso sobre o Sementes “um festival aberto aos mundos reais e imaginário” em que a convivialidade entre diferentes pressupostos artísticos, estéticos, culturais e sociais na democratização do acesso à cultura se apresentam determinantes na construção de uma cidadania culta e cosmopolita. Trabalho que parte de uma questão inicial: de que modos é que o Festival Sementes tem contribuído para a construção de uma Cidade e Cidadania mais culta, democrática e cosmopolita?
António Ângelo Vasconcelos – Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Aveiro, licenciou-se em Ciências Musicais e doutorou-se em Educação pela Universidade de Lisboa. Tem várias publicações no âmbito do ensino artístico, políticas públicas e criatividade e é membro dos centros de investigação CIPEM-INET-md e do CIEF-IPS. Desempenha as funções de Professor-Adjunto no Departamento de Artes da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
1 de agosto – 18h00 – Museu da Cidade, Almada
O Nariz (Leiria, Portugal) - O Principezinho
Teatro de ator e marionetas – M/6; duração: 40 min.
A companhia
Desde 1994 que exerce um leque variado de atividades culturais, tanto na produção de espetáculos de teatro, como na programação. Os primeiros anos foram essenciais para a formação de novos públicos que até hoje se mantêm e acompanham o seu trabalho.
O espetáculo
“...um aviador, perdido no deserto, encontra um rapazinho que vem de um distante asteroide, onde vive sozinho com uma única rosa. Trata-se, antes de mais, do encontro de duas solidões, correspondentes ao desdobramento da personalidade do autor: o adulto Exupéry (aquele que um ano depois, desapareceria, quando pilotava o seu avião sobre o Mediterrâneo) e o rapaz que ele foi, a criatura natural, ainda não corrompida pelo mundo, logo, mais próxima do ser e da sua essência.” Álvaro Magalhães
Ficha artística
Adaptação e encenação: Pedro Oliveira
Marionetas e fantoches: Pedro Oliveira
Pintura: João dos Santos
Interpretação e manipulação: Pedro Oliveira e Roberto Domingues
Banda sonora: Nelson Brites
1 de agosto – 19h00 – Parque das Canoas, Gaio Rosário, Moita
Fernando Mota (Lisboa/Loulé) – “Hárvore”
Música, artes plásticas e movimento – para todos; duração: 40 min.
A companhia
Fernando Mota, desde 2010 tem vindo a criar uma série de espetáculos desenvolvendo uma linguagem cénica multidisciplinar e universal, juntando o teatro, a música, a poesia e as artes visuais. O seu universo musical resulta do cruzamento de diversas linguagens, geografias e ferramentas, como o estudo de instrumentos tradicionais de várias culturas.
Desde 1994 que compõe música para teatro, dança e cinema de animação.
O espetáculo
Hárvore é o espetáculo que marca o início de uma pesquisa à volta de objetos sonoros e instrumentos musicais experimentais criados a partir de árvores e outros materiais naturais. A partir do instrumento que Fernando Mota concebeu em 2019 para o projeto Sahar da Fundação Calouste Gulbenkian, serão criados novos objetos utilizando vários carvalhos cortados em limpeza de terrenos na Serra de Montemuro. Com esses instrumentos e outros materiais naturais como ramos, pedras, areia e água criaremos um espetáculo multidisciplinar que envolverá música, artes plásticas e movimento. Hárvore será um objeto telúrico, tão contemplativo quanto explosivo, uma partitura musical e performativa que mais do que sugerir paisagens, desenhará as energias nelas existentes.
Ficha artística
Criação e Interpretação: Fernando Mota
Operação Técnica: Catarina Codea
Produção e Coordenação: Violeta Mandillo
2 de agosto – 18h00 – Museu da Cidade, Almada
Banda às Riscas (Almada, Portugal) – Banda às Riscas
Música e artes circenses – Todos; duração: 40 min.
A companhia
A Banda às Riscas é um grupo Musical de Animação de eventos, que nasceu na cidade do Porto cumprindo neste corrente ano 20 anos de muita animação!
Desde então, a Banda às Riscas tem vindo a animar todo o tipo de eventos em Portugal Continental e ilhas e também em Espanha, Suíça, Suécia, Bharain, França, espalhando risos e boa disposição por onde quer que passa.
O espetáculo
Espetáculo de música e artes circenses, cujo repertório é de cariz tradicional, temas do imaginário coletivo e circense.
No espetáculo da Banda às Riscas o público é convidado a assistir e divertir-se com a música e as tropelias do nosso palhaço/malabarista e soltar umas valentes gargalhadas!
A animação da Banda às riscas assenta na importância de despertar, na sociedade em que vivemos, o lado mais simples da vida: o sorriso!
Ficha artística
Rui Oliveira "Oli" - Palhaço/Malabarista interativo com o público
Hugo Osga - Gaita de Fole
Andreia - Acordeão
Carlos Luz - Saxofone
Nuno Encarnação - Percussões
cardapio.pt @ 24-7-2020 14:33:32
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