17/10/2019 a 27/10/2019 Doclisboa’19 - 17.º Festival Internacional de Cinema

O Doclisboa está de regresso à cidade de 17 a 27 de outubro para a sua 17.ª edição. Em 209, o festival apresenta este ano uma programação com 303 filmes, oriundos de 48 países.

cardapio.pt @ 16-10-2019 17:51:36

Ao longo de 11 dias serão apresentadas 39 estreias mundiais, 45 estreias internacionais, 9 estreias europeias, 116 estreias portuguesas e onze primeiras obras em competição. Portugal reúne 44 filmes, sendo que 11 estarão em competição.

Onze é também o número de secções que compõem a programação do Doclisboa'19, com propostas para todos os tipos de público: Competição Internacional, Competição Nacional, Riscos, Terra à Lua, Heart Beat, Retrospectiva Jocelyne Saab, Retrospectiva Ascensão e Queda do Muro - O Cinema da Alemanha de Leste, Cinema de Urgência, Verdes Anos, Doc Alliance e Projecto Educativo.

A Competição Internacional conta com 14 filmes provenientes de 11 territórios distintos. Filmes com um olhar singular sobre o mundo (e sobre o cinema), com uma diversidade formal e estética aliada a um posicionamento no mundo que o festival partilha. Lisa Reboulleau, Camille Degeye, Madeleine Hunt-Ehrlich, Sofia brito, Manel Raga-Raga, Camila Rodrigues Triana, Jo Sefarty, Frank Beauvais, Christophe Bisson, Welket Bungué, Thunska Pansittivorakul, Wook Steven Heo, Christian Haardt e Daniil Zinchenko são os nomes que compõem esta programação.
 

O Doclisboa apresenta 44 filmes portugueses na edição deste ano, dos quais 11 perfazem a Competição Nacional. Nesta competição, Tiago Siopa, Pedro Filipe Marques, Saguenail, José Filipe Costa, Diana Vidrascu, Leonor Noivo, Atsushi Kuwayama, Inês Gil, Miguel de Jesus, Nevena Desivojevic e Luís Brás apresentam-nos gestos de liberdade, para além de quaisquer categorizações, que nos levam desde o íntimo ao cósmico, da poesia à revolução, ao amor.
 

Na Conferência de Imprensa, foi igualmente revelada a programação da secção Riscos: uma secção em que o festival propõe a discussão de fronteiras e limites com filmes de diferentes épocas, que interrogam a contemporaneidade do cinema. Este ano, é apresentada uma homenagem a Barbara Hammer, por alguns dos seus amigos mais próximos, tal como serão apresentados os últimos filmes de Alain Cavalier e James Benning. Os realizadores convidados da secção são Ghassan Salhab e Sofia Bohdanowicz e, para além dos programas temáticos, o festival traz filmes singulares de jovens realizadores: Demons de Daniel Hui, This Film Is About Me, de Alexis Delgado Búrdalo, e When the Persimmons Grew, de Hilal Baydarov. O festival terá a estreia portuguesa de Danses macabres, squelettes et autres fantaisies, de Rita Azevedo Gomes e Pierre Léon, numa secção em que se convocará, também, a voz de Antonin Artaud, na sua performance radiofónica em 1947.


Uma das novidades da edição deste ano é a criação da Nebulae: um espaço de networking no Doclisboa que engloba um conjunto de actividades direccionadas para indústria. No Nebulae, são compiladas, num único espaço programático, actividades já desenvolvidas em edições anteriores do Doclisboa - como o Arché -, tal como novas actividades - masterclasses, tutorias, residências de crítica e investigação, oficinas e encontros -, com o objectivo de estimular o encontro de pessoas e entidades dedicadas ao desenvolvimento  da ccriação, produção e divulgação do cinema independente.
 

O Doclisboa apresenta, igualmente, duas novidades no ramo dos prémios atribuídos aos filmes vencedores:  na Competição Portuguesa, o Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português (Midas Filmes e Doclisboa) e, na secção Verdes Anos, o Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Verdes Anos.

O Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português, atribuído pela Midas Filmes e pelo Doclisboa, tem como mote de inspiração o espírito do realizador Fernando Lopes, um dos grandes nomes do cinema português dos anos 60, a sua forte ligação com o mundo do cinema documental, a sua forte influência no mesmo e a sua atenção, a sua ligação com novos cineastas. Este Prémio terá como elementos do júri Alice Milheiro (Directora Adjunta da RTP, que começou a trabalhar na RTP tendo o realizador como seu primeiro director), Margarida Cardoso (realizadora cujo percurso Fernando Lopes sempre acompanhou) e Sofia Lopes Machaqueiro (neta mais velha do cineasta e fundadora do Alvalade Cineclube).

O Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Verdes Anos, que atribui uma Bolsa de Participação no Seminário Doc’s Kingdom, foi criado enquanto uma forma de homenagem a este colega, a este amigo do festival, que faleceu este ano. A sua influência marcou não só o festival, mas toda a sua equipa e a presente edição do Doclisboa é dedicada à sua memória.

Como habitualmente, as sessões vão ter lugar em vários espaços da capital, nomeadamente a Culturgest, o Cinema São Jorge, a Cinemateca Portuguesa, a Cinemateca Júnior, o Cinema Ideal, o Bar A Barraca e Selina Secret Garden Lisbon. O preço dos bilhetes varia entre 1,35€ e 4,50€ por sessão, existindo ainda vouchers e preços especiais para profissionais e estudantes.


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"Longa Noite", de Eloy Enciso e "Technoboss", de João Nicolau, na abertura e encerramento

Da Galiza até às estradas de Portugal: a 17.ª edição do Doclisboa  terá como sessão de abertura o novo filme de Eloy Enciso, Longa Noite e, como sessão de encerramento, a antestreia nacional de Technoboss, de João Nicolau (filme que estreará nas salas portuguesas a 7 de novembro).
 
Após a sua participação na Competição Internacional da edição de 2012 do Doclisboa, com o filme Arraianos, tal como uma participação enquanto elemento do júri do festival, em 2015 e 2017, Eloy Enciso regressa ao Doclisboa com Longa Noite: filme que estreou na Competição Internacional do festival de Locarno, tendo marcado presença no TIFF e com paragens futuras já anunciadas na Viennale e no New York Film Festival deste ano. Longa Noite, filme que abre a 17ª edição do Doclisboa, apresenta-nos o regresso de Anxo (interpretado pelo artista Misha Bies Golas) à sua vila natal, no meio rural galego. Vozes e memórias ecoam e acompanham os passos tomados por Anxo, num caminho marcado pelo peso da escuridão da noite (e, talvez, da história), pautado por pensamentos, encontros e conversas casuais. Um filme inspirado em cartas, peças e memórias do regime franquista, que nos conduz a uma reflexão essencial sobre a sociedade espanhola pós-Guerra Civil e, acima de tudo, sobre a sociedade contemporânea: uma viagem de exploração dos alicerces sociopolíticos do fascismo.

João Nicolau apresenta Technoboss na sessão de encerramento do Doclisboa, após a estreia na Competição Internacional de Locarno e antes da estreia nas salas nacionais, a 7 de Novembro deste ano. Technoboss apresenta-nos Luís Rovisco (interpretado por Miguel Lobo Antunes), sexagenário divorciado, que, perto da reforma enquanto director comercial da empresa SegurVale – Sistemas Integrados de Controlo de Circulação, é levado até ao Hotel Almadrava, onde se reencontra com uma antiga paixão: Lucinda (interpretada por Luísa Cruz). Um momento que despoleta uma forte mudança na vida de Luís Rovisco, que acompanhamos neste filme onde o road-movie e o género musical se cruzam, onde a linha que separa a ficção da realidade, neste retrato ficcional, se torna exponencialmente mais ténue: um drama, uma comédia (quase) trágica, com o toque cinematográfico de João Nicolau.


Informações

Datas: 17 a 27 de outubro e 2019

Locais: Culturgest, o Cinema São Jorge, a Cinemateca Portuguesa, a Cinemateca Júnior, o Cinema Ideal, o Bar A Barraca e Selina Secret Garden Lisbon

Mais informaçõeshttps://www.doclisboa.org/2019/

cardapio.pt @ 16-10-2019 17:51:36


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