Companhia Nacional de Bailado apresenta coreografias de Tânia Carvalho no Porto

A Companhia Nacional de Bailado dá início à nova temporada de 2018/2019 do Teatro Municipal do Porto com três peças de Tânia Carvalho: Olhos Caídos, A Tecedura do Caos e a obra original criada pela coreógrafa para os bailarinos da CNB, S. Os espetáculos vão ser apresentados no Teatro Municipal do Porto - Rivoli nos dias 21, 22 e 23 de setembro.

cardapio.pt @ 19-9-2018 17:20:20

©Bruno Simão

©Bruno Simão

Ao longo dos últimos vinte anos, Tânia Carvalho tem vindo a construir uma das obras mais fascinantes da dança portuguesa contemporânea. Esta é a primeira vez que a coreógrafa trabalha com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado, cuja técnica e versatilidade se amplia desde peças de reportório clássico às criações de autores atuais.

As peças vão ser apresentadas sexta-feira às 21h00, sábado às 19h00 e domingo às 17h00 no Grande Auditório do Rivoli.


"Olhos Caídos" - Peça para bailarino e sombra

Nesta pequena peça, os dois bailarinos que a interpretam executam sequências coreográficas de uma precisão peculiar. Sequências que usam sobretudo os braços, onde gestos rápidos e acutilantes se combinam com movimentos lentos mas contínuos, conferindo um ritmo musical ao trabalho. Os intérpretes alternam continuamente entre estar de pé ou deitados no chão, criando uma confusão de planos definidos por braços e torsos que parecem dobrar-se e desdobrar-se, como se se tratassem de personagens de origami.

Coreografia Tânia Carvalho
Música Diogo Alvim
Desenho de Luz Anatol Waschke
Remontagem Luís Guerra
Interpretação Bailarinos da CNB


"Tecedura do Caos"

A “Odisseia” de Homero é o motor de inspiração deste trabalho que convoca um grupo de bailarinos a dançar a obstinação, a dor e o desejo deste herói épico que regressa a casa. Entre a exibição da individualidade de um personagem e a sua presença ou dissolução num coletivo, constituindo um corpo de baile, permanece a busca incansável pelo movimento. Uma paisagem de frases coreográficas que se repetem, que persistem face a um abismo, e caem para depois ressurgir.

Coreografia e Direção Tânia Carvalho
Música Ulrich Estreich
Figurinos Aleksandar Protic
Desenho de Luz Zeca Iglésias
Cenografia de Luz Jorge Santos
Remontagem Marta Cerqueira
Interpretação Bailarinos da CNB

"S"

Em “S” podemos ver uma mistura de símbolos. Um contraste de formas. Um mesclado de estilos. Esta nova criação assenta no percurso e desenvolvimento da sapatilha de ponta, uma (tímida) homenagem a Marie Taglioni (1804-1884) a primeira bailarina a utilizar este objeto em cena, em 1832, em “La Sylphide”.

Indispensável à vida de uma bailarina clássica, a sapatilha de ponta surgiu no século XIX e ao longo dos tempos tem sido transformada, adaptada e aperfeiçoada, no que diz respeito à sua estrutura e materiais utilizados. "S" não pretende ser uma abordagem histórica, mas cruza diferentes estilos de dança entre o romântico, o clássico e o moderno, momentos que simbolizam passagens que foram determinantes na história da dança.

Coreografia e Figurinos Tânia Carvalho
Desenho para Tela Rui Vasconcelos
Desenho de Luz Mafalda Oliveira e Tânia Carvalho
Interpretação Musical Orquestra Sinfónica Portuguesa
Direç̧ão Musical Nuno Coelho
Interpretação Bailarinos da CNB

cardapio.pt @ 19-9-2018 17:20:20