11/3/2015 a 28/3/2015
Claudia Bakker leva "Ausência" à Casa-Museu Medeiros e Almeida
A Casa-Museu Medeiros e Almeida tem “Ausência”, patente entre 11 e 28 de março. Este trabalho de Claudia Bakker trata da dualidade entre presença e ausência, entre aquilo que desaparece num lugar para reaparecer de outra forma noutro.
Media Consulting @ 2-3-2015 11:58:33
Jean Baudrillard, no seu livro América, observa que o que desaparece na Europa reaparece na América. Existe uma necessidade do homem ocidental de se reencontrar com a parte física das coisas, com seus mitos mais arcaicos, que renasce, assim, no mundo novo, nas Américas, num contínuo diálogo com a antiga civilização europeia.
Claudia Bakker percebe que ao pensar a ausência é possível encontrar uma outra presença no avesso das coisas do mundo, que a ausência é também uma forma de pulsão vital. Assim, a artista retira da coleção da Casa-Museu Medeiros e Almeida cinco telas que representam naturezas mortas e as paredes ficam “nuas” – é a materialização da “Ausência”, título da exposição. Esta não-presença relaciona-se com a matéria bruta, real e orgânica das maçãs, do mármore e das fotografias, criadas especialmente para esta exposição e que podem ser vistas na sala de exposição temporária.
AUSÊNCIA
Morada e horário Casa-Museu Medeiros e Almeida
Rua Rosa Araújo, 41 - Lisboa
Tel. (+351) 21 354 78 92
www.casa-museumedeirosealmeida.pt
De 2.ª a 6.ª feira das 13H00 às 17H30
Sábados das 10H00 às 17H30
Encerra aos domingos
CLAUDIA BAKKER
Claudia Bakker é uma artista carioca, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, e tem vindo ao longo de 20 anos a trabalhar com as noções de efemeridade e permanência.
As suas instalações com maçãs desafiam a efemeridade do tempo ao contrapor com um material orgânico, outros materiais que possuem uma duração maior, como o mármore, a fotografia ou a película, e recentemente tem incluído a pintura nas suas composições.
A documentação é parte constituinte do seu trabalho, onde a imagem tratada como memória é uma constante, como pode ser visto na série que a artista denomina de Fototextos, onde inscrições em textos e números aparecem como referência nas quantidades e motivações poéticas utilizadas na construção das suas instalações ou intervenções no espaço.
Media Consulting @ 2-3-2015 11:58:33
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