16/4/2021 a 31/7/2021 Novas exposições no Centro Internacional das Artes José de Guimarães e no Palácio Vila Flor

No próximo dia 16 de abril, sexta-feira, pelas 17h, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) dá início a um novo programa artístico do museu – intitulado Nas margens da ficção – e o Palácio Vila Flor (no CCVF) dá-nos a conhecer a exposição Movimentos Bruxos – trabalho desenvolvido pelo grupo artístico composto por Carlos Lima, Dora Vieira e João Alves – numa abertura de portas simultânea destes espaços em Guimarães, da responsabilidade d’A Oficina.

cardapio.pt @ 2-4-2021 10:40:00

CIAJG /DR

CIAJG /DR

As novas exposições poderão ser visitadas gratuitamente neste dia até às 21h, permanecendo abertas ao público no sábado e no domingo de manhã, com lotação limitada a 20 pessoas em simultâneo no CIAJG e a 10 pessoas no caso do Palácio Vila Flor. 

O arranque do novo programa artístico do CIAJG é assinalado pela inauguração de oito exposições inéditas com intervenção de artistas de várias origens e novos diálogos com a coleção permanente do artista José de Guimarães, encontros, debates, conversas, sessões de cinema e performances musicais que irão marcar a atividade dos próximos meses do museu, na construção coletiva de sentidos sobre o passado, o presente e o futuro. 

Com o título Nas margens da ficção, este novo programa artístico, que decorrerá até 2023, é da responsabilidade da nova curadora geral do CIAJG, Marta Mestre, e sucede a Para além da história, programa que completou oito anos (2012-2020) e teve a autoria de Nuno Faria. Nas margens da ficção debruça-se sobre o fazer ficcional da arte e remete para a polifonia e o emaranhado de vozes, muitas vezes contraditórias, que disputam o museu, caminhando para dar margem à ficção através de uma imaginação que se dirige para o real e o regenera. Reativando o contar e o narrar, o programa convoca formas de conhecimento esquecidas ou em desuso, especulações digitais, tradições orais, construções mitológicas, fábulas, especulações.  

“Trata-se de reativar as formas simples e ‘impuras’ de narração, marginalizadas e desqualificadas pelo projeto moderno-capitalista. Num mundo onde as crises são permanentes e anestesiam a nossa capacidade de resposta, importa estabelecer outras ferramentas de ação. Usar intensivamente a ficção no rearranjo entre nós e os outros e experimentar formas de existirmos juntos é uma forma de reescrever a gramática do museu, questionando os seus processos de seleção e exclusão. O museu é a máquina, a engrenagem, deste fazer ficcional e narrativo. Espaço tradicional da purificação dos discursos, mas também da fratura entre objetos, subjetividades e ideias, importa repensá-lo.” refere Marta Mestre. 

Estas ideias serão exploradas ao longo dos próximos três anos através de um programa em construção, aberto e plural, que aponta linhas de pesquisa suficientemente flexíveis, convocando a imagem de um coro de vozes. Não necessariamente afinado por uma métrica perfeita, mas polifónico. Convidando e encorajando diferentes modos de escuta. 

No mesmo dia, a abertura do Palácio Vila Flor oferece-nos a possibilidade de conhecer , com curadoria de Ivo Martins e autoria do grupo artístico que junta Carlos Lima (1970), Dora Vieira (1991) e João Alves (1983). O trabalho desenvolvido pelo trio, que opera na cidade do Porto, aborda e transfigura um conjunto de visões em que entrelaçam realidade e fantasia, onde o imaginário se cruza com o religioso e o físico abraça o incorpóreo, traçando relações entre paisagens primitivas, contemporâneas e/ou visionárias do espetáculo e da tecnologia. Apresentam as diferentes manifestações das suas entidades individuais sob a forma de pintura, colagem e escultura, assim como a sua fusão em peças desenvolvidas no conjunto, e na ação coletiva sobre o espaço. É na forma de instalações imersivas, cinéticas e cénicas, projetadas como uma expedição a fragmentos de realidades paralelas que amplificam e modelam os contornos absurdos e fantásticos da realidade quotidiana, exteriores às coordenadas geoespaciais padronizadas e que preservam o efeito hipnótico de uma beleza formal antiga, pré-digital.  Movimentos Bruxos

Estas novas exposições ficarão patentes até 5 setembro no caso do CIAJG e até 31 julho no que toca ao Palácio Vila Flor. A informação completa alusiva a estas novas propostas pode ser consultada online em aoficina.pt, ciajg.pt e ccvf.pt. 

cardapio.pt @ 2-4-2021 10:40:00


Clique aqui para ver mais sobre: Exposições