“No Reino do Último Homem”, memórias de Francis Fukuyama, uma análise da política contemporânea
A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 20 de outubro, "No Reino do Último Homem", as memórias do cientista político norte-americano, autor de que “O Fim da História” e “O Último Homem”, que entrelaça a trajetória pessoal com a evolução do seu pensamento político ao longo de cinco décadas. Um tratado sobre como o Ocidente pode resgatar a democracia à beira do abismo.
cardapio.pt @ 15-10-2026 17:08:22
Em 1989, um ano antes da queda do Muro de Berlim, Francis Fukuyama – então um académico em início de carreira, que ganhara experiência a fazer investigação para Ronald Reagan durante os anos em que este foi governador da Califórnia – apresentou uma comunicação numa conferência, que viria a tornar-se uma das obras de teoria política mais celebradas e controversas do nosso tempo: "O Fim da História".
Em 2009, rompeu com os seus mentores neoconservadores, de Allan Bloom a Paul Wolfowitz, após renegar o seu apoio à ‘desastrosa’ invasão do Iraque em 2003 e à economia de laissez-faire que esteve na origem da crise financeira de 2008. Mas por que razão mudou de posição?
Neste livro de memórias políticas, que abrange o envolvimento do seu pai no Movimento pelos Direitos Civis e o seu próprio trabalho em contratos com a CIA na década de 1980, Fukuyama analisa a sua vida em paralelo com as mudanças políticas sísmicas dos últimos 30 anos – de Bush a Obama até Trump, da Guerra ao Terror à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Profundo e provocador, este é um retrato íntimo de um dos pensadores mais importantes do século XXI e um estudo urgente da política contemporânea.
Francis Fukuyama é um autor internacionalmente consagrado, com 11 livros publicados, incluindo Liberalismo e Seus Descontentes e O Fim da História e O Último Homem. É investigador sénior no Freeman Spogli Institute, em Stanford, e diretor do Center on Democracy, Development and the Rule of Law da Universidade de Stanford. Vive na Califórnia.
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