Novas confirmações no Vodafone Mexefest
Sinkane, Shura, Johanna Glaza e Meu Kamba Soundsystem
Faltam menos de 2 meses para o arranque da edição de 2014 do Vodafone Mexefest. Com um dos melhores cartazes de sempre, anunciam-se agora mais convidados para abrilhantar a festa na Avenida da Liberdade: Sinkane, Shura, Johanna Glaza e Meu Kamba Soundsystem.
Música no Coração @ 2-10-2014 12:37:00
De Brooklyn, o músico de origem sudanesa Sinkane. Ahmed Gallab é um multi-instrumentista extraordinário, dono de uma voz de timbre falsete e com um dom para a composição singular. A sua música resulta híbrida mas harmoniosa, misturando sons africanos com eletrónica, pop, funk e até jazz. Com três discos no reportório, o segundo lançado pela DFA de James Murphy (LCD Soundsystem), o artista, que já acompanhou em palco e em estúdio nomes como Caribou e Eleanor Friedberger, lançou em 2014 “Mean Love”. Vem ao Vodafone Mexefest com este produto incrivelmente sedutor, capaz de pôr todos a dançar com uma rapidez infalível.
Shura é Aleksandra Denton. Com dois singles editados, “Touch” e “Just Once”, conquistou reconhecimento junto dos pares e da crítica. Os seus temas tornaram-se velozmente hits. São feitos de eletrónica cantada, com ritmos sedutores muito melódicos. Tudo soa de forma contemporânea mas sem desprezar alguns dos sons que resultaram numa certa música de dança que reinou no final dos anos 80 e inícios dos 90.
Johanna Glaza tem apenas dois singles editados, “Silence Is Kind” e “Letter to New York”, mas a sua música levitante e etérea conquistou facilmente a crítica e o público. Feitas de folk, delicadas e belas, as composições de Johanna Glaza servem na perfeição os corações mais sensíveis.
De Portugal, Meu Kamba Soundsystem. Ideia que resulta do trabalho de dois nomes há muito reconhecidos por terras lusas: Rocky Marsiano e Rui Miguel Abreu. Marsiano, ícone do hip-hop luso, e Abreu, radialista e jornalista de méritos firmados, juntaram-se para, sobre temas de algumas das antigas colónias portuguesas, misturar o presente com a tradição. A fórmula ganhou o título Meu Kamba, foi lançada e está disponível para audição online. Disco sedutor e muito dançável, promete agitar a noite do Vodafone Mexefest.
Vodafone Mexefest. De palco em palco, a Música mexe na cidade.
Mais novidades a anunciar brevemente.
Já confirmados:
Adult Jazz, Capicua, Cloud Nothings, Curtis Harding, Deers, Duquesa, I Break Horses, JJ, Johanna Glaza, Kindness, King Gizzard & The Lizard Wizard, Meu Kamba Soundsystem, Modernos, Perfume Genius, Sensible Soccers, Sharon Van Etten, Shura, Sinkane, St. Vincent, The Fresh & Onlys, Throes + The Shine, Tiago Iorc, Tune-Yards.
Sinkane
Ahmed Abdullahi Gallab cresceu até aos seis no Sudão mudando-se no final dos anos 90 para os Estados Unidos. A memória e vivências culturais dos tempos africanos são-lhe inspiração aplicando o espírito musical do país de origem nas suas composições. Não há música como a de Sinkane, porque é incomparável na fusão dançante que faz dos sons de África com o funk, acrescentando elementos electro-pop e jazzy. Para além do seu talento autoral, foi músico de palco e de estúdio de, entre outros, nomes como Caribou e Of Montreal. Como Sinkane, acompanhado pela sua banda estreou-se com um título homónimo em 2009, tendo mais tarde lançado um segundo registo pelo DFA de James Murphy (LCD Soundsystem), “Mars”. Os sons cheios de groove, balanço e encanto rítmico de Sinkane ganharam nova edição, já este ano, com o extraordinário “Mean Love”.
Shura
Filha de mãe russa e pai inglês, Aleksandra Denton, londrina de adopção, começou muito cedo a compor, competindo com o irmão (DJ de drum &bass) nas aventuras musicais. Shura constrói temas eletrónicos muito leves e com uma estrutura melódica declaradamente pop. Canta amores e desamores, sempre num jeito delicado e fluído. Estreou-se com a faixa 'Touch', caindo nas boas graças de pares como Dev Hynes ou Jessie Ware. Entretanto, entre remisturas e outras colaborações, lançou o single 'Just Once', mais uma peça que nos transporta para um universo que vive de um enlace sonoro que combina os sons do presente com outros dos finais dos anos 80, inícios dos 90.
Johanna Glaza
A música de Johanna Glaza é encantadora. Remete-nos para universos onde a fantasia e o sonho são componentes protagonistas. Há uns anos, num apartamento vitoriano do norte de Londres, a auto-didacta Glaza começou a explorar os sons que habitavam na sua cabeça... tudo num piano centenário. Viajou para Nova Iorque e por lá inspirou-se definitivamente para seguir caminho na arte musical. De regresso a Londres, edita dois Eps que rapidamente conquistam exclamação e elogios, “Silence Is Kind” (novembro de 2013) e “Letter to New York" (Julho de 2014). Muitas vezes comparada a Kate Bush, Johanna Glaza é um nome imperdível.
Meu Kamba Soundsystem
Há 6 anos radicado em Amesterdão, o Mc-produtor D-Mars é um dos ícones do hip-hop luso, tendo estado presente na compilação Rapublica, de 94. O seu lado mais multifacetado alberga o nome Rocky Marsiano. Depois de “Music For All Seasons”, está de volta em 2014 com “Meu Kamba”. A nova edição resulta da colaboração com o jornalista e radialista, Rui Miguel Abreu. Abreu escolheu uma série de discos de música das antigas colónias portuguesas para que Marsiano, com precisão, manipulasse os sons de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, acrescentando às cadências africanas beats eletrónicos irresistíveis, mantendo à tona a genuinidade da música do terceiro continente mais extenso.
Música no Coração @ 2-10-2014 12:37:00
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