17/11/2014 a 17/11/2014
Baba Mongol no Ciclo “Jazz +351" na Culturgest
A escolha do nome deste grupo, proveniente do Porto, assenta numa justificação bastante simples. Para Hugo Raro, porta-voz deste quinteto sem líder, a “baba” é um sinal de “satisfação pura” e o adjetivo “mongol” serve para qualificar situações de “forma muito positiva e única”.
cardapio.pt @ 12-11-2014 16:40:44
Mongol é o que é diferente, precioso, sendo precisamente isso o que procura este projeto nascido no Norte. Mantendo uma sonoridade assumidamente acústica, o foco deste coletivo é o jazz, mas as suas influências são variadas (pop, clássica contemporânea, experimental, soul, world music e música tradicional portuguesa). Todos os géneros são igualmente valorizados. Aquilo que torna a identidade de Baba Mongol peculiar é o contributo de cada um dos seus membros – um grupo que respeita as tradições do jazz mas que, ao mesmo tempo, é flexível ao cruzamento com outros estilos musicais e ao improviso. Juntos, pretendem desmistificar a ideia de que os temas de Jazz são complicados e com isso aproximar mais pessoas da música.
A secção rítmica da banda (Hugo Raro, Filipe Teixeira e António Torres Pinto) é a mesma da dos Low Budget Research Kitchen, trupe que se dedica exclusivamente à interpretação da música de Frank Zappa. Mas, apesar da influência de Frank Zappa ser incontornável no seu trabalho composicional, a aposta do projeto Baba Mongol vai numa direção diferente, com os saxofones de José Pedro Coelho e Rui Teixeira. Também eles passaram pelos Low Budget Research Kitchen, e isso contribuiu para fortalecer as cumplicidades já firmadas e para que, afinal, haja uma ligação indireta com os Baba Mongol.
O quinteto oferece-nos assim um jazz repleto de uma energia “rockeira”, capaz de conciliar a tradição do jazz com uma tendência natural para formas mais abertas e de livre improvisação.
Baba Mongol
Ciclo “Jazz +351” | Comissário: Pedro Costa
17 de Novembro| 21h30 |
Pequeno Auditório da Culturgest
Preço Único: 5€
Saxofone soprano e tenor José Pedro Coelho
Saxofone barítono, clarinete baixo Rui Teixeira
Piano Hugo Raro Andrade
Contrabaixo Filipe Teixeira
Bateria António Torres Pinto
“Baba Mongol não é só jazz português, é jazz do Porto. Desafiante, inconformista, imaginativo, com espírito coletivo e atitude hedonista” Rui Eduardo Paes, crítico de música, ensaísta e editor da revista online jazz.pt
“Todo o nosso processo de criação musical é levado com seriedade, mas não abdicamos de nos divertirmos.” Hugo Raro Andrade, Pianista de Baba Mongol
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