7/8/2015 a 9/8/2015 Vagos Open Air 2015 - Novas confirmações

Três milhões de CDs e DVDs vendidos. Audiência mundial a bater nos 500.000 ouvintes. Lançamentos em 48 países. 30 discos de Ouro e Platina. 2 World Music Awards. 4 Export Awards. 2 MTV European Music Awards. Estes são alguns dos impressionantes números dos WITHIN TEMPTATION, ícones do female fronted metal e a mais recente confirmação para o cartaz da VII Edição do VAGOS OPEN AIR.

Prime Artists @ 5-2-2015 12:27:39

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Aos holandeses liderados por Sharon den Adel e à constelação de nomes internacionais já confirmados juntam-se agora também os lendários thrashers alemães DESTRUCTION, os seus conterrâneos HEAVEN SHALL BURN – que, com seu metal injetado de hardcore, vêm reforçar ainda mais o diversidade que pauta o evento – e os Mutant Squad, a mostrar o que de melhor a Galiza tem para oferecer em termos de peso. Por seu lado, os W.A.K.O. engrossam a presença nacional, juntando-se aos SCAR FOR LIFE e MOONSHADE. OVERKILL, TRIPTYKON, AMORPHIS, BLOODBATH, ORPHANED LAND e VILDJHARTA completam até ao momento a lista de bandas agendadas para subir ao palco instalado na Quinta do Ega, em Vagos, nos dias 7, 8, e 9 de Agosto de 2015.


Os WITHIN TEMPTATION já percorreram um longo caminho nos últimos quinze anos. Apesar das suas origens humildes, a banda holandesa vendeu mais de três milhões de discos em todo o mundo e transformou-se não só na maior exportação musical holandesa em termos de vendas, mas também numa das maiores bandas internacionais de rock pesado. Formada em 1996 pelo núcleo duro de Robert Westerholt na guitarra e Sharon den Adel na voz, o projeto manteve-se um segredo bem guardado nos Países Baixos durante os primeiros anos de existência, mas com o lançamento de «Mother Earth» transformou-se num enfoque de atenções em toda a Europa. Desde então, o coletivo – cuja formação fica completa com o guitarrista Ruud Jolie, o teclista Martijn Spierenburg, o baixista Jeroen van Veen e o baterista Mike Coolen – tem recolhido elogios, experimentando grande sucesso comercial no seu país de origem e no resto do mundo. Álbuns como «The Silent Force» de 2004 e o seu sumptuoso sucessor «The Heart Of Everything» de 2007, hipnotizaram uma base de fãs crescente, estabelecendo novos padrões para o metal e para o rock sinfónico. Pelo caminho tornaram-se um enorme sucesso comercial, atingindo a marca de platina e trepando ao Top 10 na Alemanha, Bélgica, Espanha e Finlândia. Mesmo assim, em 2011 Robert Westerholt decidiu abdicar dos concertos para compor música nova e focar-se no seu papel como criador multimédia. O guitarrista Stefan Helleblad foi rapidamente contratado para acompanhar o grupo em palco depois de o ter acompanhado nos bastidores durante anos e, juntos, iniciaram de seguida a tour europeia de promoção a «The Unforgiving», que os levou a 40 cidades diferentes. O álbum era um concept fortemente influenciado pela pop/rock dos anos 80 e atingiu o Top 10 em sete países europeus. «Hydra», o sexto álbum de estúdio, foi editado em Fevereiro de 2014 e mostrou-os a experimentarem com uma série de estilos novos e inesperados – como se de um animal místico de muitas cabeças se tratassem.


Dizer apenas que «Spiritual Genocide», o álbum que gravaram em 2012 para comemorar três décadas de existência, é o registo mais rápido e brutal que os DESTRUCTION alguma vez assinaram já é dizer muito em relação a uma banda que se mantém estoicamente no ativo há mais de trinta anos, nunca se desviando um milímetro sequer da sua essência pura, sem nunca recuar. Quando, depois de tanto tempo, um grupo ainda é capaz de escrever petardos a transbordar energia incontida, fala-se de um feito notável, ao alcance apenas de músicos com uma ligação muito especial. Criados em 1982 pelos lendários Schmier, Mike e Tommy, cujo lugar atrás da bateria foi assumido há uns anos por Vaaver após diversas mudanças de formação ao longo das décadas, o trio afirmou-se, a par dos Kreator e Sodom, como um dos mais importantes porta-estandartes do thrash teutónico. «Infernal Overkill», «Eternal Devastation» e «Release From Agony» são incontornáveis no género, fizeram-lhes a fama e o respeito. Os anos 90 foram de travessia de deserto para Mike, que assumiu os comandos da banda após o abandono de Schmier, assinando dois discos que não eram muito mais que a pálida versão da fúria desenfreada dos 80s. O carismático baixista e vocalista só voltaria ao grupo em 1999, sendo que o trio começou por encabeçar os maiores festivais de metal desse ano e, em 2000, entrou em estúdio para gravar um muito antecipado álbum de regresso. «All Hell Breaks Loose» mostrou ao mundo uma banda revigorada e deu um tiro de partida certeiro para os quinze anos seguintes. Desde 2000 que não param um segundo, lançando disco atrás de disco consistente, cruzando o globo em digressões e recolhendo elogios rasgados por parte de quem gosta de bom thrash – feito como mandam as regras.


Pioneiros do metalcore em território europeu numa altura em que o género ainda não tinha sequer metade da fama que ganhou nos anos seguintes, ao longo dos últimos quinze anos os HEAVEN SHALL BURN nunca se sentaram à sombra do sucesso de congéneres norte-americanos como os Killswitch Engage ou Shadows Fall. Discos como «Antigone», «Deaf To Our Prayers» e «Iconoclast» mostram que o grupo liderado pelos irmãos Bischoff continuou sempre a evoluir como um monstro sonoro que, hoje, já não pode ser classificado com um qualquer género específico ou estanque. Aliás, enquanto muitos dos seus contemporâneos começaram a pôr o pé no travão e a mostrar óbvios sinais de abrandamento, reduzindo drasticamente os níveis de agressividade da sua música para agradar a audiências bem mais vastas, estes germânicos fizeram exatamente o contrário e, reduzindo as coisas ao essencial, sempre se mantiveram fiéis aos seus ideais, centrando o ataque do seu death metal com influências hardcore nas injustiças sociais e ecológicas a que fazem questão de apontar o dedo na tentativa de educar e inspirar o ouvinte a adotar um estilo de vida um pouco mais consciente e positivo. As onze canções que compõem «Veto», editado em 2013 na sequência do muito aplaudido «Invictus», são "só" mais um compêndio de peso inflexível e a prova que faltava de que este é um daqueles grupos que nunca vai mostrar um sinal que seja de comprometimento.


Atualmente, os MUTANT SQUAD são a cara mais conhecida do thrash feito na Galiza e têm vindo a dar que falar desde que, numa altura em que ainda não se falava em revivalismo 80s, começaram a "dar uns toques na garagem" há quase uma década. Desde as primeiras atuações na cidade natal Santiago de Compostela, o trio tem desenvolvido um som próprio, construindo lentamente a sua visão aberta do género. O EP «Social Misfits», de 2012, marcou o início de uma rápida ascensão com uma abordagem mais primitiva e inspirada nos ícones do thrash, mas já com influências de stoner e prog. 2013 marca a edição do álbum de estreia; em «Titanomakhia» arriscaram ainda mais, com riffs complexos, perto do death metal, mas também mais aventureiros, à laia de uns Mastodon. O arrojo valeu-lhes os melhores elogios internacionalmente, com a produção de Davish G. Alvarez (guitarrista dos Angelus Apatrida) e a mistura de Daniel Cardoso a captarem de forma cirúrgica a evolução e abertura dos três músicos, capazes de ombrear com as melhores propostas do género vindas do país vizinho. As prestações do grupo formado por Pla (guitarra/voz), Campi (baixo e Caki (bateria) são feitas de atitude thrash cheia de energia e honestidade – afinal, são "só" três jovens músicos que sobem a palco para mostrar quem e como são. E não é "só" isso que se quer quando se fala de bom thrash?

Os We Are Killing Ourselves – mais conhecidos como W.A.K.O. – nasceram em Janeiro de 2001, no exato momento em que um grupo de amigos com as mesmas influências musicais tentou criar o seu próprio estilo de som. A primeira maqueta, «Outrage», foi gravada no ano seguinte e, a partir daí, a banda começou a criar empatia com um público mais vasto. Em 2004 auto-financiam o EP «Symbiotic Existence», numa altura em que contavam já com mais de 200 atuações – ao lado de nomes como Soulfly, Sepultura ou Moonspell – no currículo. O grupo de Almeirim começava então a ser reconhecido e respeitado em mais larga escala e, sem perder muito tempo, grava o álbum de estreia com Daniel Cardoso como produtor. «Deconstructive Essence» foi editado em Agosto de 2007 com selo da editora independente britânica Casket Music e o ano seguinte foi passado na estrada, incluindo atuações no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em 2010 voltam aos estúdios UltraSound e gravam «The Road of Awareness», posteriormente misturado e masterizado por Josh Wilbur (nome associado aos Hatebreed e Lamb of God) em Nova Iorque. O álbum é editado em Março de 2011 pela nacional Rastilho Records e, após algumas mudanças de formação, a banda voltou a encontrar novamente a estabilidade precisa para regressar aos palcos como a máquina poderosa, intensa e enérgica que sempre foi.
Os bilhetes custam 65 euros (passe três dias) e 32 euros (diário) à venda nos locais habituais. Pack especial passe + t-shirt oficial do festival já à venda.

Prime Artists @ 5-2-2015 12:27:39


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