11/11/2015 a 14/11/2015
2ª Semana do Guimarães Jazz reserva quatro concertos imperdíveis
O Guimarães Jazz começou no passado dia 05 de novembro e pelos palcos do festival já passaram nomes como Oregon, Brian Blade and The Fellowship Band, Cholet Känzig Papaux Trio e Jason Moran: Fats Waller Dance Party, entre outros. A segunda semana arranca esta quarta-feira, 11 de novembro, e reserva grandes concertos de The Taylor Ho Bynum Quinteto, Joshua Redman, Aaron Parks, Matt Penman, Eric Harland: James Farm, Archie Shepp e Maria Schneider Orchestra. Sempre às 22h00, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.
cardapio.pt @ 9-11-2015 17:59:32
Esta quarta-feira, a segunda vaga de concertos do Guimarães Jazz abre com o The Taylor Ho Bynum Quinteto. Taylor Ho Bynum, emergente cornetista da cena jazzística nova-iorquina, é considerado um dos grandes músicos da sua geração, e um dos que mais tem contribuído para a renovação do jazz. Taylor repetirá a sua presença no Guimarães Jazz, onde no ano passado atuou na banda da trombonista Reut Regev. Neste concerto, vai estar acompanhado por Tomeka Reid, Alexander Hawkins, Neil Charles e Tomas Fujiwara. Tomeka Reid é uma violoncelista e compositora natural de Chicago e um dos nomes mais proeminentes da nova geração de instrumentistas. Alexander Hawkins é um pianista e compositor autodidata inglês e com uma carreira ascendente no jazz mundial. Neil Charles é um baixista inglês, com formação clássica em contrabaixo, e um dos mais requisitados instrumentistas da cena jazzística britânica. Tomas Fujiwara é um dos mais proeminentes bateristas da cena jazzística de Brooklyn e um colaborador regular de Taylor Ho Bynum.
Na noite seguinte, quinta-feira, sobe ao palco James Farm, um quarteto que reúne Joshua Redman, Aaron Parks, Matt Penman e Eric Harland, quatro instrumentistas que há mais de uma década colaboram entre si em diversos projetos, entre os quais o coletivo de compositores e improvisadores SFJazz. No centro deste espetáculo estará, previsivelmente, o seu último registo discográfico, City Folk (2014), no qual os intérpretes exploram um jazz ancorado no pós-bop, mas determinado em seguir as novas direções do jazz contemporâneo. O público do festival encontrará nele a oportunidade de reencontrar o virtuoso saxofonista Joshua Redman num contexto de maior liberdade, após a sua presença no Guimarães Jazz do ano passado enquanto solista da Trondheim Jazz Orchestra.
Na sexta-feira, dia 13, o Guimarães Jazz recebe a ilustre visita de um veterano do jazz. Com quase oitenta anos de vida, quase sessenta dos quais em permanente atividade como músico, poeta e escritor, teórico, pedagogo e ativista político, Archie Shepp é uma das figuras mais marcantes da história do jazz. Saxofonista, compositor e ocasional pianista e cantor, Shepp é um dos mais distintos representantes do movimento avant-garde no jazz, embora a amplitude estética da sua música transcenda largamente o free jazz enquanto género, sendo habitada pelo espírito da música negra americana e do afrocentrismo. Archie Shepp será acompanhado neste concerto por três dos seus mais regulares colaboradores musicais dos últimos anos, tanto em quarteto como integrados na Attica Blues Orchestra: Carl Henry Morisset no piano, Darryl Hall no contrabaixo e Steve McCraven na bateria. O reportório deste espetáculo é imprevisível, mas os trabalhos mais recentes do saxofonista, Kindred Spirits (2005) e Gemini (2007), serão certamente pontos de orientação para um concerto que, mais do que um mero exercício de interpretação de reportório, constituirá um momento único para mergulhar profundamente no espírito da música de um dos mais influentes e criativos saxofonistas da história do jazz.
No sábado, a Maria Schneider Orchestra encerra o festival com chave de ouro. Maria Schneider é uma compositora e líder de orquestra multipremiada, vencedora de vários Grammys, com uma longa e prestigiada carreira no jazz e na música clássica. Maria Schneider estará no Guimarães Jazz pela terceira vez após duas presenças anteriores, dando provas de que, ao fim de 30 anos, a sua música, formada por sofisticadas paisagens melódicas, mantém intactos o seu lirismo e expressividade emocional. As obras mais recentes e significativas de Maria Schneider, cujo carácter meticuloso e de altíssimo nível de autoexigência implicam longos anos sem edições, incluem o trabalho de composição em torno da poesia do poeta norte-americano Ted Kooser, intitulado Winter Morning Walks, em 2013, e The Thompson Fields, o seu último registo discográfico com a sua orquestra. Será precisamente The Thompson Fields o motivo central do seu concerto no Guimarães Jazz. A Maria Schneider Orchestra, composta por um conjunto de extraordinários músicos onde se incluem, entre outros, o pianista Frank Kimbrough e o trompetista Greg Gisbert, é, pela sua cumplicidade e afinidade artística com a compositora, o veículo ideal para a interpretação desta música tão sofisticada e complexa como poética e emotiva. Deste espetáculo espera-se que constitua um momento de êxtase sensorial e comunhão espiritual com o qual o Guimarães Jazz poderá despedir-se do seu público e dar por encerrada a sua edição deste ano.
Durante a segunda semana do Guimarães Jazz continuam a decorrer várias atividades paralelas que alastram o espírito do festival pela cidade. As animações musicais prosseguem em vários locais e a horas imprevistas. Nesta segunda semana, as icónicas jam sessions têm lugar no Convívio Associação Cultural. Os dias 09, 10, 12 e 13 de novembro serão preenchidos pelas habituais oficinas de jazz que, tal como as jam sessions, são dirigidas pelos músicos residentes que se deslocam propositadamente dos E.U.A. a convite do festival, fixando-se em Guimarães durante duas semanas.
No sábado, último dia do Guimarães Jazz, às 18h00, repete-se ainda a apresentação do primeiro capítulo do documentário “Uma História de Jazz”, um projeto de Cristina Marvão e da produtora Os Fredericos, que pretende contar a história do jazz em Guimarães através de conversas com quem o vive: quem o produz, quem o critica, quem nele toca e quem a ele assiste. Não pretendendo ser um registo histórico, este documentário é antes uma visão pessoal de quem quer contar histórias boas. O 1º capítulo deste projeto inclui entrevistas com Manuel Jorge Veloso, António Curvelo, Ivo Martins, José Pedro Coelho, Adam Lane, Carlos Alpoim, César Machado, José Bastos, José Nobre e a intervenção de Eduardo Meira e António Canaveira do Vale.
Os bilhetes para os concertos encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.
cardapio.pt @ 9-11-2015 17:59:32
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