Orquestra Filarmónica Portuguesa encerra temporada musical do Coliseu do Porto com um concerto à volta do mundo
O o Coliseu Porto Ageas recebe esta quinta-feira, 17 de dezembro, a Orquestra Filarmónica Portuguesa, que irá apresentar um concerto comentado inspirado pelos sons dos países que integraram a primeira volta ao mundo.
cardapio.pt @ 16-12-2020 11:10:21
São partituras nunca antes apresentadas e obras
emblemáticas de paísesPortugal, Brasil, Argentina, Chile, Filipinas e África do Sul.
Para o final deste concerto comentado, que terá lugar esta quinta-feira, 17 de
dezembro, às 20h00, fica reservado um “presente” de Natal.
“Sete Mares” celebra o 5º centenário da Circum-navegação, iniciada pelo
navegador português Fernão de Magalhães, e terminada pelo espanhol Elcano e conta com partituras nunca antes apresentadas e obras emblemáticas de Portugal , Brasil, Argentina, Chile, Filipinas e África do Sul. . A
primeira obra só poderia ser, por isso, portuguesa, com “Staccato brilhante Op.
69”, de Joly Braga Santos (1924-1988), um dos maiores
compositores portugueses do século XX.
A armada partiu de Sevilha em direção ao Brasil. “Psalmus”, do compositor e
maestro brasileiro João Guilherme Ripper (1959), é, por isso,
a primeira paragem, com uma partitura ritmada e dramática que será interpretada
pela primeira vez em Portugal.
Para assinalar a descoberta do Estreito de Magalhães, localizado entre a Argentina
e o Chile, a Orquestra Filarmónica Portuguesa faz história ao escolher o
Coliseu para a estreia mundial de “Faro de Última Esperanza”, do compositor
chileno Rafael Díaz (1965). Para transportar o público até à
Argentina, berço do Tango, escutar-se-á a belíssima “Oblivion”, de Astor
Piazzola (1921-1992).
Na chegada à Ásia seremos recebidos por “Locomotion”, do filipino Saunder
Choi (1988). E a passagem pelo Cabo da Boa Esperança, que provou que a
Terra é redonda e dissipou as nuvens negras de uma viagem já sem Fernão de
Magalhães a bordo, não podia ter outra banda-sonora senão “Clouds Clearing”.
Celebrada como uma obra de liberdade, foi composta pelo sul-africano Hans
Roosenschoon em 1994, o ano em que foi eleito o primeiro presidente
negro da África do Sul, Nelson Mandela.
O compositor escolhido para simbolizar o regresso à Europa é Beethoven (1770-1826),
também ele um precursor de novas rotas, não marítimas mas sim musicais.
Celebraremos o 250º aniversário do nascimento de Beethoven precisamente no dia
em que foi batizado, a 17 de dezembro de 1770, com uma das suas mais
extraordinárias obras, a 7ª Sinfonia.
Num momento em que a cultura também desbrava novos mundos, “Sete Mares”, que
conta com os comentários do maestro Osvaldo Ferreira, é a grande viagem que
encerra 2020, num Coliseu Porto Ageas de lotação reduzida e em segurança.
Os bilhetes, disponíveis aqui, custam 9€. Estudantes de Música, menores de 12 anos e maiores de 65 anos usufruem ainda de 20% de desconto.
Informações
Data: 17 de dezembro
Local: Coliseu Porto Ageas
Horário: 19h00
Bilhetes: 9 euros
cardapio.pt @ 16-12-2020 11:10:21
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