Antena 3 desafia novos artistas para o Super Bock Super Rock
17, 18, 19 de Julho, Herdade do Cabeço da Flauta Junto à Praia do Meco, Sesimbra
Porque a aposta na música portuguesa continua a ser marca distintiva no Super Bock Super Rock, o Festival e a Antena 3, rádio oficial do evento, unem-se uma vez mais para que o palco da rádio apresente aquilo que de melhor está a ser feito no nosso país. O conjunto de nomes que agora se anunciam é luso de origem e diferenciado no que aos estilos diz respeito.
Música no Coração @ 30-4-2014 12:34:52
Os primeiros representarão em grande o Rock, logo no dia 17 de Julho. Influenciado por nomes como Jimi Hendrix ou Ry Cooder, Frankie Chavez, autor, muilti-instrumentista e intérprete raro, vem ao Super Bock Super Rock apresentar as suas canções, muitíssimo bem executadas, feitas de blues e folk. O sexteto Ciclo Preparatório tem também actuação marcada no Super Bock Super Rock no primeiro dia. Inspirado no pop-rock luso dos oitentas, actualiza as suas melodias, para um som moderno, redondo e cativante. Donos do disco “As Viúvas não temem a Morte”, fazem do palco um lugar feliz e de comemoração.
No dia 18 de Julho, o Palco Antena 3 terá uma mescla de estilos que assentará como uma luva. Do Porto, Capicua. Há uma década a rimar, faz do hip hop expressão preferida – extensão do coração. Com dois Lps no reportório – o último, magnífico, chama-se “Sereia Louca” (2014) -, Capicua é hoje o nome maior do hip hop nacional feito no feminino. E também a 18 de Julho os Keep Razors Sharp ainda não têm disco editado, mas ao vivo, e na grande rede, a banda, constituída por Afonso (Sean Riley & The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio e Bibi (Riding Pânico, Pernas de Alicate), já mostraram para o que vêm: rock puro e duro com travos de psicadelismo e indie qb. Guitarras afiadas no lugar certo, o Super Bock Super Rock.
Por fim, apresentamos para o último dia de festival, Batida, de Pedro Coquenão, que promete incendiar o palco de electrónica, kuduro e de muitos sons com África dentro. Projecto celebratório, ao vivo apresenta cor e energia, oferecendo músicas para dançar. Outro grande vai constituir o cartaz do Super Bock Super Rock de 2014. NBC dispensa apresentações. São mais de duas décadas de carreira, num percurso sólido onde, para além dos sons que lhe são marca, elementos do rock, soul e pop têm elevado a obra do muito respeitado músico português.
E na semana em que se assinalam os 20 anos da Antena 3 (26 abril 1994), a rádio jovem do grupo RTP, rádio oficial da 20ª Edição do Super Bock Super Rock, em parceria com o Festival, lança uma iniciativa para levar um novo artista a atuar no Palco Antena 3.
Os interessados devem inscrever-se até ao dia 9 de Maio através da página online antena3.rtp.pt.
De todos os inscritos serão seleccionados 18 artistas para actuarem em 6 eliminatórias pelo país (Lagoa, Coimbra, Tondela, Ílhavo, Castelo Branco e Braga) onde se vão apresentar ao vivo. Dos 18 eleitos, apenas 1 terá a oportunidade de subir ao palco Antena 3 na 20ª edição do festival Super Bock Super Rock.
O júri é composto por Diogo Beja (Antena 3), Jwana Godinho (Música no Coração), Paula Homem (Sony Music), Gonçalo Frota (Público) e Tó Trips (Dead Combo).
Esta iniciativa conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Mais novidades a anunciar brevemente.
Já confirmados:
Dia 17 Massive AttackDisclosure (Live)Tame ImpalaMetronomyJake BuggPanda BearErlend ØyeVintage TroubleThe Cat Empire Frankie ChavezCiclo Preparatório
Dia 18 Eddie VedderThe Legendary TigermanCat PowerWoodkidCults CapicuaKeep Razors Sharp
Dia 19 KasabianFoalsThe KillsAlbert Hammond Jr.C2CDead ComboSKATERS BatidaNBC
Ciclo Preparatório
Sebastien, Pape, Graça, Consolação, Benedita e Constança, são os nomes que fizeram nascer, ali para os lados do Jardim da Estrela, os Ciclo Preparatório. Em 2012, com o single “Lena Del Rey”, incluído na colectânea Novos Talentos FNAC’12, deram a conhecer a sua ambição pop, com o descomprometimento que se confirmou no disco de estreia, disponível para download gratuito, “As Viúvas não temem a Morte”. As canções dos Ciclo Preparatório são leves e orelhudas qb. Chegam num jeito pueril mas com a inteligência musical de quem soube ouvir os clássicos da música rock-pop dos 80... travestindo-os para voos modernos.
Capicua
Do Porto herda a nascença e a pronúncia; do pai e de Zeca Afonso, o gosto pelas palavras e o amor pela língua. MC de vocação e coração, é hoje um dos nomes que imerge de imediato quando pensamos em hip hop. A rimar desde 2004, lança os Ep’s “Syzygy” em 2006 e “Mau Feitio” em 2007. Depois veio a mixtape “Capicua goes Preemo”. Há um par de anos estreia-se com um lp homónimo. Por lá, instrumentais de D-one, Xeg, Sam the Kid, entre outros. Da clandestinidade ao êxito foi um segundo. Voltou este ano com “Sereia Louca”, confirmando o talento e o merecido reconhecimento. Capicua é a melhor das personalizações do hip hop português no feminino.
Keep Razors Sharp
O cozinhado feito de psicadelismo, shoegaze e indie-rock dos Keep Razors Sharp, é feito por músicos com muita estrada, experiência e sabedoria: Afonso (Sean Riley & The Slowriders) Rai (The Poppers), Bráulio e Bibi (Riding Panico, Pernas de Alicate). A apresentação da banda vem em bandeja de ouro, com o tema “I see your face”. O disco chegará, sem tempo marcado. Não há pressas, o que vier será, com toda a certeza, imperdível.
Batida
Batida, o produto do Angolano/Português Pedro Coquenão, começou por ser um programa de rádio com o intuito de divulgar a mais inovadora e interessante música africana. Depressa cresceu para um projecto com uma miríade de colaboradores, voando para o palco, com dançarinos, MCs escolhidos a dedo e projecções visuais vibrantes e pitorescas. Há dois anos Batida ganha disco homónimo, e por lá, com temas como “Alegria”, a felicidade e as cores do kuduro, misturam-se com a electrónica e o hip hop. O disco de estreia do produtor Pedro Coquenão, editado em 2012 pela referencial Soundway Records, foi nomeado “o disco a ouvir” pela BBC1 e oespectáculo descrito como “Fantástico” pelo The Guardian, após apresentação no WOMAD.
NBC
Timóteo Santos é NBC. Com duas décadas de carreira, é um dos nomes maiores e primeiros do hip hop nacional. Já colaborou com os GNR, New Max (Expensive Soul), Orelha Negra, Sam The Kid, entre outros. Discos como 'Afro-disíaco' e 'Maturidade' revelaram-lhe a capacidade rara de explorar o hip hop com os blues e o rock. O seu mais recente Ep segue a linha de um reportório invejável. Chama-se 'EPidemia' e temas como “Mudar o Castigo” rodam nas sintonias de espectro nacional com o airplay merecido.
Frankie Chavez
O som de Frankie Chavez tem uma leveza particular. Não que se acanhe de ritmos midtempo ou de cadências mais velozes, o que se pretende dizer é que a sua música é equilibrada, limpa, com tudo a soar no lugar certo. Dos blues ao folk, há referências imediatas mas que não anulam a sua originalidade e criatividade. Ouvimo-lo e irrompem nomes como Jimi Hendrix ou Ry Cooder. Depois de se estrear com um ep homónimo (2010), estreia-se em formato lp com “Family Tree”. O disco confirma a sua competência autoral, a sua destreza como multi-instrumentista, e uma voz que se encaixa perfeitamente no modo das canções.
Música no Coração @ 30-4-2014 12:34:52
Galeria de videos
Clique aqui para ver mais sobre: Música