26/6/2026 a 26/6/2026 Palavra e música encontram-se no Palácio de Queluz para celebrar Fernando Pessoa
Dia 26 de Junho
Evento promovido pela Parques de Sintra e concebido por O Poema Ensina a Cair realiza-se a 26 de junho, com entrada gratuita. O recital de poesia será seguido de uma conversa com um especialista sobre o legado e a novidade da obra pessoana.
cardapio.pt @ 17-6-2026 16:09:12
Fernando Pessoa, génio da língua portuguesa e autor de uma das maiores obras poéticas de todos os tempos, nasceu em Lisboa, a 13 de junho de 1888. No mês em que se assinalam os 138 anos do nascimento do poeta dos heterónimos, e no âmbito das comemorações do Dia do Município de Sintra, o Palácio Nacional de Queluz celebra o seu importante legado com um evento especial de entrada gratuita. No dia 26 de junho, sexta-feira, às 21h00, a Sala do Trono será palco de um recital de poesia intitulado “Não tardo, que eu nunca tardo…”, que une a voz de Raquel Marinho, autora do podcast O Poema Ensina a Cair e divulgadora literária, ao piano de João Paulo Esteves da Silva.
Nesta ode ao universo pessoano, Raquel Marinho lerá alguns dos poemas mais emblemáticos do autor — o ortónimo e os heterónimos — mas também textos menos conhecidos ou óbvios, numa seleção que procura surpreender tanto quem conhece Pessoa de cor como quem o encontra pela primeira vez.
João Paulo Esteves da Silva, músico, pianista, compositor e também poeta, cria a paisagem sonora que acompanha e amplifica a palavra dita, conferindo ao recital uma dimensão emocional que vai além da leitura. Em vez de ilustrar o poema, a música dialoga com ele e acrescenta-lhe uma camada de sentido.
O evento termina com uma conversa a três. Fernando Cabral Martins ficcionista, ensaísta e crítico literário, doutorado em Literatura Portuguesa, junta-se a Raquel Marinho e João Paulo Esteves da Silva para um debate sobre o legado e a novidade da obra pessoana.
A conversa partirá dos poemas lidos no recital para explorar a atualidade da obra de Pessoa, cujos textos continuam a suscitar a reflexão sobre a identidade, a solidão, a língua, Portugal e o que significa ser vários dentro de um só. Cabral Martins traz consigo décadas de investigação e estudo da obra pessoana; Raquel Marinho, a perspetiva de quem leva a poesia a milhares de pessoas todas as semanas; João Paulo Esteves da Silva, o olhar de quem escuta Pessoa através da música.
“Não tardo, que eu nunca tardo…” é o verso de Álvaro de Campos que serve de mote ao recital, evocando a pontualidade paradoxal de um poeta que nunca deixou de comparecer, mesmo quando fingia ausentar-se. No próximo dia 26 de junho, Pessoa comparece novamente: nos seus versos, nas suas múltiplas vozes, na música que os acompanha e na conversa que os ilumina.
cardapio.pt @ 17-6-2026 16:09:12
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