30/10/2026 a 1/11/2026 Alceu Valença: mítico cantor brasileiro traz a Portugal espetáculo de luz e cor que celebra 80 Girassóis

Lisboa, Porto e Coimbra

Alceu Valença regressa a Portugal… e - uma vez mais - promete voltar a surpreender os milhares de fãs que tem no país. Desta vez traz um espetáculo “aditivado”, que junta uma seleção dos temas mais icónicos de sempre num palco especialmente desenhado para esta celebração histórica, cheio de luz e de cor e de movimento… que vai fazer magia e meter toda a gente a saltar e a dançar. Portugal surge depois de percorrer dez cidades brasileiras e, a seguir a Lisboa (30 de outubro, Coliseu de Lisboa), vai a Coimbra (31 outubro, Convento S. Francisco) e ao Porto (1 novembro - Coliseu do Porto). Daqui, parte para nove cidades europeias: Dublin, Bruxelas, Amsterdão, Londres, Paris, Zurique, Genebra, Berlim e Oslo.

cardapio.pt @ 9-10-2026 17:34:08

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80 GIRASSÓIS mostra Alceu no auge da forma, com todo o seu impressionante vigor em cena. O cantor sobrevoa a sua trajetória artística, desde a década de 1970 até os dias atuais. Alceu celebra oito décadas de vida, e mostra uma vitalidade invejável, ligado em infinitos volts de energia limpa, renovada e solar.

Dos primeiros tempos, o artista recria temas seminais como “Agalopado” e “Espelho Cristalino”, onde a química que aglutina elementos do Brasil profundo com sonoridades contemporâneas já se fazia presente. A política e a ecologia dão o tom do discurso do Valença inicial. Pela luz que incendeia seu ofício, cabe ao poeta alertar que “essa rua, sem céu sem horizontes, foi um rio de águas cristalinas”.

Alceu percorre as vias do Brasil profundo em “Cabelo no Pente” e “Cavalo de Pau”, entre ruas do passado e ondas de puro éter espalhadas pelo milharal. O rei do baião, Luiz Gonzaga, foi quem deu a definição certeira do som de Alceu, ainda nos anos 80: “uma banda de pífanos elétrica”. O legado de Gonzaga faz-se presente nas recriações de “Pagode Russo” e “Sabiá”, esta, com leve sotaque lusitano, a provar que o fado português e a toada nordestina sempre deram um piscar de olhos entre si.

Pontes com portugal… e com o mundo

E por falar em fado, o cantor possui uma estreita relação com Portugal. Há dez anos que se divide entre Rio, Olinda e Lisboa, cidades onde estabeleceu morada. É do alto do Castelo de São Jorge, onde se instala em Portugal, que Alceu busca inspiração para outros projetos, um livro de poemas - O já publicado Poeta da Madrugada, concebido no apartamento lisboeta-, outro de crónicas, além de um documentário autobiográfico, ao qual se dedica entre um e outro espetáculo.

Por ruas, estradas e caminhos ensolarados, o cantor leva-nos de volta ao Recife, tema de “Pelas ruas que Andei” e “Belle de Jour”, recentemente revisitada em dueto com a cantora francesa Zaz. Só mesmo Alceu para desembarcar a musa da nouvelle vague em plena praia da Boa Viagem numa tarde de domingo azul. Dizem que até a garota de Ipanema tem uma pontinha de ciúmes da Belle de Jour. 

Música sem género… ou de todos os géneros

Do Recife ao Carnaval de Olinda, o frevo, o maracatu e as cirandas disseminam sua vibração avassaladora. A cada Carnaval, Alceu comanda o bloco “Bicho Maluco Beleza” para cerca de um milhão de felizes foliões. Parte dessa atmosfera e do ritmo pode ser confirmada no espírito desta turnê, que integra um módulo dedicado ao Alceu folião.

Ao longo de toda a carreira, Alceu Valença notabiliza-se por cultivar as sonoridades do Brasil e do nordeste, em linguagem contemporânea, urbana, e com irresistível apelo para as massas.

Dentre os maiores sucessos de Alceu, canções como “Anunciação”, “Tropicana”, “Belle de Jour”, “Como Dois Animais”, “Coração Bobo”, atravessam o tempo e reciclam fãs a cada geração. Com 200 milhões de acessos no Spotify, “Anunciação” é cantada em estádios dentro e fora do Brasil, enquanto “Belle de Jour” possui mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. “Tropicana” ultrapassa a marca de 100 milhões de ouvintes no Spotify.

Da “Embolada do Tempo” ao “Táxi Lunar”, Alceu nos incentiva a transcender os limites de tempo e espaço. Na poética, no espaço rítmico, na inventividade sem limites da canção, no tempo que mesmo virado ao avesso não se pode mensurar:

Como explica o próprio: “... sou um eterno menino, me sinto com oitenta ao contrário, oito anos talvez. Ou o oito traçado na horizontal, que é o símbolo do infinito. Minha mãe dizia: ‘meu filho, você veio ao mundo para levar alegria às pessoas’. É uma espécie de missão”.

Sempre rodeado dos melhores

Alceu Valença apresenta a turnê 80 GIRASSÓIS acompanhado por Tovinho (teclados e direção musical), Cássio Cunha (bateria), Zi Ferreira (guitarra), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona), Costinha (flautas). Participação: Lui Coimbra (violas e violoncelo).

As projeções, com direção de arte de Rafael Todeschini, vislumbram grafismos para as obras do artista, que constituem um importante diferencial neste show.

Identidade visual: Oblíquo

Projeto videográfico e direção de arte: Oblíquo & Radiográfico

Figurinos: Isabela Capeto

Realização: Primeira Linha

cardapio.pt @ 9-10-2026 17:34:08


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