Vodafone Mexefest - Primeiras confirmações: St. Vincent, Sharon Van Etten, Tune-Yards

Em novembro, a Avenida da Liberdade – e alguns dos lugares que a circundam - engana o frio e o Inverno, numa corrente de movimento e energia musicais. O Vodafone Mexefest volta em 2014 para mais uma edição e durante duas noites apresentará o melhor da música nova, numa amplitude larga de géneros e ritmos capazes de chegar a todos - e, sobretudo, aos mais exigentes.

Música no Coração @ 29-7-2014 14:59:00

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As primeiras confirmações do cartaz de 2014 fazem-se no feminino. Um trio de artistas distintas no estilo mas tangentes na qualidade e reconhecimento: St. Vincent, Sharon Van Etten, Tune-Yards.

Annie Clarlk aka St. Vincent, antes de iniciar a sua fulgurante carreira a solo, foi membro dos The Polyphonic Spree e da banda de suporte de Sufjan Stevens. Com 5 discos de originais, o penúltimo deles a meias com o icónico David Byrne, tem marcado lugar singular na música que se designou por alternativa. Com ingredientes “arty” sem presunções, a pop com electrónica precisa e elegantemente pintada de rock das melodias de St. Vincent é vibrante e, ao vivo, a artista apresenta-se como uma performer extraordinária, conquistando facilmente as plateias do mundo inteiro. Vem ao Vodafone Mexefest com o mais recente e homónimo registo, adivinhando-se uma noite extraordinária.
 

Da mesma geografia continental, Sharon Van Etten. De voz cativante e doce, a jovem artista de Brooklyn, que se estreou em 2009 com um disco maravilhoso de canções folk chamado “Because I Was In Love”, vem crescendo nas bocas do mundo. Com o 4º disco de originais, “Are We There”, editado este ano, solidifica-se definitivamente como um dos nomes mais elogiados e apreciados da música feita por quem sabe, na mesma medida, balançar por entre composições pop e folk, nivelando-se pela beleza melódica embalada por letras intimistas e confessionais. Imperdível no Vodafone Mexefest.

Também dos Estados Unidos da América, Tune-Yards. Projecto da irreverente Merrill Garbus, vem ao Vodafone Mexefest com o seu reportório constituído por 3 discos, todos lançados pela irrepreensível 4AD. Ao vivo, Tune-Yards transforma-se num quinteto para dar vida a um serpentear louco de sons que vão da world à música de cariz africana com muita electrónica e indie-pop dentro. Tem em carteira o mais recente “Nikki Nack”, registo que, com toda a certeza, desfilará em modo enfático no Vodafone Mexefest.
 


Vodafone Mexefest. De palco em palco, a Música mexe na cidade.

Mais novidades a anunciar brevemente.

Já confirmados:
Sharon Van Etten, St. Vincent, Tune-Yards


St. Vincent

St. Vincent

St. Vincent

De Anne Erin "Annie" Clark, também conhecida por St. Vincent (título “roubado” a um verso de uma canção de Nick Cave), pouco se sabe da vida pessoal. Dona de uma personalidade discreta – multi-instrumentista, intérprete e compositora, tem na guitarra, instrumento dedilhado desde os 12 anos. Começou a carreira constituindo-se como elemento dos The Polyphonic Spree, fazendo ainda parte da formação que acompanhou, a dada altura, Sufjan Stevens. Desde o disco de estreia de 2007, “Marry Me”, procura, através da pop, destacar-se dos pares. Entre 2009 e 2012, lançou “Actor”, “Strange Mercy” e Love This Giant (em colaboração com David Byrne). Em 2014 voltou com um inebriante longa duração homónimo. Já partilhou palcos como nomes como Arcade Fire, Andrew Bird, Jolie Holland, Death Cab for Cutie, entre muitos outros.


Sharon Van Etten

Sharon Van Etten

Sharon Van Etten

Sharon Van Etten tem um reportório constituído por 4 Lps. De disco para disco a carreira e o reconhecimento agigantam-se. Em 2009, pela mão de Greg Weeks, o dono dos Espers, estreou “Because I Was In Love”. Um ano depois veio “Epic”. Com o segundo de originais, Van Etten, sem exageros, aventurou-se nos arranjos, avançando por territórios pop, mas sempre com a sua voz a reinar. 2012 foi o ano decisivo com o lançamento de “Tramp”, edição produzida por Aaron Dessner dos The National. Este ano voltou com “Are We There”, um disco que expressa na perfeição o caminho composicional de Etten, condensando, sem excepções qualitativas, 11 enormes canções. 


Tune-Yards

Tune-Yards

Tune-Yards

Definir, categoricamente, a música de Merrill Garbus (aka Tune- Yards ou tUnE-yArDs) é exercício dispensável porque os sons da artista norte-americana resultam de uma fusão singular e harmoniosa de géneros. Nos primeiros discos, “Bird-Brains” (2009) e “Whokill” (2011), a atmosfera lo-fi emergia como elemento mais notado. Porém, o gosto e o talento pela mistura de temperos africanos, “world”, electrónicos, folk, indie e pop, já ribombavam altos nas primeiras obras. Os primeiros anos de carreira, no que à composição diz respeito, foram impulsivos, vivos de espontaneidade e repentismo. Para o último e  brilhante “Nikki Nack”, obrigou-se a uma rotina de estúdio, como se de um emprego se tratasse. Das imensas horas de gravação resultaram 30 demos, para uma triagem esmerada constituírem o seu mais recente trabalho. É um dos nomes mais queridos da reputada 4AD. 

Música no Coração @ 29-7-2014 14:59:00


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