APSTE ilumina Terreiro do Paço em protesto pela sobrevivência do setor

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) organizou na passada terça-feira, 11 de agosto, entre as 20h00 e as 22h00, uma manifestação pacífica e original para chamar a atenção e pedir mais apoios do Governo para um setor que tem sido fortemente afetado pela pandemia de Covid-19.

cardapio.pt @ 12-8-2020 13:20:39

No local foram colocadas várias instalações compostas por FlightCases, com as insígnias de cada empresa, criando assim uma mancha visual e ocupando o perímetro da Praça do Comércio. O vídeomapping reproduzido nas fachadas do Terreiro do Paço teve um conjunto de imagens, vídeos e frases que refletem o estado de espírito do setor e demonstram o apagão económico que o mesmo está a sentir.

Durante o manifesto, a APSTE apresentou uma série de medidas especificas que considera serem as mais adequadas para as empresas do setor:

· Prolongamento do Layoff simplificado - Continuação até 31 de dezembro;

· Isenção da TSU - Incluindo os não abrangidos pelo Layoff e sócios gerentes;

· Formação aos colaboradores - Criação de parcerias com centros formação regionais enquadradas nas necessidades das empresas;

· Moratória - Extensão das moratórias para, pelo menos um ano;

· Financiamentos - Linhas de crédito sem juros para todas as empresas do sector, independentemente da sua dimensão e do seu CAE;

· Suspensão do pagamento por conta;

· Isenção de IUC e seguros (estendendo o prazo do seguro) para viaturas não utilizadas devido ao Layoff até dezembro;

· Promover junto do Governo a inclusão dos associados da APSTE no regime de isenção de tacógrafo ao abrigo da Portaria n.º 222/2008 de 5 de março, incluindo no livrete essa homologação;

· Adiamento do pagamento do IMI - A ser diluído nos próximos anos;

· Definição de um CAE para o setor - Criação de um contrato coletivo de trabalho específico para o setor, à semelhança do Turismo, que observe, entre outras características, a flexibilização do horário, nomeadamente as horas de entradas e saídas, carga horária diária e o descanso semanal não obrigatório ao fim de semana.

“Estamos aqui hoje para protestar por medidas adequadas a um setor que está completamente parado, vivemos momentos de grande angústia, há várias empresas com quebras de faturação superior a 80%.Falamos de milhares de técnicos de som, iluminação, vídeo, riggers, stagehands, entre outros profissionais. Há pessoas a passar fome! Este é um setor que não está em retoma, ou seja, não há uma data definida para a sua reabertura, nem uma posição concreta por parte do Governo quanto às medidas a adotar para mitigar os danos causados nesta indústria, que tem feito um elevado esforço financeiro para manter postos de trabalho e as respetivas estruturas. Precisamos urgentemente de apoio porque temos todo um setor em risco de sobrevivência”, explica Pedro Magalhães, Presidente da APSTE.

cardapio.pt @ 12-8-2020 13:20:39

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