DGArtes resgata Teatro-Estúdio Ildefonso Valério
A Festa do Cinema Italiano e a peça Casal Aberto do Nobel da Literatura Dario Fo, e sua esposa Franca Rame, marcarão já em Novembro a reabertura ao público deste equipamento cultural do Município de Vila de Xira. Seguir-se-á a reposição de Fronteira Fechada de Alves Redol - o último texto dramático do autor neorealista.
cardapio.pt @ 21-10-2020 09:33:36
Já antes da pandemia que este equipamento cultural público estava sem orçamento para acolher espectáculos. Desde que a companhia Cegada (entidade residente de programação e criação artística) se deparou com a redução abrupta de 100 % no Apoio Sustentado Plurianual 2020-2021. Em sequência da pontuação (79%) determinada pelo júri da Direcção-geral das Artes (Comissão de Avaliação Independente) seguiu-se o corte total e inesperado no apoio estatal à actividade de artes cénicas de maior dimensão em todo o território da zona Norte da Área Metropolitana de Lisboa - 84 sessões públicas para 9.305 espectadores/utentes.Actividades em anexo na hiperligação:
Os resultados apresentados em Novembro passado pela "Comissão de Avaliação Independente" levaram a Sra. Ministra da Cultura a receber no Palácio da Ajuda, o Sr. Presidente do Município de Vila Franca de Xira e posteriormente a direcção da entidade artística, no sentido de desenhar conjuntamente medidas que pudessem atenuar uma situação que todos consideravam dramática e desadequada. Com o aparecimento da pandemia, as atenções do Ministério da Cultura dirigiram-se então para diversos programas de apoio de emergência social que, não sendo vocacionados para as estruturas responsáveis pela actividade regular de equipamentos culturais públicos, fomentaram a sensação de abandono que levou público e utentes do TEIV a várias acções de protesto, incluído o abaixo assinado remetido ao Sr. Primeiro Ministro, que recolheu mais de três centenas de subscritores num único dia.



Rui Dionísio, director artístico da companhia Cegada e programador do TEIV - Teatro Estúdio, congratula agora o Ministério da Cultura do Governo de Portugal por não ter deixado o assunto cair em esquecimento, numa altura extremamente difícil para o país, dando desta forma uma resposta fundamental ao serviço público de cultura prestado pelo tecido artístico em todo o território nacional, agradece o permanente apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e sublinha ainda que este apoio surge num momento limite.
"....têm sido por via de prestação de serviços externos que os trabalhadores efectivos da estrutura, juntamente com o sempre presente apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, conseguiram financiar a gestão corrente e evitar a todo o custo o incumprimento financeiro. Todos os envolvidos, trabalhadores e parceiros autárquicos, têm consciência que a não regularização de vencimentos, contribuições à Segurança Social e fornecedores, representaria a falência administrativa que tornaria irreversível o fim da companhia Cegada Grupo de Teatro - uma Entidade de Utilidade Pública com mais de três décadas de trabalho no território nacional. "
"...não está certo serem os trabalhadores da companhia a financiar o serviço público de cultura - há orçamentos da administração pública, central e local, para o efeito. Todavia a comunicação regular e franca que existiu entre a companhia Cegada e a Tutela levou a uma compreensão concertada da situação que, com forte empenho e boa fé de todas as partes envolvidas suportada no constante apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, permitiu ser possível encontrar soluções focadas num objetivo comum: evitar o incumprimento a todo o custo. Importa dizer que este apoio, apesar fundamental, é de apenas 35%, é de efeitos retroactivos e só a programação já elaborada nos projectos que a Direcção-Geral das Artes tem em sua posse, no contexto do "Programa de Apoio a Projetos para 2021" (presentemente a decorrer), pode dar verdadeira resposta a uma actividade normalizada, tanto quanto possível, no próximo ano."
cardapio.pt @ 21-10-2020 09:33:36
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