4/10/2025 a 5/10/2025 “F- de Fiama - Mariana Pineda” resgata memória viva e reergue encenação de 1975

Dias 4 e 5 de Outubro na Antiga Igreja do Convento de Xabregas

Uma parceria póstuma entre UMCOLETIVO e o Grupo de Teatro Hoje (1975-1994) apresenta no Teatro Ibérico F de Fiama – Mariana Pineda, a 4 e 5 de Outubro, numa “arqueologia teatral” da obra de estreia de Fiama Hasse Pais Brandão como encenadora, em 1975. 

cardapio.pt @ 23-9-2025 17:39:08

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A associação UMCOLETIVO entregou-se ao “desafio de reerguer esta encenação" do texto de Frederico Garcia Lorca "a partir do arquivo existente: a versão cénica quase integral da encenadora, a partitura musical de Jorge Peixinho e o programa de Igrejas Caeiro sobre o espetáculo”.

"É a certeza de que os arquivos pessoais são a possibilidade cabal de estudar as mulheres portuguesas do século XX."

Sinopse 

Mariana Pineda, encenação de Fiama Hasse Pais Brandão a partir do texto homónimo de Frederico Garcia Lorca, estreou em 1975, no contexto do Grupo de Teatro Hoje, do qual Fiama foi fundadora (com Gastão Cruz e Carlos Fernando). A encenação e dramaturgia são uma das mais visíveis e corpóreas possibilidades de estudar o (os?) exercício do Teatro de Fiama (possível, entre outras coisas, pelo revolucionário fim da ditadura portuguesa).

Lançámo-nos o desafio de reerguer esta encenação a partir do arquivo existente: a versão cénica quase integral da encenadora, a partitura musical de Jorge Peixinho e o programa de Igrejas Caeiro sobre o espetáculo.

F de Fiama é um processo de arqueologia teatral e, simultaneamente, uma proposta para uma colaboração (póstuma, mas tangível) entre o UMCOLETIVO e o Grupo de Teatro Hoje. É a certeza de que os arquivos pessoais são a possibilidade cabal de estudar as mulheres portuguesas do século XX.

É o resgate da memória viva do espetáculo (de atores, de espectadores e de críticos) para o reerguer, num diálogo entre dois núcleos artísticos que propõem tensões ao processo e à cena, pela relação com a História, pela própria ideia de imagem do que é hoje e do que era há 50 anos o teatro, mas sobretudo pela visitação do que resta do efémero.

F de Fiama - Mariana Pineda

Teatro Ibérico, 4 e 5 de Outubro 2025

Antiga Igreja do Convento de Xabregas, Rua de Xabregas, 54, Lisboa

Ficha Técnica e Artística

Mariana Pineda - Cátia Terrinca Clavela - Carla Vasconcelos Pedrosa - Pedro Lacerda Angústias - Mónica Garnel Conspirador - Sílvio Vieira Pedro - Bruno Ambrósio Lúcia - Inês Sousa Alegrito - Xavier Guerreiro Amparo - Daniela Madeira Mendonça Conspirador - Mário Sena Fernando - Francisco Patola Filhos de Mariana - Jacinto Nunes e Matilde Paiva

Texto original de Federico García Lorca Tradução de Fiama Hasse Pais Brandão Música Original de Jorge Peixinho Fixação do texto - Cátia Terrinca, João P. Nunes, Luís Eduardo Graça, Raquel Pedro, Ricardo Boléo, Xavier Guerreiro Encenação - Cátia Terrinca, a partir do trabalho original de Fiama Hasse Pais Brandão Apoio à encenação - Sílvio Vieira e Ricardo Boléo Cenografia - Bruno Caracol, a partir do trabalho original de Manuel Batista Desenho de Luz, Sonoplastia e Direção Técnica - João P. Nunes Figurinos - Raquel Pedro Mediação e Públicos - Rui Salabarda Estagiário de Produção - Luís Eduardo Graça

Grupo de Música Contemporânea de Lisboa Rui Pinheiro - Direcção musical, teclados e percussão Mariana Robert Preto – Flauta Joana Devesa - Flauta de bisel, cromorna, cornamusa e percussão Jorge Sá Machado – violoncelo Fátima Juvandes – Percussão Ricardo Mateus - Coordenação GMCL Fernando Santos - Assistente de produção Equipa Audiovisual Fotografia - João Versos Roldão Pós-produção de imagem - Francisco Vizeu Pinheiro Operação de Câmara - Filipe Moura e Rayana Rei Captação e Pós-produção de som - Fábio Duarte, Elias Garcia Marreiros e Tomás

Coprodução - Centro de Artes e Espetáculos de Portalegre (Município de Portalegre), Cineteatro Louletano (Município de Loulé), Teatro-Cine de Torres Vedras (Município de Torres Vedras), Municípios de Montijo, Oeiras, Ponte de Sor e Setúbal

UMCOLETIVO é uma estrutura com o apoio da República Portuguesa - Cultura - Direção Geral das Artes

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