28/5/2026 a 31/5/2026
Nothing to Hide no Teatro Meridional
No âmbito do InArt – Community Arts Festival de 28 de Maio a 27 de Junho
Nothing to Hide levanta questões sobre uma nova estética do movimento, a inclusão e a acessibilidade, cuja relevância nos dias de hoje permanece incontornável. Desafia ideias pré-concebidas sobre corpo, ao mesmo tempo que cria um espaço de partilha entre os intérpretes e o público. No âmbito do InArt – Community Arts Festival, Nothing to Hide será apresentado no Teatro Meridional, de 28 a 31 de Maio. Este espectáculo é resultado do projecto Biokinetics, que reúne parceiros de Portugal, Itália e Grécia, com e sem deficiência, de diversas companhias de dança e teatro: a DAGIPOLI DANCE Co, a Fondazione Mantovani Castorina (FMC), a En Drasi Theatre Company e a Vo’Arte.
cardapio.pt @ 12-5-2026 18:08:11
Apoiado pelo programa de cooperação da Europa Criativa – União Europeia, o projecto junta artistas que desenvolvem uma linguagem cénica original que entrelaça dança, teatro e tecnologia.
Biokinetics explora o potencial artístico do movimento com próteses, inspirado nos princípios da mecânica dos sistemas biológicos. Desde o início, o objetivo prendeu-se com estudar a evolução da experiência da pessoa com deficiência ao longo da história da Humanidade, de forma a criar uma performance.
Longos meses de colaboração entre parceiros, desde Outubro de 2024, deram origem a Nothing to Hide, espectáculo de dança e teatro com música ao vivo. Provém das diferentes identidades artísticas, do trabalho de partilha e do diálogo, para encontrar pontos comuns e construir uma linguagem uníssona. O trabalho dos intérpretes foi sendo desenvolvido em residências artísticas em Atenas, Milão e Lisboa, bem como em grupo por país. Será apenas antes da estreia, em Milão, a 15 de Maio, que as várias peças do puzzle se encaixam.
O projecto Biokinetics afirma-se como um coletivo europeu, baseado na empatia, no diálogo e na partilha, que propõe uma Europa multicultural e inclusiva. Nothing to Hide, que resulta desta base e de uma codirecção artística de Bruno Rodrigues (PT), Jiorgos Christakis (GR), Marco De Meo (IT) e Vlad Scolari (IT), distingue-se pela presença de uma abrangência plural de corpos e pela validação da ocupação do lugar do intérprete e do público.
O espetáculo será ainda acompanhado de uma exposição de fotografia e instalação, que pretende fazer um close-up a alguns dos temas ou pormenores que ao longo do processo criativo foram trabalhados. As imagens revelam estruturas, mecanismos e ligações que normalmente permanecem ocultos, tornando evidente aquilo que sustenta o movimento, a adaptação e a existência. Entre fragmentos metálicos, contacto e matéria, os corpos deixam de esconder as suas extensões e tornam-se territórios abertos de relação e possibilidade.
A sessão de 30 de Maio contará com conversa no final, acompanhada de Língua Gestual Portuguesa.
Olhos Bem Abertos nos Recreios da Amadora
O Festival InArt estará também presente nos Recreios da Amadora, no dia 6 de Junho. Será apresentado o espectáculo Olhos Bem Abertos, fruto da parceria entre a CERCIAMA e a CiM – Companhia de Dança.
Com coreografia de Carolina Duarte e Armando Luís, Olhos Bem Abertos é uma criação que explora a forma como o corpo reage ao controlo, à vigilância e à exposição constante. Os intérpretes constroem uma paisagem, física e sonora, sensível, onde o medo se mistura com os sonhos como mecanismo de sobrevivência, adaptação e resistência.
A performance será acompanhada da visualização de três curtas-metragens:
Elsewhere, de Alexa Velez (EUA) 4'
Uma curta-metragem experimental que explora a sensação de sonhar acordado. Ansiosa por escapar à realidade mundana dos subúrbios, a protagonista do filme recorre ao som e ao movimento para evocar o mundo natural.
Noppera-bo, de William Yong (CA) 5'
Noppera-bo é um fantasma sem rosto em japonês, uma criatura fantástica que semeia o medo. O Noppera-bo parece ter ressurgido na nossa época, em que o medo e a desconfiança são facilmente despertados. O coreógrafo Fujiwara e o realizador Yong trabalharam de forma imaginativa e intuitiva, transformando ideias em movimento e imagens surpreendentes.
RAW, de Hares Pascoal (PT) 5’
A bailarina Giselle Jardim interpreta a canção “Raw”, da banda Meute, nas ruas desertas de Lisboa a altas horas da noite.
Teatro Meridional
Rua do Açúcar, 64 Beco da Mitra - Poço do Bispo 1950 - 009 Lisboa
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