Enoturismo nacional sem mão-de-obra especializada
A mão-de-obra especializada não está a acompanhar o crescimento do setor do Enoturismo em Portugal, revela uma análise do Departamento de Turismo, Património e Cultura, da Universidade Portucalense (UPT).
cardapio.pt @ 11-2-2015 17:36:32
Segundo a UPT, este fenómeno deriva, entre outros fatores, de:
- Falta de experiência e competências sobre Turismo, em particular entre os pequenos viticultores;
- Grande exigência de recursos financeiros e energia para a produção de vinho, dificultando uma segunda atividade em paralelo;
- Ritmos e exigências de produção de vinho não coincidentes com as do Turismo;
- Falta de formação especializada na área do Enoturismo;
Filomena Lopes, coordenadora do Departamento de Economia e Gestão da UPT, sublinha a importância estratégica do mercado do vinho em Portugal e afirma ser “crucial valorizar e profissionalizar as atividades que lhe estão afetas”.
Recorde-se que o setor do Enoturismo gera 2,5 mil milhões de euros de receitas a nível mundial e, já em 2014, um inquérito a uma centena de membros da Organização Mundial do Turismo concluía que o vinho era o produto mais associado à atividade turística em Portugal.
Mas, para além dos aspetos económicos, o setor do vinho e do Enoturismo pode também trazer outros mais-valias, designadamente ao nível demográfico.
De acordo com Josefina Salvado, docente da UPT, esta atividade pode constituir uma forte alavanca para a fixação de jovens nas zonas agrícolas e rurais do país, combatendo, dessa forma, as atuais lógicas de envelhecimento populacional nestas regiões.
“A ‘comercialização’ do espaço rural, das suas paisagens, produtos, culturas, do passado e do presente, pode garantir-lhes um futuro”, conclui a docente.
No sentido de combater as atuais falhas do Enoturismo em Portugal, a UPT defende que a formação deve ser uma prioridade.
UPT LANÇA 2 SHORT MASTERS PARA COMBATER O DÉFICE NACIONAL
- Cultura do Vinho e Enoturismo
- Escanção – Especialidade em Vinhos
Público-alvo: Profissionais ligados ao turismo, empreendedores com explorações vitivinícolas e entidades com responsabilidades no desenvolvimento regional.
Os novos masters arrancam já em 2015 e conferem 25 ECTS passíveis de creditação em qualquer outro mestrado da UPT
cardapio.pt @ 11-2-2015 17:36:32
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