Herdade Vale d’Évora lança vinho Grande Discórdia este Natal

O Grande Discórdia da Herdade Vale d´Évora assume toda a sua condição, sem reservas. De Mértola, lugar de temperaturas extremas e influência do rio Guadiana, este é um vinho pujante, único e indomável que promete ser uma referência do Alentejo.

cardapio.pt @ 13-12-2017 12:48:24

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Vinho Grande Discórdia

Vinho Grande Discórdia

O Grande Discórdia da Herdade Vale d’Évora tem tudo para ser uma referência na história dos vinhos do Alentejo. O argumento final do enólogo desta proposta vínica de Mértola, Diogo Lopes, compreende-se. O lugar é de exceção, solos de xisto e temperaturas elevadas como em poucos concelhos no país, levando facilmente a vinha ao limite que acrescenta e faz a diferença em termos de concentração do vinho. Depois há o rio Guadiana e o seu contributo para uma boa acidez.

A dualidade entre estrutura e frescura é a nota dominante dos vinhos da marca, mas não basta para uma edição Grande Discórdia. Este é um vinho que nasce apenas quando a natureza reúne condições extraordinárias, quando o exigente padrão que a equipa definiu se cumpre, quando se sabe, sem qualquer dúvida, que a colheita sai fora da caixa. Foi o que aconteceu em 2013.

“Tivemos uma vindima bastante boa, com maturação muito equilibrada, mas que apertou na fase final, sem fazer danos. Tudo indicava que ia ser um excelente ano. Quer a Touriga Franca, quer a casta Alicante Bouschet, vindimadas sempre em separado, estavam muito acima do que é normal, apresentavam-se com cachos mais vigorosos e concentrados”, recorda Diogo Lopes. O trabalho de enologia que se seguiu permitiu maximizar a extração e ir buscar todo o potencial da vindima daquelas duas castas, entretanto misturadas, conta ainda o enólogo: “A Touriga Franca dava estrutura, muito peso, e a Alicante Boushet cor e tanino muito marcado pela casta. As duas equilibravam muitíssimo bem”.

O Grande Discórdia passou depois por barricas novas de carvalho francês de 300 litros durante 24 meses, seguindo-se outros dois anos de estágio em garrafa. “Embora com um teor alcoólico superior a 15 graus, este é um vinho com uma excelente acidez, com carácter, força e pujança, no melhor de Mértola”, conclui Diogo Lopes que se despede em grande da enologia dos vinhos Discórdia. Envolvido em outros projetos na região de Lisboa, onde reside, Diogo Lopes deixou de conseguir conciliar as longas viagens ao Alentejo com as restantes funções que exerce, pelo que os próximos vinhos Discórdia já serão da responsabilidade do enólogo Filipe Sevinate Pinto.

A edição do Grande Discórdia 2013 é limitada a 700 garrafas numeradas e tem o PVP de 54 euros


Projeto de família e amigos

Família Discórdia

Família Discórdia

Naturais de Sesimbra, os fundadores do projeto de vinhos Discórdia, Paulo Alho, os dois filhos e a esposa, costumavam ir caçar para a região, com a família e amigos, acabando por adquirir em 2007 a Herdade Vale d’Évora, situada a poucos quilómetros da bonita vila de Mértola, no baixo Alentejo. Percebe-se o fascínio pelo lugar: a propriedade de 550 hectares está integrada no Parque Natural do Vale do Guadiana, beneficiando de uma paisagem de grande beleza, marcada por terrenos de ondulação generosa, uma vegetação autóctone e o rio Guadiana que a serpenteia.

A sedução vínica veio a par e, em 2009, a família de Paulo Alho investiu na plantação de 10 hectares de vinha, dando início ao projeto Discórdia – assim batizado depois de animada discussão à mesa e por impossibilidade do uso da palavra Évora que integra o nome da herdade.

Já no início de 2017, juntou-se ao projeto, como sócio, Vítor Pereira, um amigo da família, engenheiro civil e gestor ligado igualmente ao setor da construção civil. A direção executiva da empresa é assegurada por Miguel, um dos filhos de Paulo Alho, sendo ainda sócio o outro filho do casal de Sesimbra, Paulo Teodoro Alho. Fátima Martins, mulher de Vítor Pereira, está igualmente envolvida no projeto, assumindo a direção comercial da zona norte do país.


Vinha em reduto de caça

Atualmente, são produzidos todos os anos dois vinhos Discórdia, um branco e um tinto. Francisco Mata, técnico superior de viticultura na ATEVA – Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo, é o viticultor do projeto e orientou os trabalhos de plantação da vinha, talhões de quatro castas tintas (Touriga Franca, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Syrah) e três de brancas (Arinto, Verdelho e Antão Vaz). Trata-se de uma vinha aberta sobre a paisagem selvagem e couto de caça turística, de perdizes autóctones a javalis, rodeada de significativas áreas de reflorestação com azinheiras, pinheiros mansos e medronheiros.

A Herdade Vale de Évora é aliás um dos últimos redutos de caça selvagem do Alentejo e do país. Consolidado o projeto dos vinhos, a equipa Discórdia quer desenvolver o enoturismo, construindo uma pequena unidade de alojamento rural e restaurante.

cardapio.pt @ 13-12-2017 12:48:24


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