6/9/2022 a 12/9/2022 16.º MOTELX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa

O melhor do cinema de terror mundial, com um itinerário singular e cronológico pela produção de género nacional, mostra-se em 7 dias plenos e em mais de uma centena de filmes.

cardapio.pt @ 6-9-2022 14:30:00

O MOTELX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa arranca esta terça-feira, 6 de setembro. Além da abertura com “Bodies Bodies Bodies” (21h30), longa-metragem da produtora independente norte-americana A24, e realizado pela holandesa Halina Reijn, que também inaugura a enorme representação de mulheres realizadoras no Festival, no primeiro dia recomendam-se mais estreias absolutas em Portugal: “Satan’s Slaves 2: Communion”, da autoria do maior nome do terror contemporâneo indonésio, Joko Anwar, às 18h40, e “Saloum”, de Jean Luc Herbulot, o primeiro filme do Senegal exibido no MOTELX, já depois da meia-noite, ambos na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge.

Imediatamente após um começo aterrorizante, o segundo dia do Festival mantém a fasquia bem alta com propostas que prometem ficar na memória, como o cine-concerto que junta aquele que é considerado o primeiro filme de terror português, “Os Crimes de Diogo Alves”, (1911) de João Tavares, sobre o serial killer que assombrou Lisboa no século XIX, e a música de Bernardo Sassetti, cuja partitura é agora interpretada ao vivo por um ensemble de músicos sob a direcção de Desidério Lázaro. Este momento particular acontece no Teatro São Luiz e tem início às 20h00. Uma hora antes, e de volta ao Cinema São Jorge, é exibida, em estreia nacional, o muito antecipado “Os Demónios do Meu Avô”, de Nuno Beato, a primeira longa de animação portuguesa feita em stop motion. Mais tarde, às 23h50, as atenções vão para “Candy Land” e o submundo infernal de um grupo de trabalhadores do sexo numa estação de camiões perdida algures na América profunda, com William Baldwin no papel de xerife e realizado por John Swab.

De regresso ao MOTELX, o maestro do giallo, Dario Argento, aterra no Cinema São Jorge, a 8 de Setembro, para apresentar a sua última obra, “Dark Glasses”, às 21h20, e antes, às 19h00, mas no Teatro São Luiz, para uma masterclass sobre a arte e a entrega que, há cinco décadas, o realizador italiano deposita no cinema de terror. No mesmo dia, a estreia mundial do folk horror de Frederico Serra, “Criança Lobo” (19h00), e a recordação de “O Convento” (1995), de Manoel de Oliveira, inspirado numa obra de Agustina Bessa-Luís, com John Malkovich, antecedido pelo único excerto sobrevivente de “Três Dias Sem Deus”, de Bárbara Virgínia, o primeiro filme dirigido por uma mulher em Portugal, de 1946 (16h30) - três viagens pelo passado e presente da cinematografia de género nacional.


O cineasta Jacques Molitor é outro convidado especial a garantir presença no Festival, e, no dia seguinte, pelas 19h00, traz “Wolfkin”, a sua segunda longa-metragem e o primeiro filme do Luxemburgo na história da secção Serviço de Quarto. Quando for meia-noite em ponto, a mítica Sessão Dupla regressa ao MOTELX com dois novos filmes sobre adolescentes em perigo: o body horror from outer space “The Seed”, do inglês Sam Walker, e “Deadstream”, do casal norte-americano Joseph e Vanessa Winter.

“Coisa Ruim”, a já clássica joint venture de Tiago Guedes e Frederico Serra em 2006, é um dos títulos marcantes para Sábado, dia 10, às 16h50, o mesmo folk horror que encerra o livro “O Quarto Perdido do MOTELX - Os Filmes do Terror Português (1911-2006)” - um precioso documento inédito com textos de cinéfilos e investigadores acerca de um surpreendente conjunto de produções cinematográficas, com o carimbo do Festival -, a ser lançado na Sala 2 do Cinema São Jorge, nessa mesma tarde. Na senda do culto, às 21h00, uma oportunidade rara de assistir à projecção de “Erotic Symphony”, do lendário e perverso cineasta espanhol, Jess Franco, que, entre as décadas de 1960 e 1970, rodou 40 filmes em Portugal - com a presença de Óscar Cruz, director de produção do filme.

Para o penúltimo dia do Festival está reservado “Resurrection”, do norte-americano Andrew Semans, com Rebecca Hall e Tim Roth nos principais papéis, o filme que faz as honras da sessão de encerramento, depois de anunciados os vencedores da melhor longa e curta europeias e a melhor curta portuguesa, numa ocasião imperdível, a partir das 21h00. Ao final da tarde (18h50), “Final Cut”, de Michel Hazanavicius, o filme de abertura de Cannes este ano, traz zombies e sangue em doses impróprias para consumo, e Paulo Branco, “O Produtor do Terror Português”, homenageado nesta edição do MOTELX, protagoniza uma masterclass gratuita, pouco antes (19h00).

Segunda-feira, 12 de Setembro, a 16.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa despede-se com um documentário sobre o realizador italiano maldito, Joe D’Amato, “Inferno Rosso: Joe D’Amato on the Road of Excess”, da autoria de Manlio Gomarasca e Massimiliano Zanin (16h30), e com uma cópia perdida e recentemente encontrada e restaurada do filme “A Praga”, do “pai” do cinema de terror brasileiro, José Mojica Marins (19h00). Ainda no derradeiro dia, a retrospectiva dos vencedores das competições deste ano, pelas 21h00.

Os bilhetes para o MOTELX estão à venda no Cinema São Jorge, na Ticketline e em pontos de venda associados. Para o cine-concerto “Os Crimes de Diogo Alves”, estão à venda no Teatro São Luiz e na Blueticket. Para a masterclass de Dario Argento, os bilhetes são gratuitos e vão estar disponíveis online na véspera do evento (50%), enquanto os restantes na bilheteira do Teatro São Luiz no próprio dia (50%), a partir das 15h00 (máximo de 4 bilhetes por pessoa).

De 6 a 12 de Setembro, a programação da 16.ª edição do MOTELX, além do cinema, promete assustar Lisboa com masterclassesworkshops, um programa dedicado aos mais pequenos (Secção Lobo Mau), conversas, lançamento de livros e DJ sets.


Informações

Datas: 6 a 12 de setembro de 2022

Local: Cinema São Jorge, Lisboa

Mais informaçõeshttps://www.motelx.org/

cardapio.pt @ 6-9-2022 14:30:00


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