3/9/2026 a 13/9/2026 Antevisão da Programação MOTELX 2026 (20.ª Edição)

Evento decorre de 3 a 13 de Setembro — Cinema São Jorge & Cinemateca Portuguesa

De 3 a 13 de Setembro, pela primeira vez ao longo de 11 dias, o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa recebem duas décadas de terror em festa. A programação completa será anunciada em Agosto, mas há já muito para antecipar.

cardapio.pt @ 18-8-2026 16:50:00

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Longas-metragens em estreia

Da esfera internacional chegam dez títulos que atravessam géneros e continentes. Com passagem pela Berlinale, "AnyMart", do japonês Yusuke Iwasaki, expõe o lado mais sombrio do mundo laboral nipónico. Do Festival de Cannes chegam-nos duas produções franco-belgas: "Species", body horror de Marion Le Correller, e "The Birthday Party", thriller psicológico de Léa Mysius com Monica Bellucci na interpretação.

Do Reino Unido chega "Game", de John Minton, protagonizado por Jason Williamson (dos Sleaford Mods) e com argumento e produção de Geoff Barrow (Portishead). Dos Estados Unidos, "One Spoon of Chocolate" é o quarto filme de RZA (Wu-Tang Clan), um revenge thriller com produção executiva de Quentin Tarantino, e "Fuck My Son!", de Todd Rohal, arrisca-se pela comédia X-rated de mau gosto.

Da Nova Zelândia, a dupla THUNDERLIPS estreia-se na comédia sci-fi com "Mum, I'm Alien Pregnant". Da Austrália e Canadá, "Our Effed Up World", de Alice Maio Mackay, acompanha um grupo de amigos a lidar com uma invasão alienígena. De Hong Kong, "The Furious", de Kenji Tanigaki, é uma imparável locomotiva de acção e sangue, e, do Irão, "Poultry Farm", de Mohammadreza Ardalan, atira um órfão para uma rixa macabra entre dois proprietários rurais duvidosos.

Prémio Noémia Delgado

Depois de ter consagrado a produtora norte-americana Gale Anne Hurd, o Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror é, em 2026, atribuído à cineasta sueca, naturalizada portuguesa, Solveig Nordlund. O MOTELX distingue agora uma das mulheres pioneiras no cinema fantástico e de terror — e uma das figuras mais inovadoras da cinematografia portuguesa, cujo universo autoral é profundamente contaminado por H. P. Lovecraft e J. G. Ballard. 

Novas secções: Lost in Europe e Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém)

Uma das grandes novidades desta edição é a secção Lost in Europe: O Terror por Detrás da Cortina de Ferro, um ciclo em parceria com a Cinemateca Portuguesa  que, à imagem do que propõe o Quarto Perdido em relação ao cinema português, pretende resgatar e redescobrir cinematografias europeias esquecidas. Neste caso, o foco incide sobre os países da chamada Cortina de Ferro. Os seis filmes selecionados para exibição são: “The Singing, Ringing Tree” (“Das Singende, Klingende Bäumchen”; República Democrática Alemã; 1957), de Francesco Stefani; “Werewolf” (“Libahunt”; URSS; 1968) de Leida Laius; “The Rat Saviour” (“Izbavitelj”; Jugoslávia; 1976), de Krsto Papic; “Ferat Vampir” (Checoslováquia; 1981) de Juraj Herz; “Possession” (França/República Federal da Alemanha; 1981), de Andrzej Żuławski; e “Strangler vs Strangler” (Jugoslávia; 1985) de Slobodan Šijan.

Passa a vida a ser atirada para debaixo do tapete, mas no cinema de terror a morte encontra alguém com quem conversar. 

É precisamente isso que propõe a secção especial Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), criada em parceria com o Goethe-Institut Portugal, uma reflexão sobre a única certeza da vida através de vários painéis e de três obras centrais do cinema de género germânico. “Nosferatu: O Vampiro da Noite” (1979), Werner Herzog, uma revisita ao clássico de Murnau. E ainda “Nekromantik” (1988) e “The Death King” (“Der Todesking”), de Jörg Buttgereit.

Prémios de Curtas e Guiões na 20.ª Edição

O Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa, galardão de maior relevo do Festival, que atribui um prémio de 5.000€, terá dez títulos em competição: “amordemoura”, de Tiago “Ramon” Santos; “A Hora do Chico”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro; “Final da Noite”, de Duarte Gandum e Henrique Gandum; “Tardo”, de Carlos Calika; “Consolatio”, de Pedro M. Afonso; “Estou Aqui”, de Ana Rita Martins; “Spirit Caller”, de Vítor Dutta; “Bruno, o Boneco”, de Diogo dos Santos Oliveira; “consumido”, de [carrozo]; “Royal”, de Hinata Almeida e Tomás Pascoal. 

Quanto ao Prémio Méliès d’argent - Melhor Curta Europeia o destaque vai para, neste primeiro momento, as curtas portuguesas presentes na competição: “Sweet Hearts”, de  Gonçalo Claro da Fonseca & Diogo Vaz de Almeida Coutinho; “Codec: Amanda ”, de Rafaela Cardoso; “Calhau”, de Paulo Abreu; “A Onda”, de Ramón de los Santos; “Olhos, Olhos, Nariz, Boca”, de Sofia Santa-Rita; “Quietud”, de Gonçalo Almeida; “Cure My Misery”, de Kiril Savateev e "Katabasis", de João Silva.   

Também de regresso está o Prémio MOTELX - Melhor Guião de Terror Português que em 2025 premiou “Quem Mata no Camarido? (Seis Betos e Meia)”, de António Xavier Rodrigues. A quarta edição da distinção volta a atribuir um prémio monetário de 2.000€ e conta com 7 argumentos de longas-metragens ainda não produzidas: “A Ostra”, de Pedro Garrido; “Hóspede”, de Miguel Monteiro Rico; “O Silêncio que Fica”, de Ana Lamas; “Privação (Ou Coisas Ditas de Joelhos)”, de António Xavier Rodrigues; “Púcaro Negro”, Maria Leonor Toscano e Raquel Cabaço Pereira; “Rosa dos Ventos”, de Alexandre Guedes de Sousa; “Todas as Respostas”, de Stephane F. Oliveira.



cardapio.pt @ 18-8-2026 16:50:00


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