21/8/2026 a 23/8/2026 Programa Cidades Convidadas da XXIV BIAC - Bienal de Cerveira leva ciclo de performances ao espaço público

Entre 21 e 23 de agosto, o ciclo “Transbordo – Santiago de Compostela” reúne artistas da Galiza, que fazem da Vila das Artes um novo palco

Depois do cinema e das oficinas de verão, a programação da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC) continua a ocupar novos territórios. De sexta-feira a domingo, o ciclo de performances “Transbordo – Santiago de Compostela” leva a arte contemporânea para o centro histórico de Vila Nova de Cerveira, propondo um conjunto de intervenções que convidam o público a descobrir formas de relação entre criação artística, território e comunidade.

cardapio.pt @ 18-8-2026 16:45:00

Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp

Um projeto que aproxima territórios

Integrado no programa Cidades Convidadas da XXIV BIAC, “Transbordo – Santiago de Compostela” constitui uma extensão para o espaço público do projeto Transbordo, desenvolvido pela Bienal para reforçar o intercâmbio artístico entre diferentes cidades, geografias e contextos culturais. A escolha de Santiago de Compostela surge de forma natural, refletindo a histórica ligação entre a Galiza e Vila Nova de Cerveira e o carácter transfronteiriço que inspira esta edição da Bienal.

Com curadoria de Iñaki Martínez Antelo, o ciclo reúne artistas provenientes da Galiza e de outros contextos internacionais, cujas propostas exploram temas como a mobilidade, a identidade, a pertença e a transformação. Ao ocupar ruas, praças e equipamentos culturais da vila, o projeto convida o público a percorrer o espaço urbano através da arte contemporânea e a descobrir novas formas de olhar e interpretar o território.

A Vila das Artes transforma-se num novo palco de arte contemporânea

Durante três dias, o centro histórico de Vila Nova de Cerveira recebe intervenções performativas assinadas por Xoán-Xil López, Ana Gesto, Clo Plas (Xiana Arias e Berio Molina), Alejandra Balboa, Pavel Amilcar e VACAburra (Andrea Quintana e Davide González). Embora se baseiem em linguagens distintas, todas as propostas exploram o território como um espaço vivo de circulação, encontro e transformação, cruzando performance, dança, música, oralidade, ação performativa e investigação artística.

Ao longo do percurso, o público é convidado a descobrir diferentes formas de habitar e interpretar o espaço público. Em “Ruar”, VACAburra transforma a Praça da Liberdade (Terreiro) num percurso coreográfico e sonoro que recupera o ato de caminhar como forma de conhecer o território. O momento decorre na sexta-feira (21 de agosto), às 17h00. Já Ana Gesto apresenta “Resonancias do baleiro”, uma criação concebida especificamente para Vila Nova de Cerveira, que será apresentada no recinto da Feira às 12h30, de sábado. A partir de recipientes cerâmicos, tradicionalmente associados ao quotidiano, a artista vai criar relações entre objetos, corpos e contexto.

Ainda no sábado, mas às 17h00, o Castelo de Vila Nova de Cerveira recebe “Cuando le permito al cuerpo aquello que digo”. Alejandra Balboa e Pavel Amilcar cruzam dança contemporânea e música barroca para explorar a relação entre corpo, linguagem, respiração e escuta. Já à noite, às 21h30, o Museu Bienal de Cerveira recebe “Palco Placa”. Com assinatura de Clo Plas, a performance inspira-se na oralidade, na música e nas formas de convivência das comunidades rurais da Fonsagrada para criar um espaço de encontro onde intérpretes e público partilham a mesma experiência.

O ciclo culmina com “Treboar”, de Xoán-Xil López, no domingo, às 12h30, uma performance inspirada nas antigas treboadas galegas e nos Zés Pereiras portugueses, com a colaboração de Elsa Pereira e do Grupo Bomboslinho. Através da percussão, a proposta recupera esses rituais comunitários numa leitura contemporânea, transformando o espaço público numa experiência coletiva de escuta e de relação com a paisagem.

Para além de assistir a um conjunto de performances, o público é convidado a integrar um percurso artístico que ultrapassa os limites do museu e reforça a dimensão participativa da Bienal. Ao estabelecer ligações entre artistas, músicos, coletivos e comunidade local, este ciclo faz da tradição um processo vivo, reinterpretado à luz das sensibilidades contemporâneas.

A arte como lugar de circulação

O ciclo integra um dos eixos estruturantes da XXIV BIAC, cuja programação articula exposições, projetos curatoriais, residências artísticas, cinema, performances e atividades de mediação cultural em torno do mote “Territórios sem Fronteira”. Partindo da condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira e da sua ligação histórica à Galiza, a Bienal promove o intercâmbio entre artistas, saberes e comunidades, afirmando a cultura como um espaço de diálogo e circulação de ideias.

Dias Abertos arrancam este sábado

O dia 22 de agosto é o primeiro de vários “Dias Abertos no Museu” integrados na programação da Bienal de Cerveira. A iniciativa, que apresenta atividades paralelas às exposições que decorrem aos sábados, tem o objetivo de trabalhar em diálogo com a comunidade, promovendo literacia e incentivando o contacto direto com artistas.

Cada “Dia Aberto” terá uma programação específica e, neste sábado, os participantes têm a oportunidade de conhecer as exposições patentes no Museu, numa visita orientada por Mafalda Santos, diretora artística da BIAC.

Recorde-se que a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira decorre até 30 de dezembro, reunindo artistas de 22 países em diferentes exposições, projetos curatoriais e iniciativas que fazem da Vila das Artes um dos principais centros de criação contemporânea em Portugal.



cardapio.pt @ 18-8-2026 16:45:00


Clique aqui para ver mais sobre: Destinos


Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp