1/10/2026 a 30/10/2026 Fuck the Polis de Rita Azevedo Gomes chega ao grande ecrã a 1 de Outubro

A cineasta, nome incontornável da cinematografia nacional, conduz-nos numa viagem de vida até à Grécia, símbolo do nascimento da civilização ocidental, para nos questionarmos sobre a beleza da partilha, as (re)descobertas e a amizade. Filme venceu o International Competition Award, no FIDMarseille. Fuck the Polis, de Rita Azevedo Gomes, chega às salas de cinema nacionais no dia 1 de Outubro, estando já asseguradas sessões especiais com a cineasta no dia 3 Outubro, na Casa do Cinema de Coimbra; no dia 12 de Outubro, no Cinema Nimas, em Lisboa; no dia 30 Outubro, na Cinemateca Portuguesa; e no dia ⁠27 de Novembro, no Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, na Lourinhã. O filme teve estreia mundial no FIDMarseille, onde conquistou o júri e venceu o International Competition Award. 

cardapio.pt @ 23-9-2026 17:26:33

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O mote para a realização de Fuck the Polis remonta a 2007. Nesse ano a cineasta, após um prognóstico de saúde pouco favorável, decide visitar a Grécia, um país que sempre esteve no seu imaginário e que agora se torna urgente conhecer. Em 2019, Rita Azevedo Gomes partilhou a sua experiência nas ilhas gregas com o seu amigo e poeta João Miguel Fernandes Jorge, que, inspirado nos relatos e muitas histórias vividas pela realizadora, acabou por publicar A Portuguesa, o “empurrão” que a levou a materializar a ideia de converter a sua viagem num filme.

Em 2024, Rita Azevedo Gomes regressa à Grécia, refazendo o seu percurso, mas, desta vez, acompanhada por quatro rapazes e uma rapariga (Bingham Bryant, João Sarantopoulos, Loukianos Moushonas, Mauro Soares e Maria Novo), que, não só emprestam corpo e voz, como participam enquanto equipa técnica, com a câmara a passar entre várias mãos, enquanto descobrem as diferentes ilhas. Talvez por esse motivo, em Fuck the Polis as imagens vão bailando diante dos nossos olhos, tal como as danças tradicionais gregas que nos são apresentadas no decorrer da longa-metragem, alternando entre planos de super 8, outros filmados em digital e imagens em baixa resolução, remetendo-nos para os vários tempos que se vão cruzando e para uma mescla de cores das paisagens idílicas da Grécia em contraste com o vermelho vibrante dos campos de papoilas.

Em Fuck the Polis, retrata-se a experiência real vivida por Rita Azevedo Gomes, a de Irma (protagonista de A Portuguesa) e a nova viagem que estava a acontecer com o grupo de companheiros, numa união que, simbolicamente, se materializa na voz da cantora e activista política grega Maria Farantouri. Em 2007, na noite em que chegou à Grécia, Rita Azevedo Gomes acabou por assistir a um concerto seu sem conhecer a artista, um momento marcante que faz com que Farantouri surja “em pessoa” nesta segunda incursão grega, simbolizando a recta final desta “viagem”, no aconchego da sua casa, num momento de intimidade e partilha da sua voz. 

Fuck the Polis foi escrito em colaboração com Regina Guimarães e apresenta-nos passagens em várias línguas (português, grego, francês e inglês), cruzando, além do conto narrado de A Portuguesa, Keats, Camus ou Byron, entre outros. O título do filme acaba por ficar definido a partir de um graffiti desenhado num muro e de um poema de Jorge Fernandes, Rua Doménikos Theotokopoulos, que termina com “na parede, a negro - fuck the polis”, uma metáfora para uma perspectiva do mundo a desintegrar-se nas suas múltiplas facetas, politicamente, socialmente e ambientalmente. 

Fuck the Polis tem vindo a circular em vários festivais na Europa, Estados Unidos da América e América do Sul, tendo entrado no circuito comercial espanhol. O filme resulta de uma produção da Basilisco Filmes. Em Portugal, é distribuído pela Urtiga. A partir de 1 de Outubro, o filme vai poder ser visto no NOS Alma Shopping e Casa do Cinema de Coimbra (Coimbra); NOS Amoreiras, Cinemacity Alvalade e Cinema Ideal (Lisboa); Cinemacity Leiria; NOS Alameda Shop&Spot (Porto) e Cinemacity Setúbal.

Sobre Rita Azevedo Gomes

Rita Azevedo Gomes (1952) é uma realizadora independente que, desde 1989, ano da sua primeira longa-metragem de ficção, se tem afirmado pela sua qualidade e autonomia. Os seus filmes têm sido aclamados pela crítica nacional e internacional e têm sido selecionados para diversos Festivais de Cinema em todo o mundo. Foi galardoada com vários prémios e tem sido alvo de sucessivas homenagens e retrospectivas da sua obra. Trabalhou directamente com Manoel de Oliveira, Werner Schroeter, Valéria Sarmiento, Raoul Ruiz, Joaquim Pinto, Leonardo Mouramateus, Luís Noronha da Costa (tendo participado como actriz em filmes seus), entre outros. É assiduamente solicitada a sua participação em colóquios, master classes e debates. Tem desenvolvido actividade nas áreas de Cinema, Teatro, Ópera e outros campos artísticos, desde o início dos anos 70. 



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