Objeto do mês: Busto de Joaquim Rita

Busto em bronze representando Joaquim Bernardo de Sousa Lobo, vulgarmente conhecido como "Joaquim da Rita". De barba comprida e cachimbo, enverga chapéu e farda de cabo-de-mar, ostentando no peito as várias condecorações com que foi agraciado.

cardapio.pt @ 4-11-2015 10:26:27

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Busto de Joaquim da Rita, 1981, Fotografia: José Pessoa (DGPC/ADF)

Busto de Joaquim da Rita, 1981, Fotografia: José Pessoa (DGPC/ADF)

Mais conhecido por "Joaquim da Rita", Joaquim Bernardo de Sousa Lobo nasceu em Lisboa, em 15 de fevereiro de 1854, e faleceu na Nazaré com 85 anos, em 21 de janeiro de 1939.

Desde cedo, manifestou grande inclinação pela vida do mar, que iniciou apenas com 14 anos, realizando a sua primeira viagem na costa portuguesa. Dois anos mais tarde, embora como moço no patacho "Fausto", rumou ao Brasil, o que fez durante 15 anos seguidos, ocupando todos os cargos de bordo, desde moço a mestre. Com esta função, num barco à vela, naufragou na costa do Rio de Janeiro, tendo sido salvo por outra embarcação.

Fixa-se, então, definitivamente na Nazaré; tornou-se pescador, participando em duas campanhas de pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova.

Dotado de forte personalidade, dizia sentir-se bem nas tormentas. Quando as havia era o primeiro a aparecer, demonstrando sempre grande serenidade e coragem. Deste modo, cedo granjeou grande admiração entre a classe piscatória da região, pois, de uma forma ou outra, lhe deviam ou a própria vida ou a de qualquer familiar.

Em 28 de Janeiro de 1893, foi nomeado cabo de mar da Capitania do Porto da Nazaré, cargo que manteve até 1914, chegando a ocupar simultaneamente as funções de regedor e zelador da Câmara.

Muitos foram os naufrágios em que tomou parte e, em vários, pondo em risco a própria vida, nomeadamente nos do barco das "Sabinas", na barca norueguesa "Undine" e noutras embarcações de pesca, em 1898, 1901 e 1902.

Mas foi, sobretudo, como 1º "patrão" da Barca Salva-Vidas Nossa Senhora dos Aflitos, que hoje também faz parte do acervo do Museu da Nazaré (MDJM inv. 943 Etn.), que praticou salvamentos e atos de verdadeiro heroísmo que lhe mereceram, por parte do Instituto de Socorros a Náufragos, várias condecorações (2 medalhas de ouro, 8 de prata, 5 de cobre, 1 diploma de honra). Em 28 de janeiro de 1907, na Assembleia Geral daquela instituição, a Rainha D. Amélia colocou-lhe o colar de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada.

O seu nome nome foi dado a uma rua da Nazaré.

cardapio.pt @ 4-11-2015 10:26:27


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