19/2/2019 a 19/2/2019 Leituras no Mosteiro exploram universo da edição para teatro

Guilherme Tell Tem os Olhos Tristes, do dramaturgo espanhol Alfonso Sastre, é o texto em destaque na sessão de 19 de fevereiro das Leituras no Mosteiro, iniciativa promovida pelo Teatro Nacional São João, no Porto. A entrada é gratuita.

cardapio.pt @ 18-2-2019 17:24:54

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A partir das 21h00, as Leituras no Mosteiro prosseguem a sua viagem pelo mundo da edição de peças de teatro dos anos 1950-60 com Repertório para um Teatro Atual, da Prelo Editora, coleção dirigida por Luiz Francisco Rebello. Nesta sessão, o texto em destaque é Guilherme Tell Tem os Olhos Tristes, de Alfonso Sastre, peça do ciclo “Dramas da Revolução”, um dos nomes cimeiros da denominada “Generación del 50”, aquela que começou a publicar depois da Guerra Civil Espanhola.

Reconhecido como um dos mais sonantes autores dramáticos da segunda metade do séc. XX, Alfonso Sastre incute na sua obra uma forte crítica social e Guilherme Tell Tem os Olhos Tristes não é exceção. A ideia de avançar com este texto surgiu quando o dramaturgo espanhol foi convidado a debruçar-se sobre Guilherme Tell, de Schiller, tendo optado por outra lógica: o herói não tem mão firme e mata o seu filho.

Escrita em 1955 e publicada em 1962, a peça sonda a necessidade de revolução face à injustiça social e à opressão, apontando também as suas trágicas consequências, entre elas a melancolia e o desencanto, para os quais nos remetem os “olhos tristes” de Guilherme. O autor assume que a escrita deste texto reflete um protesto contra a situação política asfixiante que se vivia na altura, tendo dois objetivos: a crítica à burocracia das atividades políticas da oposição e uma tentativa de mobilizar as camadas populares para que uma tragédia como a de Guillerme Tell não viesse a acontecer.


Sessão extra das Leituras no Mosteiro no dia 26 de fevereiro

No dia 26 de fevereiro, as Leituras no Mosteiro têm como mote um conjunto de textos escritos no âmbito da Oficina de Escrita do curso de Pós-Graduação em Dramaturgia, recentemente criado pela ESMAE e de que o TNSJ e a RTP são parceiros ativos. A abrangência destes 14 textos, concebidos pelos alunos, é variada e contempla guiões para cinema a peças de teatro, do monólogo à trilogia. Algumas das obras foram inventadas a partir do nada (que é tudo), em conversas de café e folhas em branco, outras foram feitas a partir de casos reais, recolhidos em livros ou ouvidos a amigos. São trabalhos em gestação, cujo resultado final será conhecido em julho.

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