Novidades Livros (27 de Novembro a 3 de Dezembro de 2025)
cardapio.pt @ 26-11-2025 12:01:00
Nas Sombras da Perfeição de Rui Ferreira
Editora: Edições Trebaruna
Sinopse: Catarina, uma jovem mulher que, como tantas outras, desde cedo se viu obrigada a dividir o seu tempo entre os estudos, a realização de tarefas domésticas e o trabalho no campo. Vivendo numa pequena aldeia, foi-lhe imposto um caminho sem grandes escolhas, assombrado por boatos sobre a sua paternidade, a morte misteriosa de Miguel, o seu suposto pai, o crescente tumulto na relação com o marido, o desgaste físico e emocional causado pelo trabalho na fábrica e pela difícil relação com o patronato, e uma gravidez não planeada…
É a gravidez que acaba por trazer nova esperança a esta mulher de fortes convicções e saber de experiência feito, apesar dos desafios que tem de enfrentar e de relações imprevisíveis que tornam a sua vida demasiado acidentada e emocionalmente caótica.
Nas Sombras da Perfeição é um thriller psicológico intenso, sobre as aparências que iludem, os laços que sufocam e os segredos que, mais cedo ou mais tarde, vêm à tona.
Entre a luz do Douro e as sombras da alma humana, esta história conduz o leitor por um caminho de mistério, culpa e redenção — onde nada é tão perfeito quanto parece.
Os Espíritos das Aves de Eliot Weinberger
Editora: Edições Caixa Alta
Sinopse: Eliot Weinberger é um poeta entre os ensaístas. Esta coleção que agora apresentamos aos leitores portugueses reúne trinta e cinco ensaios que mergulham o leitor num mundo de poesia, mitos e parábolas. Weinberger entrelaça fragmentos de livros históricos, textos apócrifos, crenças, lendas e registos do passado para criar uma colagem surpreendente e multicolorida.
A primeira secção do livro dá continuidade ao seu ensaio em série, Uma Coisa Elementar (ed. Bazarov, 2020), que arrasta o leitor para «um vórtice para o universo inteiro» (Boston Review). Com o movimento súbito, mas firme, de um cavalo de xadrez, viajamos com o autor por continentes e épocas, damos por nós diante de aves extintas da Nova Zelândia, em viagens pelos rios do mundo, da mitologia de pedras perfeitamente banais, de sonhos de pessoas chamadas Chang e, sim, de rãs noivas de meninas. Histórias verídicas, por mais fabulosas que pareçam.
A segunda secção reúne textos sobre uma vasta gama de temas — alguns dos quais publicados na New York Review of Books e na London Review of Books —, incluindo a sua célebre crítica ao livro de memórias de George W. Bush, Decision Points, e textos sobre Khubilai Khan, o I Ching, diferentes versões do Buda, a Indofilia Americana («Um fio, ainda que irregular, une o pseudo hinduísmo e Malcolm X»), Herbert Read e Charles Reznikoff.
Ler os textos de Weinberger é uma meditação, diferente de qualquer outra, sobre a maravilha do mundo.
Desamores em Português de Deodato Rodrigues
Editora: Cadmus
Sinopse: Projetada nas cidades de Lisboa e de Lourenço Marques, atual Maputo, entre os anos cinquenta e oitenta do século passado, a narrativa apresenta-se sempre assumida pelas personagens, num jogo de relações variado e complexo.
Estende-se, num contexto global de guerra que passa de latente a aberta, por temas como o papel da mulher na família e na sociedade, a importância das convicções religiosas, a pedofilia e a prostituição, as violações e os abusos sexuais, o antagonismo entre ambição desmedida e decência humana, bem como entre ignorância e conhecimento.
A distância temporal pode sugerir a caducidade dessas problemáticas. Porém, a reflexão sobre as mesmas acaba por revelar uma profunda atualidade que cada leitor descobrirá à sua medida.
Felis A Vez do Gato-Montês de Isabel Mateus
Editora: Gráfica Ediliber, Lda
Sinopse: Felis, A Vez do Gato-Montês é a nona novela da Coleção Dos Bichos em que Isabel Mateus contempla outra espécie endémica ameaçada. E é a vez de dizer que no caso do gato-montês se trata de uma extinção silenciosa. Porquê?
A contínua diluição genética do gato-bravo europeu resulta da denominada hibridização - o acasalamento entre esta espécie e o gato doméstico - que é urgente dissipar. E, se não forem tomadas medidas sérias para contrariar esta tendência a tempo, daí à introgressão não há qualquer distância. Na verdade, a procriação entre gatos híbridos é realmente outro dos flagelos que pode vir a acabar com o gato selvagem na natureza. Silenciosamente!...
Ora, precisamente para impugnar essa disposição, a Bia e a sua equipa de trabalho têm um plano de ação a implementar no Parque Natural de Montesinho, à semelhança do que já está a ser feito no Cairngorms National Park, na Escócia, que consiste em tirar a espécie do gato-bravo europeu do seu estado Vulnerável através da sua criação em cativeiro e da posterior reintrodução na natureza.
Para que isso aconteça e tenha êxito, há ainda que contar com a estreita colaboração das comunidades locais. Protegendo a Castanha transmontana e o seu companheiro Oscar, The Highland tiger, que veio da Escócia, espera-se que juntos deem início à repovoação do Parque Natural de Montesinho.
Quem quer acompanhar a Bia e os demais nessa grande aventura de defesa e preservação do gato-bravo em Portugal?
A Armadilha Criativa Um curso de criatividade de Matteo Di Pascale
Editora: Talento Intemporal
Sinopse: Este não é apenas mais um manual sobre criatividade — é uma jornada que o vai abalar, desafiar e encaminhar para as emoções de uma vida criativa.
Quer seja escritor, empresário, professor, vendedor, chefe de cozinha, sapateiro, ilustrador ou o que quer que seja; ou mesmo que não tenha profissão definida, A Armadilha Criativa é o livro que o irá libertar para o mundo esse fogo criativo que sente em si.
Vai aprender:
• a aceitar e compreender a força da intuição no despertar de ideias;
• a ser disciplinado e a dar vida aos seus projetos;
• a ter sucesso nas suas tentativas e progressos;
• a saber quais os passos seguintes;
• a surpreender-se a si próprio;
• a expressar-se de acordo com o que é e sente.
Querer. Crer. Criar.
Jane Austen Uma Biografia de Claire Tomalin
Editora: Relógio D'Água
Sinopse: Esta é a biografia definitiva de uma das romancistas mais estimadas do Reino Unido, escrita pela biógrafa de personalidades como Charles Dickens, Thomas Hardy, Samuel Pepys e Mary Wollstonecraft.
A Arte de Cozinhar Carne de Porco de Vítor Sobral e Edgardo Pacheco; Fotografia: Jorge Simão
Editora: Casa das Letras
Sinopse: Vítor Sobral tornou-se chefe de cozinha no coração de uma família alentejana, onde a vida era celebrada à volta dos tachos e o porco reinava como figura central. É dessa memória afetiva e dessa profunda admiração que nasce A Arte de Cozinhar Carne de Porco: um livro que partilha a paixão de um mestre, que honra o receituário tradicional e, ao mesmo tempo, lhe dá asas de criatividade.
Considerado por muitos a mais extraordinária invenção da humanidade, o porco é um animal sem igual. Saboroso, versátil, rentável e festivo, é um pilar da nossa cultura e da nossa mesa. Neste animal, tudo é nobre. Vítor Sobral mostra-nos como até as peças aparentemente mais simples se podem transformar em pratos desafiantes e repletos de sabor, com técnicas e segredos acessíveis a todos.
Esta obra é uma viagem completa pelo universo do porco. Das tradições da matança nas ilhas aos segredos das casas de fumeiro que urge proteger, passando pela história das raças portuguesas. Descubra dezenas de receitas pensadas para o dia a dia e para as grandes celebrações — desde entradas, conservas, petiscos, pratos de família, sandes e até sobremesas —, criadas para quem cozinha para si, para amigos ou para a família inteira.
A Arte de Cozinhar Carne de Porco é uma homenagem à sua excelência, o Porco, e um manual essencial para que a carne que sempre foi a grande fonte de proteína dos portugueses continue a ser rainha à nossa mesa.
Pra Lhe Dizer de Adriana Calcanhotto
Editora: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, novembro de 2025
Sinopse: Compilação de poemas de Adriana Calcanhotto.
Dizem que Adriana Calcanhotto muda muito. Ou pelo menos dizia ela numa badana de um dos seus livros publicados em Portugal. Talvez, se mudar quiser dizer manter-se sempre excelente. Nasceu gaúcha, em Porto Alegre, no sul do Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro e lá iniciou e confirmou uma carreira musical que a faz uma das vozes mais importantes da Música Popular Brasileira contemporânea.
De Enguiço a Errante são vários os álbuns que nunca paramos de ouvir. Mas é também (ou talvez mais ainda) escritora. Percebe-se pelos textos que aqui se reproduzem, mas também pelas duas anteriores reuniões que tiveram, noutros tempos: Algumas Letras (2003, com edição única em Portugal) e Pra Que É Que Serve uma Canção como Essa (2016, apenas no Brasil). Ou pela ficção não ficcional Saga Lusa, um relato insone de várias insónias numa tournée portuguesa. Ilustrou livros infantis, organizou antologias de poesia. E editou este livro Pra Lhe Dizer— que muda muito. Dizem.
A Filha de Tristão das Damas de João dos Reis Gomes
Editora: Imprensa Académica
Sinopse: A Filha de Tristão das Damas transporta-nos para a Madeira do início do século XVI, mergulhando numa narrativa de honra, dever e destino. Guiomar Teixeira, filha de Tristão das Damas, segundo capitão de Machico, é a protagonista que enfrenta os desafios de uma sociedade marcada por tradições rígidas, intrigas familiares e o peso da genealogia.
Entre responsabilidades herdadas e escolhas pessoais, Guiomar revela coragem, sensibilidade e determinação, tornando-se símbolo de identidade feminina num mundo dominado por homens. A história entrelaça o quotidiano insular com os ecos das aventuras ultramarinas, oferecendo uma reflexão sobre memória, herança e o papel da mulher na construção da história.
Uma narrativa que celebra a força e a voz de Guiomar, continuadora de um legado de bravura e dignidade.
Terra Desolada O declínio da ordem internacional e os desafios do futuro de Robert D. Kaplan
Editora: Clube do Autor
Sinopse: Robert D. Kaplan, um dos mais perspicazes autores de geopolítica, analisa os grandes problemas do nosso mundo.
Neste novo livro, Kaplan liga o panorama geopolítico a fenómenos sociais contemporâneos, baseando-se em obras fundamentais da filosofia, da política e da literatura, incluindo o poema que deu origem ao título da obra.
Enquanto a obra de T. S. Eliot, publicada após a Primeira Guerra Mundial, abordava a rutura e o colapso da civilização, Kaplan defende que o mundo pós-Guerra Fria tem girado em torno da auto-obsessão.
Uma reflexão incontornável sobre uma sociedade em crise, em que cada desastre regional ameaça tornar-se um conflito global.
Um livro abrangente, provocatório e pertinente. Essencial para todos os que se preocupam com o futuro do nosso mundo.
Frações da Alma de Etivaldo Francisco Camala
Editora: Editorial Novembro
Sinopse: «Frações da Alma é contemporâneo e profundamente humano. A trajetória de Djonsinhu, o jovem luso-africano, dividido entre o peso da identidade, o legado dos pais imigrantes e os desafios de se afirmar numa sociedade supressora, é feita numa prosa intimista e envolvente, através da qual dá voz às dores e conquistas de uma geração afrodescendente que caminha entre dois mundos, tentando reconciliar raízes e pertença, sem cair em panfletarismos.
A narrativa tem como eixo a relação familiar, o pai, Sebastião, carrega o estoicismo do imigrante resistente; a mãe, Eliane, a alma afetuosa e estruturante, moldando silenciosamente o carácter do filho.
Ao retratar o bairro, o ambiente universitário, os bastidores do mundo jurídico e as relações afetivas e comunitárias, o autor constrói um retrato realista e comovente da vida de muitos jovens afrodescendentes em Portugal.
A escrita é fluida, marcada por diálogos e cenas fortes, com passagens em crioulo e expressões culturais que enriquecem ainda mais a autenticidade do texto.»
Avelina Ferraz editora
In contracapa Frações da Alma
O Cisne Negro de Thomas Mann
Editora: Relógio D'Água
Sinopse: O Cisne Negro é a última novela longa escrita por Thomas Mann. Conta a história de uma mulher viúva que se apaixona por um jovem americano de vinte e quatro anos.
Thomas Mann retoma assim, em termos inovadores, o tema recorrente da mulher que se apaixona por alguém muito mais novo do que ela, o drama de Jocasta e Fedra.
Breve História da Roma Antiga Um milénio da civilização ocidental, do Reino à República e ao Império de Ross King
Editora: Editorial Presença
Sinopse: O Império Romano é uma das civilizações mais fascinantes da História. Prosperou durante cerca de quinhentos anos e estendeu-se por mais de vinte e cinco países modernos, incluindo lugares tão distantes de Roma como a Arábia Saudita, a Ucrânia e a Inglaterra.
A sua influência é indiscutível, tendo moldado a política, as leis, a filosofia e a arquitetura, e deixado um legado que inclui a numeração, o calendário que conhecemos, os aquedutos e o betão.
Conheça os imperadores e os guerreiros, os loucos e os audazes, bem como todos os artistas que acompanharam a ascensão, o reinado - e a queda - do Império Romano. Desde os mitos que contam a fundação de uma cidade que se tornaria lendária até ao dramático declínio do Império, o autor e historiador Ross King revela a surpreendente e envolvente história da Roma Antiga.
Memórias de um Capitão de Abril - O 25 de Novembro de Vasco Lourenço
Editora: Âncora Editora
Sinopse: Este livro é o primeiro volume das Memórias de Vasco Lourenço, onde se descrevem os acontecimentos que passaram à História como O 25 de Novembro. Vasco Lourenço, elemento fulcral nesses acontecimentos, como em todo o processo do 25 de Abril, conta a sua história, o seu envolvimento, a sua Verdade. Ao mesmo tempo, trata das várias versões sobre a enorme polémica que essa data continua a provocar. Aos leitores caberá analisar, ver e decidir sobre o que efetivamente se passou.
Augusto Vieira da Silva - O Engenheiro Olisipógrafo de Elisabete Gama
Editora: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, novembro de 2025
Sinopse: Júlio de Castilho foi indiscutivelmente o fundador da olisipografia, movido pela paixão por história e memorialismo, numa perspetiva holística assente em razões pessoais e num entendimento heroico do passado.
Augusto Vieira da Silva (1869-1951), que sempre se considerou seu discípulo, guindou esse peculiar território da história de Lisboa a um desempenho científico, baseado em levantamentos arqueológicos, topográficos e iconográficos que, ao invés de encararem a cidade como um todo, promovem a analítica dos seus extratos e palimpsestos.
Deste modo, a olisipografia moderna possui duas âncoras pertinentes, desenvolvidas na continuidade uma da outra, numa tessitura cada vez mais consistente onde, ao longo do século XX, outras personalidades se foram afirmando, enriquecendo interstícios diversos.
Do 25 de Novembro aos Nossos Dias História da Contrarrevolução de Raquel Varela e Adriano Zilhão
Editora: Bertrand Editora
Sinopse: Se, a 25 de Abril de 1974, começou em Portugal uma revolução socialista, terá, a 25 de Novembro de 1975, começado a contrarrevolução que a derrotou?
Que ideologia, que classes comemoram, no dia 25 de Novembro, a contrarrevolução?
Como relacionar a ascensão do neofascismo em Portugal na forma do partido Chega e de bandos a ele ligados, com as comemorações oficiais desta data no Parlamento?
Que papel tem a memória?
E que é da verdade? Que é dela, nestes tempos de barbárie social?
Os canais oficiais dizem que, se 25 de Abril foi a libertação da ditadura, só a 25 de Novembro o «regime democrático» ficou consagrado.
Será verdade? E entre as duas datas, que se passou ao certo no tal PREC, sobre o qual desce um véu de silêncio?
Mas também isto — isto sobretudo: no meio do nevoeiro que os novos comemoradores aspergem sobre a história da revolução operária e socialista portuguesa e da contrarrevolução, que papel, em tão decisivos eventos, desempenharam as direcções do PCP e do PS, os dois partidos maioritários?
Esta obra não segue a narrativa oficial das comemorações do 25 de Novembro.
Narra, sim, a revolução e a contrarrevolução do ponto de vista dos trabalhadores que fizeram a primeira — e sofreram a segunda.
Um Homem à Frente do Seu Tempo Francisco Pinto Balsemão - Democracia, Liberdade, Inovação
Editora: Avenida da Liberdade Editores
Sinopse: Uma obra que revela o lado humano e inesperado de Francisco Pinto Balsemão, através de histórias emocionantes, surpreendentes e cheias de autenticidade. Reunindo testemunhos únicos de quem privou de perto com ele, o livro mostra momentos de humor, generosidade, decisões difíceis e episódios de bastidores que despertam enorme curiosidade.
A combinação de uma figura maior da vida pública portuguesa com contributos de nomes destacados do jornalismo, da política e do mundo empresarial — num contexto recente que mobilizou o país — dá ao livro um forte apelo transversal para leitores de biografias, jornalismo, política, cultura e história contemporânea. É um livro que gera conversa, destaque mediático e recomendação — impulsionando a rotação em ponto de venda.
Mário Soares Um Homem Inteiro de Luís Vasconcelos
Editora: Tinta da China
Sinopse: No centenário de Mário Soares, um grande álbum de fotos pelo seu fotógrafo oficial — Luís Vasconcelos
Livro-catálogo associado à exposição homónima, patente no Pavilhão de Portugal até janeiro de 2026, com textos de António Costa, José Manuel dos Santos e Sérgio B. Gomes.
«Recordar Mário Soares pela fotografia de Luís Vasconcelos é seguramente uma das melhores formas de nos reencontrarmos com ele. A expressividade única que traduzia a sua personalidade. Altivo ou bonacheirão, encantador ou de olhar fulminante, descontraído ou institucional, sempre exprimindo-se na cara, com os braços e as mãos. A lente de Luís Vasconcelos faz-nos reencontrar, neste centenário de Mário Soares, este lutador único e incansável por três ideias tão simples quanto poderosas: Liberdade, Democracia, Justiça Social. Por elas se bateu em ditadura e em democracia, e elas, verdadeiras, descrevem a sua vida.» — António Costa
A Pintura e a Negação do Sublime Malevich e a verdade não-figurativa
Editora: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, novembro de 2025
Sinopse: Partindo de uma forte tradição filosófica, estética e literária relativa ao tema do sublime, esta reflexão desenvolve conexões possíveis entre a pintura e algumas ocorrências de sublimidade, explorando situações de radicalidade estética, de despojamento plástico e de tensão subjetiva.
Detendo-se em particular no Suprematismo de Malevich, este ensaio trata das provocações picturais ao sublime e da autocrítica da pintura como atitude passível de lhe pertencer.
Candeia Coração Contos Escolhidos de Banu Mushtaq
Editora: Relógio D'Água
Sinopse: Nos doze contos de Candeia Coração, Banu Mushtaq capta com mestria o quotidiano de mulheres e raparigas de comunidades muçulmanas do sul da Índia. Publicadas originalmente na língua canaresa entre 1990 e 2023, e elogiadas pelo seu humor subtil, estas representações das tensões familiares e comunitárias demonstram os muitos anos de trabalho de Mushtaq como jornalista e advogada, durante os quais defendeu os direitos das mulheres e se opôs a todas as formas de opressão de casta e religião.
Recorrendo a um estilo coloquial, comovente e implacável, é nas suas personagens — as crianças, as avós audaciosas, os maulvis e irmãos fanfarrões, os maridos frequentemente desastrados e, sobretudo, as mães, que a grande custo sobrevivem aos próprios sentimentos — que Mushtaq se revela uma observadora excecional da natureza humana, construindo vertigens emocionais a partir de uma poderosa linguagem oral.
Contos Completos de Ernest Hemingway
Editora: Livros do Brasil
Sinopse: «Despindo a ficção até um minimalismo austero, estas são algumas das mais influentes histórias jamais escritas», The Guardian
Nesta compilação dos contos de Ernest Hemingway encontram-se perto de oitenta histórias breves criadas por este que é um dos nomes cimeiros da literatura norte-americana, distinguido com o Prémio Nobel em 1954. Dos lagos e florestas do norte do Michigan da sua infância ao calor de Cuba que o acompanharia nas últimas duas décadas da sua vida, os cenários que são palco destas narrativas confundem-se com a história de um autor que viveu apaixonada e engajadamente: aqui se encontram retratos de uma Europa em guerra, de caçadas e pescarias numa América dividida, de safáris em África e touradas em Espanha, e em especial de relações humanas reveladas em toda a sua complexidade. Além de títulos famosos como «Os Assassinos», «Montes como Elefantes Brancos» ou «As Neves do Kilimanjaro», são incluídos neste volume mais de três dezenas de contos até agora inéditos em Portugal, alguns dos quais publicados apenas postumamente. Uma edição preciosa para os fãs de Hemingway.
A Salvo de Deus de Paulo José Miranda
Editora: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, novembro de 2025
Sinopse: A Salvo de Deus reúne todos os livros de poemas do autor — uma poesia construída «como um fait-divers, onde o essencial vem revelar-se num suceder puramente ocasional, no insignificante que subitamente surge pleno de significado», nas palavras de Rosa Maria Martelo.
«Bonecos para o povo» João Abel Manta, artista revolucionário de Pedro Piedade Marques
Editora: Tinta da China
Sinopse: O primeiro grande estudo da "obra em revolução" de João Abel Manta, reunindo a mais vasta amostra de um trabalho gráfico vivo, que é também o símbolo de uma época.
"Cinco da manhã. Deram-me logo o alarme, liguei o rádio e pus-me à escuta. (…) Fiquei tão entusiasmado que nunca mais parei — comecei, nesse mesmo dia, a fazer tantos bonecos que até sobravam para o dia seguinte!" — João Abel Manta
Em abril de 1974, João Abel Manta já tinha feito uma revolução no cartoon nacional. No ano e meio que se seguiu, juntou essa revolução nas folhas de jornal à que corria pelas ruas, onde o seu cartaz MFA, Povo se tornou num símbolo desses dias.
Passado o tempo das utopias, ainda regressou para nos lembrar os anos de Salazar e avisar da importância de combater esse fantasma — combate que começara ainda na adolescência.
Essa obra em revolução — uma das mais importantes do século XX português — continua viva e tem aqui o seu primeiro estudo.
João Abel Manta nasceu em Lisboa, em 1928, filho dos pintores Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura Manta. Foi arquiteto, desenhador, gravador, ilustrador de livros, cartoonista, cenógrafo e figurinista de teatro, criador de painéis de azulejos e tapeçarias, designer de selos, moedas e cartazes, e pintor. Expôs em Portugal e no estrangeiro — em São Paulo, Lugano, Madrid, Medellín, Tóquio, Leipzig, Berlim e Londres, onde chegou a viver e trabalhar. Foi duas vezes premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
De 1969 a 1979, foi o mais importante cartoonista português em três jornais de referência — sem cobrar um centavo. Tem obra pública de azulejaria e calçada portuguesa em Lisboa e Coimbra. Desde 1982, dedica-se quase exclusivamente à pintura.
cardapio.pt @ 26-11-2025 12:01:00
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