3ª Edição do Festival Periferias chegou

Como prenúncio da Primavera, o “Festival Internacional de Artes Performativas em Sintra – Periferias”, organização do Chão de Oliva, arranca dia 4 de março.

@ 4-3-2014 11:10:10

Ao longo das duas edições já realizadas o Periferias afirma-se como um festival de características únicas no panorama dos festivais de artes performativas em Portugal, e nos países de língua oficial portuguesa. Para isso muito tem contribuído o carácter transversal das linguagens artísticas programadas, a convocação de grupos de diversas localidades - assim como de países de língua oficial portuguesa -, e ainda o facto de ser um festival que não se esgota na apresentação dos espetáculos, antes se prolonga durante o ano inteiro, escorado em protocolos assinados entre grupos e que permitem o intercâmbio e a troca de experiências.

Este ano, para além de grupos portugueses, participarão outros vindo da Galiza, Brasil, Cabo-Verde e Moçambique. De Macau virá uma exposição, ímpar, de marionetas asiáticas – pertencentes ao espólio do futuro museu da marioneta de Macau - que abrirá esta 3ª edição, no dia 4 de março.

Conversas e improvisações periféricas completarão o evento que terá a Casa de Teatro de Sintra como pólo principal, estendendo-se também ao Casino de Sintra e à Vila Alda, tornando, por duas semanas, o Bairro a Estefânia, em Sintra como o centro do dinamismo criativo do concelho e capital da língua portuguesa.

O custo do bilhete para cada um das exibições é de 5 euros encontrando-se à venda na Ticketline e na Casa de Teatro de Sintra, uma hora antes do início dos espetáculos.


PROGRAMAÇÃO

O INCRÍVEL MUNDO DAS MARIONETAS ORIENTAIS
Exposição privada de Elisa Vilaça (Macau)
4 a 16 de Março l 10h-13h / 14h-18h l Vila Alda/Casa do Elétrico

Tem por objetivo este trabalho dar a conhecer um pouco do enquadramento histórico das marionetas no Oriente, assim como o seu processo evolutivo a nível cultural e social. Pretende ainda realçar a importância pedagógica do uso destas, não só a nível do ensino formal e académico mas principalmente ao nível da educação e sensibilização da população. Desta forma, e para que esta breve apresentação possa "aproximar" e explicar duas culturas tão diferentes como a Ocidental e a Oriental, propõe-se expor algumas marionetas orientais (coleção privada de Elisa Vilaça). O objetivo desta exposição, não será portanto a do objeto em si, mas sim ser o suporte de toda uma informação teórica que lhes está subjacente.



MAL-EMPREGADOS
Pela d´Orfeu - Associação Cultural (Águeda)
5 de Março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: Todos

Mal-Empregados é um espetáculo pseudo-sério, pseudo-cómico, absurdo qb e tendencialmente minimal. Dois atores-músicos, aparência por decifrar – farão o quê? -, desafiam-se, revezam-se, fartam-se, tentam sempre outra coisa. Tanto pode resultar como não. Uma caricatura irónica dos especialistas em polivalência. Para se chegar a uma conclusão: mal-empregados!
Interpretação: Ricardo Falcão e Luís Fernandes; Direção de Atores: Ângelo Castanheira; Encenação: Ruy Malheiro e Fernando Mota; Direção Técnica: Rui Oliveira
A d´Orfeu é uma associação cultural que iniciou atividade em 1995 em Águeda com o objetivo de dinamizar atividades culturais através da música e da sua relação com todas as outras formas de expressão. Nos primeiros anos dinamizou energicamente a formação das músicas tradicionais, rurais e urbanas, apresentando inovadores olhares sobre a tradição e organizou espólio documental. Nos anos seguintes, depositou atenção na criação de variadíssimos eventos públicos como os festivais temáticos com a perspicácia constante de apresentar oferta cultural normalmente alternativa em Portugal. A d´Orfeu tem vindo a dedicar-se ao reforço e à dinamização de recursos de apoio à criação e desenvolvimentos artísticos. Geograficamente expandida, tanto pelas relações que foi sustentando local e internacionalmente como pela diversidade de interesses, a associação ultrapassa hoje o seu espaço físico através de todos os seus sócios, amigos, alunos, parceiros, etc., que pela sua atividade multirelacional representam uma vontade muito humana: a de questionar a cultura que temos, baralhar criativamente e voltar a dar.



MATA-DOR
Pela ASTA - Associação de Teatro e outras Artes (Covilhã)
6 de Março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/16

Mata-Dor pretende ser um grito de revolta conta a violência doméstica. Ano após ano o número de vitimas de violência doméstica tem vindo a aumentar, e em mata-dor, pretendemos por a nu este flagelo que alastra a sociedade e percorre todas as classes sociais, não escolhe idades, raças ou religiões. O espetáculo, uma mistura do teatro com a dança pretende passar uma imagem bem real do se passa muitas das vezes mesmo ao nosso lado e nem damos conta. Mata-Dor é um espetáculo com uma forte componente visual carregado de simbolismos, pondo a nu esta prática abominável do Homem ao longo dos tempos. Sem falsos moralismos e sem pudor retratamos em palco a realidade de muitas mulheres que são vitimas da brutalidade dos seus companheiros.
Co-Produção: Asta & Teatrubi; Criação e Direção: Rui Pires ; Texto: Rui Pires a partir de "A Casa do Incesto", de Anaïs Nin; Design Gráfico: Sérgio Novo; Desenho de Luz: Pedro Fonseca e Rui Pires; Assistência Técnica: Fábio Silva; Edição de Som: Paulo Lima; Voz Off: Carmo Teixeira; Guarda-Roupa: Sérgio Novo; Co-Criação e Interpretação: Diana Portela, Gonçalo de Morais e Joanna Santos; agradecimentos: André Costa, Fausta Parracho e Rita Carrilho
A ASTA, estrutura fundada na Covilhã em 2000, tem procurado desde a sua criação, a originalidade e a diferença, tentando alcançar a singularidade na criação, nos métodos e linguagens, reinventado clássicos. Tenta criar formas inovadoras de atuação, pela utilização de novas formas de expressão e das novas tecnologias, consideradas ferramentas de comunicação importantes num campo particularmente rico para a criação artística e cultural. Nos seus catorze anos de atividade a ASTA concretizou projetos bem sucedidos e com um impacto importante, não só na região onde se encontra sediada, bem como um pouco por todo o país e no estrangeiro (Argentina, Brasil, Venezuela, Costa Rica, Marrocos, Espanha, França, Alemanha, Turquia e Holanda), colocando em cena peças de relevante carácter de intervenção social e marcadas pelas novas linguagens e pela transdisciplinaridade.



TRAVESSIAS
Pelo Teatro Por Que Não (Santa Maria, Brasil)
7 de Março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/12

O espetáculo Travessias transpõe questões de um casal adulto para o quotidiano de crianças de rua do Brasil em busca do caminho mais rápido (e mais divertido) para a felicidade. Criada a partir do texto “Oração”, do escritor espanhol Fernando Arrabal, a peça acontece como uma grande brincadeira em conflito com ensinamentos bíblicos, julgamentos sociais, paradoxos entre o bem e o mal, e todas as incertezas de quem busca ´ser feliz´ acima de tudo.
Dramaturgia: O Grupo - baseado em ´Oração´, de Fernando Arrabal; Direção: André Galarça; Elenco: Aline Ribeiro e André Galarça; Iluminação: Felipe Martinez; Sonoplastia: Deivid Machado Gomes; Operação de Som: Juliet Castaldello; Cenário e Objetos Cénicos: Cristiano Bittencourt; Maquilhagem: Aline Ribeiro; Realização: Teatro por que não?
O Teatro Por Que Não? é um grupo de teatro da cidade de Santa Maria - RS, que, desde 2010, busca a diversidade de linguagens por meio do encontro entre as possibilidades criativas das pesquisas desenvolvidas por seus integrantes. O grupo realiza diversas atividades culturais como espetáculos, eventos, cursos, entre outras, acumulando em seu currículo passagens por Portugal, São Paulo, Curitiba, Goiânia, Blumenau, Porto Alegre e várias cidades do interior do Rio Grande do Sul



A CASA ENCANTADA
Pela Companhia de Teatro Constantino Nery (Matosinhos)
8 de Março l 21h30 l Casino de Sintra l Classificação Etária: M/12

A casa encantada é um projeto/performativo com encenação de Luísa Pinto e Dramaturgia de Roberto Merino. Uma viagem por algumas salas do Casino de Sintra, num cruzamento entre o Teatro e Artes plásticas, vivenciando atmosferas diversas em cada cena. Trata-se também de uma instalação cénica a partir de cenografia e adereços de projetos anteriores. Aqui a palavra de ordem é recriar, tirar os objetos do seu contexto inicial e habitá-los de uma outra forma. O mesmo acontece com estas personagens retiradas de encenações anteriores e que surgem aqui numa nova dramaturgia habitando espaços diferentes do seu contexto inicial. Nesta criação encontram-se várias figuras das artes do século XX como Frida Kahlo, Luis Buñuel, Garcia Lorca, Salvador Dali entre outros que deambulam pelos espaços do Teatro numa perspetiva surrealista falando sobre temas comuns a todos nós, o amor, a obra, a vida e a morte.
Projeto Performativo e Encenação: Luísa Pinto; Dramaturgia: Roberto Merino; Intérpretes: Isabel Carvalho, João Costa e Rui David; Direção Musical: Rui David; Desenho de Luz: Bruno Santos; Ilustração, Design e Vídeo: Miguel Santiago Miranda; Coreografia do Tango: Gladys Zalazar e Óscar Zalazar; Produção Executiva: Helena Loza; Operação de Luz: Bruno Santos e Júlio Filipe; Técnicos de Som: Filipe Gonçalves e Pedro Lopes Moreira; Coordenação Gráfica: Joana Filipa; Assistente de Produção: Ana Ferreira e Joana Filipa; Co-Produção: Cine-Teatro Constantino Nery/Câmara Municipal de Matosinhos/Teatro Art´imagem
Desde a sua abertura em novembro de 2008, o Cine-Teatro Constantino Nery tem como principal objetivo promover a afirmação do teatro como pólo cultural dinamizador da cidade, com ela e virada para ela, mas também para a Área Metropolitana do Porto e Região Norte. Através de uma programação regular e diversificada que passa por acolhimentos de espetáculos, co produções e produções próprias, procuramos atingir vários tipos de público, englobando diferentes vertentes das artes cénicas e performativas como teatro, dança, espetáculos de rua, espetáculos musicais e concertos de música clássica. Não descuramos as atividades destinadas especialmente ao público infantil e juvenil procurando manter uma atividade regular com as escolas, com a Universidade e a promoção de teatro de inclusão social. A aposta nas criações próprias, numa média de duas por ano, tem contado com a colaboração de reconhecidos autores contemporâneos. Estas criações circulam por todo o país e além-fronteiras, nomeadamente em digressões no Brasil desde a abertura deste teatro. A língua portuguesa está subjacente aos contactos que privilegiamos com os grupos nacionais e dos países de expressão portuguesa, motor de diálogo intercultural, de trocas de experiências internacionalizando este Teatro.



O LOBOLO
Pelo Grupo de Teatro Haya Haya (Beira, Moçambique)
9 de Março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: Todos

O lobolo é uma peça de teatro que retrata uma história tipicamente moçambicana, trata-se de uma moça que é obrigada pelos pais a casar-se com quem que não ama, e a sua vida torna-se um autêntico inferno. A situação torna-se pior pelo facto dela não conseguir ter filhos que seu marido tanto queria ter e a culpa recai sobre ela. A sogra e o marido maltratam-na e ela não podia voltar para casa de seus pais por ter sido lobolada.
Diretor Artístico: Lúcio Chiteve; Adaptação: Grupo de Teatro Haya-Haya a partir do original Sulemane Cassamo “O Regresso do Morto”; Encenação: Elaboração Conjunta; Atores: Calene Custumes, Anibal Chiteve, Idalopina Francisco e Cristina Maria Pascoal; Técnicos: Vitorino Chimica e Zacarias Luís; Sonoplasta: Natérrcio Bazo; Participação: Grupo Cultural Tafica



O FEIO
Pela Jangada Teatro (Lousada)
12 de março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/12

Todos lhe chamam feio e correm-no à patada. Cansado de tanta humilhação, vai-se embora, cantando o seu infortúnio. Nunca teve amigos. Um dia, faz a sua primeira amizade. De repente, pum… o seu amigo é corrido a chumbo. O feio fica sozinho. Ninguém o quer… mete nojo aos cães. O tempo passa, e o feio fica bonito… O Feio, é inspirado no universo da Banda Desenhada, onde se fundem pictoricamente o 2D das marionetas com o 3D dos atores, numa simbiose perfeita com a música e o canto ao vivo.
Dramaturgia e Encenação: Luiz Oliveira; Interpretação: Cláudia Berkeley, Luiz Oliveira e Vítor Fernandes; Música Original e Pianista : Ricardo Fráguas; Bonecos: Luiz Oliveira; Cenografia: Xico Alves; Figurinos: Susana Morais; Construção de Cenografia e Adereços: Joaquim Cunha; Desenho de Luz: Nuno Tomás
Jangada teatro iniciou as suas atividades em 1999, sedeando-se no Auditório Municipal de Lousada, onde tem o seu espaço de trabalho, artístico e administrativo, cedido pela autarquia local. Neste espaço a companhia desenvolve todas as suas atividades, abrindo a partir daí o leque de apresentação do seu trabalho em Portugal e no estrangeiro. Como linha primordial de trabalho, assente sobre uma estética heterogénea, tem pretendido mostrar alguns dos melhores autores e criadores nacionais e internacionais, dos quais se destacam: Manuel António Pina, Gil Vicente, António Torrado, António Tabucchi, Sophia de Mello Breyner Andresen, Almada Negreiros, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Valter Hugo Mãe, Almeida Garrett, Luís de Sttau Monteiro, David Auburn, Molière, John Mowat, João Miranda, entre outros. A acrescentar ao seu método, iniciou em 2002 a pesquisa formativa e performativa de formas animadas. A fusão das marionetas com o ator no mesmo palco, a par da música ao vivo, tem vindo a revelar-se uma das grandes mais-valias do projeto Jangada. A própria multidisciplinaridade da Jangada teatro permite-lhe, deste modo, uma maior abrangência ao nível geral das artes de palco. O forte cariz de itinerância e o intercâmbio regular com outras estruturas artísticas nacionais e internacionais vêm reforçar a sua posição e afirmação no contexto global do mundo do espetáculo.



COISA DE MULHER
Pel´As Caixeiras - Companhia de Bonecas (Brasília, Brasil)
13 de março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: Todas as idades

- Priscila, a perereca: inspirado na linguagem de história em quadrinhos, conta a história de uma perereca que encontra um belo desconhecido e que este lhe pede para transforma-se em uma princesa. Nesse encontro Priscila mostra ao desconhecido que as histórias de princesas e sapos nem sempre têm um final feliz.
- Ataque de nervos: conta a história de uma mulher tendo um ataque de nervos devido ao seu quotidiano. Nesta situação a mulher irrita-se com as coisas mais simples da vida, saindo de si e afastando-se do seu eu interior.
- Mensagem: inspirada nos contos de Carlos Galleno é uma caixa interativa onde o espetador pode participar da história por meio do convite feito pela cigana.
Bonequeiras: Amara Hurtado, Jirlene Pascoal, Mariana Baeta; Bonecos e Cenografia: As Caixeiras – Cia. de Bonecas; Trilhas-Sonoras: Kiko Freitas
Formada pelas atrizes e bonequeiras Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta, As Caixeiras - Cia. de Bonecas foi criada em 2007, em Brasília, Distrito Federal, com o objetivo de pesquisar o teatro de formas animadas, sendo o primeiro grupo teatral do DF de Teatro Lambe-Lambe ou Teatro de Caixas. Além disso, oferecem oficinas, vivências e sensibilizações para atores e público em geral como repasse de seus conhecimentos e práticas artísticas.



BARAFUNDA
Pelo Te.Atrito (Faro)
14 de março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/12

Qualquer texto de Raul Brandão é sempre mais pertinente hoje do que amanhã. Qualquer ato teatral que parta do Algarve, onde não falta vontade para a criação mas nem sempre abundam os meios que permitem desenvolver o trabalho artístico, é urgente e por isso mais pertinente hoje do que amanhã.
E assim nasce este projeto. Este espetáculo é inspirado na peça “O Doido e a Morte”, de Raul Brandão.
Encenção: João de Brito; Assistência de Encenação: Tânia Silva; Interpretação: André Canário, Laura Pereira, Pedro Monteiro; Desenho de Luz: João de Brito; Realização Vídeo-Documentário: João Marco; Design Gráfico: Bruno Silva (bua); Produção: Lama e Te-Atrito.
Te-Atrito é um grupo de Teatro que assume o papel essencial dos atores nas opções estéticas e na construção das personagens que, por sua vez, vão definindo ensaisticamente a estrutura dramática das cenas. A liberdade criativa dos intérpretes na experimentação coletiva de ideias e textos e a simplificação dos figurinos, cenários e adereços permitem reforçar este propósito de centrar a ação no ator. Criado em Outubro de 2005, é formado por quatro teatro-amadores com experiências e modos de trabalhar diversificados. Atores, encenadores, dramaturgos, figurinistas. Porque estarmos todos e de todas as formas envolvidos no processo criativo não é apenas a sublimação conceptual do teatro pobre. É o teatro possível na liberdade que hoje é possível, com o que isso pode custar.



ESQUIZOFRENIA
Pelo Grupo Teatral Craq´otchod (Mindelo, Cabo-Verde)
15 de Março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/16

O grupo teatral Craq´ Otchod com a forte componente social que a caracteriza cria o Projeto "Esquizofrenia" no sentido de tentar contribuir para a minimização dos estigmas sociais que existem a volta deste transtorno. Há muito que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de "isolar para conhecer e tratar" por se mostrar ineficaz como meio de tratamento e desumano para o lema "Cuidar sim, excluir não". A quem diga que escreves o que no fundo és, ou a pessoa de si mesma. E muitos considerados diabólicas expansivos. E muitos fechados a remédios até a sucumbição social antes mental, a pano branco e ferro frio verde com cintas a masmorra, um cérebro nos limites invicto em volta de cérebros iniciáticas invisíveis e invisos.
Interpretação: Renato Lopes; Texto, Dramaturgia e Direção: Edilson Fortes (dy); Assistência: Moisés Delgado & Gielinda Rodrigues; Figurinos: Coletivo; Cenografia: Fernando Morais, Aníbal Delgado e Paulo dos Reis; Desenho de Luz: Coletivo; Som: Tó Almeida; Luz: Nelo.
O grupo teatral Craq´ Otchod nasceu em Julho de 2008 no âmbito do projeto socio-cultural "GrinheCim. La Casa delle Arti e dei Mestieri" promovido por uma rede de associações Italianas, em parceria com associações e instituições locais. Como explica o nome, o grupo está ligado à comunidade de Ribeira de Craquinha, seja porque a maioria dos seus elementos moram na zona, seja porque a formação teatral se integra nas actividades promovidas pelo Centro de Protagoniosmo Juvenil de Ribeira Craquinha. A particularidade desta nova companhia teatral é a forte componente social que a caracteriza: Craq´Otchod não tem como único objetivo a realização de espetáculos; o seu trabalho é essencialmente baseado num continuo intercâmbio e confronto entre os seus participantes. A força do grupo assenta no desenvolvimento duma experiência de auto-organização e participação ativa que sai da cena para contagiar a vida de cada um. Por isso, além de favorecer o desenvolvimento das competências técnicas e criativas, o teatro torna-se sobretudo um instrumento para descobrir as infindas possibilidades do próprio corpo, difundir confiança, construir ligações e favorecer a cooperação, estimulando a auto-consciência de cada pessoa e a abertura para os outros, no sentido do desenvolvimento da comunidade.



AS POMBAS DE CARBOEIRO
Pelos Fantoches Baj (Pontevedra, Galiza)
16 de março l 21h30 l Casa de Teatro de Sintra l Classificação Etária: M/8

As Pombas de Carboeiro é um metarrelato que conta como um frade tenta convencer, com a sua história, um batalhão do exército napoleónico para que os soldados não saciem sua fome com a população de pombas mensageiras do mosteiro. O frade, para ilustrar seu relato, usa as cartas do Tarot de Marselha com que os soldados franceses se entretinham. Com trinta e três dessas cartas ampliadas, como uma imagem do kamishibai, relata-se o que disse o frade aos soldados. Uma mistura de história medieval com contos, cantos, lendas e romances antigos que tem como protagonistas a Cervela de Bonaval e Octavia.
Autor e Diretor: Inacio; Composição Musical: Benxa Otero; Atores Músicos: Inacio e Benxa Otero; Cenografia: Luís Iglesias; Figurinos e Adereços: María Chenut; Registo de Vídeo: Tingalaranga; Imagem Gráfica: Iván Suárez; Arranjos Gráficos: Alvarellos s.l; Distribuição: Urdime
Fantoche Baj é uma companhia criada inicialmente em Portugal por Inácio em 2006. Desde então o seu campo de interesse centra-se no teatro de fantoches entendidos de uma forma abrangente. Desde a proposta mais tradicional dos bonecos de luva e varinha do primeiro espetáculo, "Tio Miséria" (2007), a uma progressiva abertura a outras formas mais contemporâneas do teatro de objectos como no espetáculo "O espanto" (2010) ou a utilização do kamishibai japonês no espetáculo "As pombas de Carboeiro".



CONVERSAS E IMPROVISAÇÕES PERIFÉRICAS
Mais do que um festival de espetáculos em cartaz que se esfuma no final da programação, o Periferias quer ser (já é) um festival que perdura no tempo, através do conhecimento direto de outras realidades artísticas/organizativas, da partilha de experiências, da troca de saberes, do desenho de intercâmbios e parcerias, da criação de afetos entre participantes.
Se ao longo do festival, nos encontros informais, na espera no foyer, à mesa das refeições, a conversa entre participantes, e entre participantes e público, naturalmente fluirá, escolhemos as terças-feiras, depois do jantar, para juntarmos os grupos, e os convidados, num espaço acolhedor, dos muitos existentes em Sintra, para à roda de uma mesa, de chávena ou copo na mão, se soltarem conversas daquelas que puxam outras. São as “conversas periféricas”, mais um fio no tecer de uma teia de afetos que caracteriza o Periferias.
Também queremos alargar os locais de representação saindo dos condicionalismos do palco e do espetáculo que cada grupo traz e incluir no roteiro do Periferias. Outros espaços frequentados por pessoas que até podem desconhecer a existência do festival… Daí o desafio aos grupos e aos seus elementos para uma noite de improvisações, a solo, só de um grupo ou induzindo a participação dos presentes, grupos ou meros frequentadores, numa dinâmica inclusiva, divertida e criativa.
Com o lançamento do Periferias, o Chão de Oliva continua a privilegiar a criação artística como forma de intervenção alargada na comunidade, e os laços humanos solidários como raízes por onde se alimenta essa mesma intervenção.
Assim nos dias 4 e 11 de março, pelas 21h, no restaurante Sopa d´Avó (junto à Casa de Teatro) uma conversa aberta com os grupos participantes no festival marcará o início da semana de espetáculos e nos dias 5 e 12 de março, no Legendary Café (junto aos Paços do Concelho), pelas 23h30m, um conjunto de improvisações por elementos dos grupos participantes no Periferias, fará o encerramento da noite.

Mais informações: 

Site: www.chaodeoliva.com 

Telefones: 21 923 37 19, 91 926 32 56

Email: chaodeoliva@chaodeoliva.com

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