Nery fora de portas

Espetáculos produzidos pelo Cine-teatro Constantino Nery agora em Sintra, Felgueiras e Famalicão.

Desde a sua reabertura a 15 de novembro de 2008, o Cine-teatro Constantino Nery, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, tem vindo a apostar em produções próprias e/ou em parcerias, inserindo-as regularmente na sua programação (em média duas por ano).

cardapio.pt @ 6-3-2014 14:46:35

As constantes lotações esgotadas em Matosinhos levaram estas criações a circular por todo o país e além-fronteiras, nomeadamente no Brasil.

O mais recente convite partiu de Sintra. O espetáculo “A Casa Encantada” sobe ao palco já no próximo sábado, dia 8 de março, pelas 21h30, no Casino de Sintra, integrado na 3ª edição do “ Periferias”- Festival Internacional de Artes Performativas.

Depois de esgotar a sala do Cineteatro Constantino Nery, em Matosinhos, e o Teatro das Beiras, na Covilhã, esta peça integrou, em 2012, o Festival Lusófono, VII Circuito de Teatro Português, em S. Paulo, no Brasil.


“A Casa Encantada” é um projeto performativo com encenação de Luísa Pinto e Dramaturgia de Roberto. Trata-se de uma instalação cénica, num cruzamento entre o teatro e as artes plásticas, inspirada no filme homónimo de Alfred Hitchcock, de 1945, onde o ator procura uma relação próxima com o espectador. Em Sintra, várias figuras das artes do século XX como Frida Kahlo, Luis Buñuel, Garcia Lorca, Salvador Dali, personagens retiradas de encenações anteriores, deambulam pelas várias salas do casino, falando de temas como o amor, a obra, a vida e a morte.

Ainda durante o mês de março, nos dias 14 e 15, o espetáculo de homenagem a Charlie Chaplin, “A elegante melancolia do crepúsculo”, estará nos palcos do Românico na Casa das Artes de Felgueiras. O teatro, a música e o cinema cruzam-se em palco em torno de três grandes obras de cinema de Chaplin que, no fundo, constituem um marco na História do cinema. São elas: “Luzes da Cidade”, “O Grande Ditador” e “Luzes da Ribalta”.

A música está presente em todo o espetáculo. À semelhança do cinema mudo, o piano narra a ação como se de um segundo texto se tratasse. A música, interpretada ao vivo, interage com a ação em palco, mas também na tela. Para esta peça, foram criados pequenos filmes que são exibidos numa tela que funciona como uma espécie de espelho de “Alice no país das maravilhas”.

“A elegante melancolia do crepúsculo”, com encenação de Luísa Pinto e dramaturgia de Roberto Merino, segue depois para a Casa das Artes de Famalicão, subindo ao palco no dia 29 de março, pelas 21h30, no Grande Auditório.

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