10/5/2019 a 18/5/2019 Dança Invisível 2019 – Ciclo de Dança Contemporânea no Sobralinho

Dança Invisível 2019 – Ciclo de Dança Contemporânea é uma iniciativa da Inestética - Associação Cultural de Novas Ideias que decorre nos fins de semana de 10 a 19 de maio no Palácio do Sobralinho, em Vila Franca de Xira.

cardapio.pt @ 8-5-2019 16:45:53

Do programa fazem parte cinco espetáculos que pretendem dar a conhecer ao público algumas das últimas tendências da dança contemporânea a nível nacional e internacional.

O festival começa na sexta-feira, dia 10 de maio, com "MIRAGEM:(.404)", performance do brasileiro Renann Fontoura. No dia seguinte, Rafael Alvarez apresenta "No Intervalo de uma Onda",  um um diálogo silencioso de escuta e de observação. Na semana seguinte, Miguel Pereira apresenta LANO KAJ NEĜO, * peça que se debruça sobre a obra de Ferreira de Castro “A Lã e a Neve”, um símbolo para a identidade social e cultural da região da Beira Interior. 

Para o último dia do festival, 18 de maio, estão reservadas duas apresentações. Bruna Carvalho apresenta a sua performance "E.LE.MEN.TO" seguida de uma versão do laboratório LA GALLADA DEL TOCHE  na qual os artistas trabalham com pássaros em condições de liberdade restrita e pássaros selvagens, ambos temporariamente amestrados. 

O bilhete para cada espetáculo tem o valor de 7,50 euros. Há também um passe para os 5 espetáculos disponível pelo valor de 20 euros.

"MIRAGEM:(.404)" Renann Fontoura Sex 10 Maio 21:30 M/6

Partindo da ideia de informação como restrição, a performance convida o público a preencher os espaços sombreados por bordas maleáveis que se formam , reformam, viram a direita, balance point, acelera, muda o foco e sobra, isola a cabeça, volta pro tronco, acelera e salta dentro do imaginário de cada um . Um corpo que usando de uma linguagem alimentada por estímulos de signos que se repetem no cotidiano comum; posições extraídas de diferentes situações que dentro de uma “ lógica “ pessoal muitas vezes se dispersa e volta, aceita o ponto de dispersão e o inclui no não disperso, cria uma ficção (não) narrativa ou apenas te faz pensar em o que aconteceu durante o dia , quais roupas precisam ser lavadas ou ainda gerar uma vontade de rolar o feed de alguma rede social.

Criação e Interpretação: Renann Fontoura 
Música: Ryoji Ikeda – Space 
Aconselhamento Artístico: Sofia Dias & Vitor Roriz
Direção Técnica: Zeca Iglésias
Foto: Vitorino Coragem
Produzido no âmbito do PACAP 2 / Fórum Dança


"No Intervalo de uma Onda" Rafael Alvarez Sab 11 Maio 21:30 M/6

"No Intervalo de uma Onda" revela-se através de um diálogo silencioso de escuta e de observação. A experiência estética do exercício da viagem materializa-se numa escrita coreográfica e plástica do invisível, do indizível, do imanente, do efémero, do frágil e do intuitivo. Nesta primeira viagem a Tóquio coleccionam-se e cruzam-se referências e impressões, obras e narrativas que alimentam o espólio de imaginários e imagens em torno do país do Sol nascente. A partir do meu olhar exótico deixo-me guiar pela acumulação de lugares comuns e clichés de uma certa imagem (ocidental) do Japão e simultaneamente mergulho num mar de descobertas e revelações engolido pela megalópole de Tóquio. Uma imagem iniciática motiva a criação deste solo, permanecendo invisível, mas presente ao longo do projeto – “A Grande Onda de Kanawaga”, obra icónica do pintor japonês Hokusai criada em 1830 e reproduzida a partir de meados de 1870 através de uma série de litografias partindo da técnica tradicional de estampa japonesa, conhecida por ukiyo (literalmente, “mundo flutuante”). Neste mundo flutuante nada é demasiado pequeno ou insignificante para deter a nossa atenção. Este solo de sombras, evocações e máscaras cuja onda de Hokusai permite corporalizar é um convite duplo à viagem e à quietude.

Direcção Artística, Coreografia, Interpretação, Cenografia, Vídeo e Figurino: Rafael Alvarez
Direcção Técnica e Desenho de Luz: Nuno Patinho
Colaboração Artística (interpretação vídeo): Kotomi Nishiwaki
Gestão e Produção: BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Fotografia de Cena: Elisabeth Vieira Alvarez

Coprodução: Festival Temps d’Images/Duplacena e BODYBUILDERS
Apoios em Residência: Ryogoku Bear (Tóquio), Ko Murobushi Archive (Tóquio), Micadanses (Paris), Le Carreau du Temple (Paris), Teatro Municipal do Porto Campo Alegre (Porto), EIRA / Teatro da Voz (Lisboa), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo)
Apoios: Negócio / ZDB (Lisboa), Ryogoku Bear (Tóquio), BUoY Arts Centre (Tóquio), TPAM 2018 / BUKATSUDO (Tóquio)
Parcerias: Escola das Artes / Universidade de Évora, Escola Superior de Artes e Design – Caldas da Rainha / Instituto Politécnico de Leiria, Escola Superior de Dança / Instituto Politécnico de Lisboa
Apoio à Internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
Projecto WAVE apoiado pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

"Lano Kaj Neĝo" ASTA / Miguel Pereira Sex 17 Maio 21:30 M/12

Lano kaj Neĝo* debruça-se sobre a obra de Ferreira de Castro “A Lã e a Neve”, um símbolo para a identidade social e cultural da região da Beira Interior, para além de ser uma referência da literatura nacional.
Interessou-me encontrar um veículo que servisse por um lado o contexto local e ao mesmo tempo projetasse as questões e anseios da nossa humanidade.
A peça acompanha o percurso de Horácio, de pastor em Manteigas ansiando um dia reunir as condições financeiras para poder ter a casa que sonha para viver com a sua família, até se tornar tecelão numa fábrica na Covilhã e confrontar-se com a dura realidade do operariado.
Enquadrada nos anos 40 do séc. XX, durante o período da Segunda Guerra Mundial e com a ditadura em Portugal como pano de fundo, olha-se para a serra isolada e para as condições precárias em que vivem aqueles serranos, e olha-se para o auge do mundo industrial e têxtil na Covilhã onde o trabalho se torna uma reivindicação social importante. Ferreira de Castro coloca-nos perante a busca incessante dos homens e das mulheres por melhores condições de vida, esperando que um dia chegue esse tal “mundo novo” a que todos aspiram.

*A Lã e a Neve na língua esperanto. O esperanto é referido na obra, através de um personagem emblemático e fulcral para a narrativa, Marreta, que representa a busca dos ideais progressistas que Ferreira Castro subliminarmente insere. O esperanto é uma língua artificial criada como uma tentativa de projetar uma língua universal.

Direção: Miguel Pereira
Interpretação: Bruno Esteves, Carmo Teixeira, Sérgio Novo
Consultadoria Artística: Miguel Rainha
Desenho de luz: Pedro Fonseca/coletivo ac
Figurinista: Jorge Mendes
Produção e Comunicação: Rui Pires
Assistência de Produção e Comunicação: Helena Ribeiro
Produção: ASTA

Coprodução: Câmara Municipal da Guarda, Câmara Municipal de Gouveia, Freguesia de Famalicão, Teatro Municipal da Guarda, Cine Teatro de Gouveia, Casa da Cultura de Famalicão
Apoios: Câmara Municipal da Covilhã, IPDJ, Oriental de São Martinho 
Agradecimentos: Museu de Lanifícios (Covilhã), New Hand Lab (Covilhã), Museu do Meio (Meio)

A ASTA é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGArtes – Direção Geral das Artes


"E.LE.MEN.TO" Bruna Carvalho Sab 18 Maio 18:00 M/6

“Gostava de me tornar vento. De me tornar água. De fluir em formas indefinidas. Sem procurar. Sem encontrar. 
Gostava de não usar palavras. Nem pensamentos. De ser vibração no céu da noite. Vibração de silêncios que ocupam o espaço até às estrelas. 
Gostava de seguir sendo. Como murmúrio da terra às primeiras linhas de fogo. Como a viagem de uma folha da copa até ao chão. Chuva em queda livre. Onda de calor nas dunas de areia. 
Gostava de ser energia. E esquecer-me. Ser elemento em liberdade.” 
Bruna Carvalho

Criação e Interpretação: Bruna Carvalho
Música Original: Bruna Carvalho
Gravação e Apoio Técnico: Zeca Iglésias
Desenho de Luz e Direção Técnica: Zeca Iglésias
Adereço de Cena: Zeca Iglésias, Bruna Carvalho
Imagens Promocionais: Nelson de Castro, Bruna Carvalho
Vídeo: Nelson de Castro, Jorge Pinto
Produção: Carolina Martins, Bruna Carvalho
Documentação/Investigação: Telma João Santos

Apoio: Forum Dança Associação Cultural; BLX – Biblioteca de Marvila; Palcos Instáveis: Companhia Instável / Teatro Campo Alegre – Teatro Municipal do Porto; República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes; Fundação GDA


"La Gallada del Toche" Alberto Baraya / Sylvia Jaimes Sab 18 Maio 18:00 M/6

Lab. 3
Sylvia Jaimes, Alberto Baraya, Helena Reis, Bojan Mucko

Nesta versão do laboratório La Gallada Del Toche os artistas trabalham com pássaros em condições de liberdade restrita e pássaros selvagens, ambos temporariamente amestrados. 
A Gallada conta com uma equipa de especialistas que estarão prontos a prestar os seus serviços de interpretação numa sessão aberta do laboratório.
Os resultados serão apresentados numa montagem interdisciplinar.

Informações

Datas: 10 a 18 de maio de 2019

Local: Palácio do Sobralinho - Vila Franca de Xira

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cardapio.pt @ 8-5-2019 16:45:53


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