Novidades Livros (22 a 28 de abril de 2021)
cardapio.pt @ 21-4-2021 18:40:55
"O Deus das Moscas Tem Fome" de Luís Corte Real
Editor: Saída de Emergência
Sinopse: Quem é Benjamim Tormenta, o famoso detetive do oculto que se move na Lisboa do século XIX?
Benjamim Tormenta. Figura elegante e misteriosa, tanto é avistada nos salões luxuosos da capital como nas ruelas decadentes de Alfama, em palacetes de Sintra ou casas de ópio de Macau. Cruzando-se com figuras como o rei D. Luís, Fontes Pereira de Melo ou Eça de Queiroz, ele usa as suas habilidades na Lisboa secreta: a dos deuses negros convocados por burgueses ociosos, das aberrações vindas do outro lado do Cosmos, dos livros amaldiçoados e da mais perigosa sociedade secreta do império português: a Irmandade da Serpente Verde.
O que poucos sabem é que também Tormenta esconde um segredo tenebroso. Preso no seu corpo pela magia de muitas tatuagens está um demónio milenar que se quer soltar e espalhar a destruição, primeiro em Lisboa e depois no mundo
"Nós, os Romanov - A história secreta de uma dinastia" de Grão-Duque Aleksandr Mikhailovich
Editor: Alma dos Livros
Sinopse: A mais poderosa e polémica família imperial dos tempos modernos deixou de governar a Rússia há mais de um século. Ao compilar as suas memórias das cinco décadas que antecederam a fatídica revolução de fevereiro de 1917, o Grão-Duque Aleksandr Mikhailovich, membro da poderosa família Romanov, oferece-nos um olhar privilegiado sobre os derradeiros dias do Império Russo e sobre a tragédia que envolveu a família.
Aleksandr era primo, cunhado, conselheiro e amigo íntimo do Czar Nikolai II (cresceram juntos). Partilhou com ele alguns dos momentos mais decisivos da História. Nós, Os Romanov é um relato fascinante, um testemunho em primeira mão dos últimos dias do império. O grão-duque, homem inteligente e equilibrado, foi capaz de descrever um pedaço da História extremamente importante de uma perspetiva honesta e privilegiada que, de outra forma, teria sido perdida.
"O Homem que Plantava Árvores" de Jean Giono
Editor: Alma dos Livros
Sinopse: O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono, é uma narrativa breve, mas brilhante, uma verdadeira joia recheada de mensagens ecológicas e humanistas, que alcançou um enorme sucesso mundial. É uma parábola sobre a missão do ser humano no planeta e das virtudes da sua ação positiva sobre o meio onde vive. Conta-nos a história de um homem que, com o seu esforço solitário, constante e paciente, transforma a região onde vive num lugar especial. Com as próprias mãos e uma generosidade sem limites, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável. Lembra-nos de como as nossas pequenas ações diárias podem ter um grande impacto com o decorrer dos anos. Um verdadeiro hino de esperança, de generosidade, de fé, de humildade, de perseverança e de amor à vida. Um livro para manter por perto sempre para lhe animar o espírito em qualquer momento em que esteja a pensar em desistir.
Saberá, por exemplo, que:
* É possível que as ansiedades e as fobias passem de geração em geração numa família?
* Os genes e os recetores do prazer e da recompensa do cérebro determinam quanto comemos?
* Conseguimos «farejar» o parceiro sexual ideal graças aos genes que dão à nossa prole a melhor probabilidade de sobrevivência?
"Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio" de Julieta Monginho
Editor: Porto Editora
Sinopse: Um dia – na realidade, num somatório de dias –, uma criança decide empreender uma viagem. A ideia é fugir de uma vez por todas: já não lhe bastam as visitas periódicas ao Rijksmuseum de Amsterdão para brincar com o cão Puck, em exibição na sala 1.15, ou as escapadelas ao moinho do outro lado da casa amarela. A braços com uma família disfuncional assente num triângulo desamorável formado por foragidos – do amor, do talento, dos traumas de uma infância reprimida e passada no Portugal rural –, a fuga de Leo é quase um imperativo moral, uma imposição hereditária. Do outro lado da fuga, o dilúvio, o mais universal dos mitos, oferece às personagens, vítimas da lógica e dos paradoxos das suas vidas, e a nós, leitores, essa possibilidade de, purificando a humanidade, abrir caminho ao renascimento e à renovação.
"Relógios sem Ponteiros" de Joana Neto
Editor: Editorial Novembro
Sinopse: «(…) com este Relógios sem Ponteiros - um título a lembrar um filme do Bergman - e a maravilhar-me, desta vez, com a sua prosa.
Há aqui textos que me apetece dizer em voz alta, pôr em cena, partilhar.Uns, mais ansiosos, caminham ao ritmo de uma toada de afazeres. Outros, mais cautelosos, parecem mergulhar no nosso íntimo. O Congresso e Botão Armado abrem o livro. A leitura passa a ser uma emergência. Até à última palavra.
Gosto de livros, mas não sei escrever sobre eles. Mas gosto de os discutir, particularmente os que nos questionam e nos convocam para diferentes leituras. E gosto daqueles que me proporcionam imaginar como resultariam em teatro. Ou em cinema. E gosto de contos. E de textos curtos. E este novo livro Relógios sem Ponteiros é um pouco de tudo isto, escrito com sensibilidade, generosidade e inteligência.
Relógios sem Ponteiros volta a ser, também, um livro de amor, "para escrevermos amor em beijos secretos bordados na penumbra".
Há encontros, desencontros e esperas, "um chá ocasional adormecido em biscoitos". E memórias, muitas memórias. Há tanta sinceridade nestes textos.
Vou ler novamente. Ao som de um vinil. Dos Beatles, talvez.»
In prefácio Relógios sem Ponteiros
Mário Moutinho (Ator)
"O Reino" de Emmanuel Carrère
Editor: Tinta da China
Sinopse: O Reino conta a história dos primórdios do cristianismo e de como dois homens, Paulo e Lucas, transformaram uma pequena seita de judeus, liderados pelo seu messias crucificado, numa religião que em três séculos minou o Império Romano e depois conquistou o mundo, tornando-se um enorme e perene sucesso.
Pela mão de Emmanuel Carrère, acedemos ao mundo mediterrânico do Século I, numa trama histórica habilmente entretecida (afinal, não havia assim tanto sossego nos domínios da pax romana…), que é ao mesmo tempo uma meditação sobre o que é verdadeiramente o cristianismo, e em que medida nos interpela ainda hoje, crentes e não-crentes. Tal como em todos os seus livros desde O Adversário, o autor envolve-se totalmente nesta história, com a sua reconhecida honestidade e recusa de autocensura. Carrère foi um cristão fervoroso, um católico praticante, talvez até num grau excessivo, até deixar de crer. Assim, é a sua própria história que reconhecemos mais uma vez como pano de fundo, com todas as suas angústias e questionamentos, enquanto constrói um livro divertido e sério, animado e introspectivo, erudito e mundano.
"Recordações da Casa dos Mortos" de Fiódor Dostoiévski
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Em Recordações da Casa dos Mortos, Dostoievski narra a sua experiência de cinco anos de prisão siberiana. Ele fora preso em Abril de 1849 e condenado à morte por actividades contra o governo como membro do Círculo Petrashevski. A 22 de Dezembro, colocado diante de um pelotão de fuzilamento, viu a ordem de execução comutada no último momento por trabalhos forçados na Sibéria.
Os acontecimentos são contados do ponto de vista de Aleksandr Petróvitch Goriántchikov, que assassinou a mulher no primeiro ano de casamento e vai descrevendo as conversas, experiências e sentimentos dos outros presos.
Dostoievski fala da perda de liberdade, da solidão, do frio, dos trabalhos forçados e do carácter daqueles com quem conviveu, que, apesar de criminosos, descreve com humanidade, demonstrando admiração pela sua energia, engenhosidade e talento. Isto apesar dos seus ódios, astúcias, falta de escrúpulos e delações.
"Dom Quixote" de Miguel de Cervantes e Philippe Djian
Editor: Editorial Caminho
Sinopse: Cervantes escreveu um dos romances mais aclamados da história da literatura mundial.
Apaixonado pela leitura de romances de cavalaria, o fidalgo Dom Quixote acredita ser um cavaleiro andante. Montado no seu cavalo Rocinante parte à procura de histórias fantásticas, equipado com uma armadura em cartão, e levando no seu coração a amada Dulcineia.
Lutará contra cavaleiros imaginários em heroicos combates e até contra moinhos de vento. Sancho Pança, o seu fiel escudeiro, irá juntar-se-lhe nesta viagem diferente e até um pouco louca.
As suas improváveis aventuras levam os dois companheiros por uma viagem surpreendente através de Espanha.
"Sobreviventes" de Alex Schulman
Editor: Porto Editora
Sinopse: Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?
Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido.Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe.
O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?
Anos mais tarde escreveria o extraordinário bestseller Rodeado de Idiotas. O livro é um guia de relacionamentos centrado num sistema que atribui uma cor a cada uma das personalidades tipo: vermelho (dominância), amarelo (inspiração), o verde (estabilidade) e azul (capacidade analítica). Há, no entanto, pessoas que não se reconhecem em nenhuma das cores. Agem como camaleões, e espelham a personalidade das vítimas para melhor as manipularem. Por outras palavras, são psicopatas. E este livro mostra como lidar com eles.
O autor volta a usar o sistema cromático DISA (criado pelo psicólogo William Marstom), não tanto para desmascarar os predadores (que não têm cor) mas sim para melhor identificar as forças e fraquezas das potenciais vítimas. Ou seja, se eu for amarelo, qual é a minha maior vulnerabilidade? E que armas poderei usar para me defender?
"Cinco destinos negros" de Kendare Blake
Editor: Porto Editora
Sinopse: O destino da ilha de Fennbirn está nas mãos das suas rainhas. Das vivas e das mortas.
Mirabella regressou à capital, anunciando uma trégua. Será verdadeira?Katharine governa Fennbirn, com grande prejuízo pessoal. Mas, até quando?
Arsinoe carrega a enorme responsabilidade de levantar a névoa que assombra a ilha. Será capaz?
As rainhas mortas avisam Katharine de que não deverá confiar na irmã, Mirabelle. Que objetivos as unem?
Nesta conclusão de Três Coroas Negras, os segredos da história de Fennbirn são postos a nu, e as rainhas enfrentam-se pela última vez, pelo domínio da ilha.
Poder ou paz – qual deles vencerá?
"A História que eu Queria Contar... - Colectânea de contos"
Editor: Tecto de Nuvens
Sinopse: A história que eu queria contar… - ou qualquer das expressões que lhe são sinónimas - é das frases que mais ouvimos. Pode ser uma realidade factual, uma ficção que serve de moralidade há vários séculos, pode ser um daqueles conteúdos transversais no tempo e espaço.
E tanto pode ser uma pessoa específica (real), como uma daquelas personagens, fruto da imaginação (e frequentemente do medo), comuns a tantas civilizações. Em comum, a vontade de partilhar a história, o ensinamento e, muito frequentemente, uma autorreflexão decorrente da mesma.
Este livro pretendeu dar a oportunidade de fixar no papel essas histórias, sendo que muitas delas têm vivido na tradição oral, e outras têm tido como cofre a memória de quem as conta.
O privilégio da palavra escrita é ser veículo, não só de divulgação, mas também de transporte para outros mundos, realidades e experiências, ora muito próximas das contadas ou tão diferentes que poderiam vir de um universo paralelo.
cardapio.pt @ 21-4-2021 18:40:55
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