9/7/2020 a 10/7/2020 37.º Festival de Almada - Programa do segundo fim de semana

O 37.º Festival de Almada prossegue esta semana com destaque para os espetáculos Castro, pelo Teatro Nacional São João, e Uma solidão demasiado ruidosa pelos Artistas Unidos.

cardapio.pt @ 8-7-2020 17:10:35

"Castro", de António Ferreira

"Castro", de António Ferreira

Na quinta-feira, dia 9, regressam os espectáculos com o Teatro Nacional São João,do Porto, que apresenta Castro, de António Ferreira, com encenação de Nuno Cardoso, na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite. Antes, às 18h, na Escola D. António da Costa, Nuno Cardoso vai estar no colóquio que será moderado por Teresa Albuquerque. 

Escrita na segunda metade do séc. XVI pelo poeta António Ferreira(1528-1569), Castro inaugura definitivamente a tragédia clássica em Portugal. Mas Castro não é memorável apenas por ser a primeira: é também a mais terrífica das tragédias, morada de algumas das mais belas palavras alguma vez escritas em português. No panteão dos monumentos literários quinhentistas, Castro rivaliza em importância e esplendor do verso com Os Lusíadas de Luís de Camões. «Castro é o cúmulo de amor pelas palavras. Não é uma simples tragédia. É uma tragédia complicada. Se é que outra existe.» (Miguel Esteves Cardoso)


DE António Ferreira ENCENAÇÃO Nuno Cardoso DRAMATURGIA E ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Ricardo Braun CENOGRAFIA F. RibeiroFIGURINOS Luís Buchinho DESENHO DE LUZ José Álvaro Correia SONOPLASTIA João Oliveira VÍDEO Fernando Costa VOZ Carlos Meireles MOVIMENTO Elisabete Magalhães INTERPRETAÇÃO Afonso SantosJoana CarvalhoJoão MeloMargarida CarvalhoMaria LeiteMário SantosPedro Frias e Rodrigo Santos.


"Uma solidão demasiado ruidosa", Artistas Unidos

"Uma solidão demasiado ruidosa", Artistas Unidos

Na sexta-feira, dia 10 de julho, o Festival de Almada começa às 18h, com dois espectáculos e um colóquio: Na Incrível Almadense, os Artistas Unidos, às 18h, e às 22h, apresentam Uma solidão demasiado ruidosa, uma criação de António Simão a partir do romance de Bohumil Hrabal

Também às 18h, e às 22h, no Teatro-Estúdio António Assunção, Raquel Castro interpreta o espectáculo de sua criação, Turma de 95, pela companhia Barba Azul

Ainda às 18h, há Colóquio na Esplanada do TMJB, moderado pela professora Maria João Brilhante, que estará à conversa com António Pires, encenador de O mundo é redondo.

Mais tarde, às 21h, na Sala Principal do TMJB, o Teatro Nacional São João apresenta Castro, de António Ferreira, com encenação de Nuno Cardoso. 

Às 21h30, mais dois espectáculos: O mundo é redondo, de Gertrude Stein, com encenação de António Pires, no Fórum Romeu Correia; na Academia Almadense, By Heart, com texto e encenação de Tiago Rodrigues, pelo Teatro Nacional D. Maria II.

Uma solidão demasiado ruidosa
 (Salão de Festas da Incrível Almadense, dias 10, 11 e 12, às 18h, e às 22h) M/12 1h

Estreado em 1997, este espectáculo é agora retomado pelos Artistas Unidos. Trata-se de um monólogo pujante que nos transporta para o ambiente amarelecido e cru da Checoslováquia de Kafka, afinal símbolo universal do absurdo existencial que povoa as nossas vidas. Uma história simples: um homem, um funcionário que vive algures numa casa escura e velha cheia de livros, cuja tarefa é prensar papel velho numa cave – todos os dias, toneladas de livros. Um homem solitário, que vive de memórias do passado, de frases livrescas e de canecas de cerveja. Como um vagabundo que lesse todos os livros que passam por essa cave, o homem torna-se culto por inadvertência.

A PARTIR DO ROMANCE DE Bohumil Hrabal DE António Simão CENOGRAFIA E FIGURINOS Rita Lopes Alves DESENHO DE LUZ Pedro Domingos INTERPRETAÇÃO António Simão

cardapio.pt @ 8-7-2020 17:10:35


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