Novidades Livros (25 a 30 de novembro de 2021)

cardapio.pt @ 24-11-2021 18:09:54

"Sangue Novo - Uma antologia" de Pedro Lucas Martins

Editor: Projecto Foco

Sinopse: Esta antologia ímpar reúne contos de quinze autores de ficção de terror, todos eles com vozes e temáticas bastante distintas, todos eles promissores mensageiros desta categoria literária. Foi com prazer que lhes estendi um convite e muito me agrada dizer que todos o aceitaram. Um obrigado, desde já, pela confiança. Notou-se também, logo no início, que tínhamos algo especial em mãos. O talento e a qualidade literária juntaram-se ao enorme desejo de contribuir para a amplificação deste género em Portugal. Assim se formam produções fora do comum. Esperem, portanto, todo o tipo de criações fantásticas, do cómico ao macabro, do estranho ao sobrenatural. Fiquem para ler boas histórias e entrem no mundo que cada um dos autores teceu para vós. A obra promete sangue novo. E é isso que entrega, em mais do que uma forma.

"Memorial do Convento - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «para escrever este romance [Memorial do Convento], cuja ação se situa entre 1711 e 1739, a primeira exigência é um conhecimento tido por suficiente dessa mesma época. Isso significa que se tenha que dar um mergulho nesse século através da leitura de documentos. Durante muitos meses vivi no fim do século XVII e no século XVIII. Precisei de ler e quase de falar como então se falava. Olhei muito para a pintura da época e ouvi muita música. Talvez não fosse necessário, mas senti-me bem ao fazê-lo. No que toca à investigação, que ponho sempre entre aspas por não ser rigorosa, tive de consultar e de decifrar documentos da época, de preocupar-me com aspetos económicos e sociais, com a questão do Santo Ofício, não tanto para vir dizê-lo, mas como se quisesse senti-lo.»

José Saramago

"A Jangada de Pedra - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse:«O romance que então escrevi [A Jangada de Pedra] separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices em direção ao Sul do mundo, "massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais", a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens... Uma visão duas vezes utópica entenderia esta ficção política como uma metáfora muito mais generosa e humana: que a Europa, toda ela, deverá deslocar-se para o Sul, a fim de, em desconto dos seus abusos colonialistas antigos e modernos, ajudar a equilibrar o mundo. Isto é, Europa finalmente como ética. As personagens da Jangada de Pedra - duas mulheres, três homens e um cão - viajam incansavelmente através da península enquanto ela vai sulcando o oceano. O mundo está a mudar e eles sabem que devem procurar em si mesmos as pessoas novas em que irão tornar-se (sem esquecer o cão, que não é um cão como os outros...). Isso lhes basta.»

José Saramago

"Separados de Fresco - Dicas Infalíveis para Uma Relação Falhada" de Ana Garcia Martins e David Cristina

Editor: Contraponto Editores

Sinopse: 
Em Portugal, 70% dos casamentos acabam em divórcio. Portanto, se está a começar uma relação, ou a pensar casar, compre este livro, para não lhe acontecer o mesmo que aos autores. Ana Garcia Martins e David Cristina separaram-se recentemente. Não um do outro, porque estavam casados com outras pessoas, mas terminaram os respetivos casamentos e, num exercício catártico (mas também por dinheiro, claro), criaram um podcast para falarem sobre todas as causas e consequências das separações e dos divórcios. O êxito foi tal, que chegou a número 1 em Portugal e deu origem a espetáculos ao vivo. Agora, surge em formato livro, misturando na perfeição seriedade e humor. No fundo, trata-se de uma espécie de livro de autoajuda, mas bom. E útil. E divertido.

A dificuldade da decisão, os medos e as expectativas, a dor e a depressão, os filhos, os amigos, a família e, claro, questões tão importantes como o regresso ao mercado ou a psicoterapia são abordados nestas páginas. Ana Garcia Martins e David Cristina contam o que viveram, na expectativa de que isso possa servir de conforto a quem lê. Nunca de inspiração. Aliás, os autores garantem que, se os leitores fizerem tudo como eles fizeram, só serão bem-sucedidos na arte de alcançar a separação. Mas não se preocupe. Há vida depois do divórcio. Só que é uma merda.

"Inventor de Vendavais" de Hélia Correia

Editor: Relógio D'Água

Sinopse: «O vulto era uma árvore. Mas uma árvore muito especial. Era uma árvore negra, muito negra, escura, dura e fria como ferro. Mas havia uns bocados em que o negro tinha saído, como que raspado por alguns arranhões. Podia ver-se que existia dentro dela um brilho extraordinário, uma luz de ouro muito agitada, que fazia o som de uma coisa a ferver. Devia ser uma luz muito poderosa, com a sua cor tão forte que, por vezes, se tornava vermelha. Mas, como quer que fosse, ela não estava nada feliz. Batia contra o tronco e os dedos tinham um barulho de metal.»

"Uma Pequena Luz Vermelha e Outros Poemas" de João Pedro Mésseder

Editor:  Página a Página

Sinopse: Uma Pequena Luz Vermelha e Outros Poemas, o livro que agora se apresenta, engloba assim, na sua primeira parte, os poemas do pequeno livro premiado em 1999, e apenas esses, tendo sido mantidos os títulos originais.


Para a segunda parte transferi a maioria dos poemas que haviam sido acrescentados na edição ilustrada do Porto (apenas retirei dois que, por razões diferentes, me pareceram deslocados do conjunto) e integrei-os numa sequência da qual faz parte um considerável número de composições escritas posteriormente.

Reúne-se, aliás, em Uma Pequena Luz Vermelha e Outros Poemas, poesia composta ao longo de duas décadas e meia, atravessada toda ela por um veio ideotemático que creio conferir-lhe coesão. Foram feitos ajustes e alterações em vários dos textos já vindos a lume quer nos mais antigos quer noutros, alguns deles saídos em publicações periódicas e obras colectivas.

"Strindberg - Neste Mundo Fui Apenas um Convidado" de Cristina Carvalho

Editor: Editora Guerra & Paz

Sinopse: «A escrita de Cristina Carvalho é cuidada, intimista, por vezes torrencial. Vê-se que conhece bem a obra de Strindberg, a sua vida e os locais por onde passou. Dá-nos um retrato muito completo da complexa personalidade do autor sueco. Como a narrativa não segue uma ordem cronológica, permite nos construir a pouco e pouco, dentro de nós mesmos, um quadro do biografado.»

Do prefácio de Daniel Sampaio

"Clepsydra Poemas de Camilo Pessanha" de Camilo Pessanha

Editor: Editora Guerra & Paz

Sinopse: Um século depois da primeira edição, Clepsydra, de Camilo Pessanha, obra marcante do simbolismo português e fonte de inspiração para a geração de Orpheu, ganha, nesta edição, um retorno à intenção de organização do autor, baseada numa lista, inédita, com a caligrafia de Pessanha que ordenaria a edição dos seus poemas.


Esses poemas circularam em manuscrito entre os amigos e eram «muito conhecidos, e invariavelmente admirados, por toda Lisboa», como escreveu Pessoa. A publicação teve lugar em 1920, revelando, como jurou Jorge de Sena, «um dos mais extraordinários artistas que em nossa língua haja escrito».

Da sua poesia, prossegue Sena, deve realçar-se «a natureza reticente e delicadíssima» ou «a transposição quase mallarmeana dos factos, aliada a uma quebrada melancolia do dizer, que só tem paralelo em Verlaine».
Liberta de falsas emoções, ciente da passagem do tempo, aceitando lucidamente a realidade da vida e da morte, esquiva a todo o sentimentalismo, a sua poesia é, diz Sena, «um puro milagre de murmúrio rigorosamente verbal, cuja alada forma a língua portuguesa nunca tivera e não tornou ainda a ter».

"O Ano da Morte de Ricardo Reis Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «[em O Ano da Morte de Ricardo Reis] é como se eu tivesse a preocupação fundamental de tornar o real imaginário e o imaginário real. Foi como se quisesse fazer desaparecer a fronteira entre o real e o imaginário, de modo a que o leitor circule de um lado para o outro sem se pôr a si mesmo a questão: isto é real?, isto é imaginário? Gostaria que o leitor circulasse entre o real e o imaginário sem se interrogar se aquele imaginário é imaginário mesmo, se o real é mesmo real, e até que ponto ambos são aquilo que de facto se pode dizer que são.»

José Saramago

"Levantado do Chão - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «Um dia compreendi - foi uma coisa súbita de que mal tenho memória -, que só poderia escrever o livro [Levantado do Chão] se o contasse, isto é, transformando-me eu em narrador multiplicado, de fora e dentro, próximo e distanciado, grave e irónico, terno e brutal, ingénuo e experiente, um narrador que ao dizer a realidade, e para a dizer, fosse capaz de a inventar em cada momento. Percebi que isto só poderia ser feito se reconstituísse a oralidade na escrita, se fizesse da escrita discurso no sentido próprio, mas rejeitando sem piedade qualquer tentação de transcrição fonética, que é a pior das armadilhas. Sacrifiquei sem nenhum remorso o pitoresco, a cor local, o folclore. Com isto tudo, não tive de empurrar nenhuma porta, foi ela que se me abriu quando me aproximei pelo caminho certo. A partir daí foi fácil.»

José Saramago

"Castas As origens do nosso descontentamento" de Isabel Wilkerson

Editor: Cultura Editora

Sinopse: Isabel Wilkerson, jornalista vencedora de Pulitzer, redefine a compreensão das estruturas sociais em que nos inserimos, preferindo o uso do termo castismo ao habitual racismo.

Nesta obra, a autora associa aqueles que considera os três principais sistemas de castas, o do Estados Unidos, o da Índia e o da Alemanha nazi, às respetivas influências culturais, políticas e legais, remontando a pesquisa ao tráfico negreiro e até à diáspora lusitana, da qual, à chegada à Índia, resultou o aparecimento da palavra portuguesa casta, para raça, linhagem.
Com uma impressionante lista de referências a notícias, estudos, documentos, declarações, decisões administrativas e judiciais de vários países e épocas, Wilkerson estabelece um perturbador elo entre os castismos mundiais através de oito pilares estritamente delimitados.

A colonização dos Estados Unidos pelos povos europeus e o que dela resultou para os protocolos de casta e para os contornos políticos atuais em todo o mundo, é revista pela autora num intenso e perturbador desfile de histórias individualizadas de escravatura e insensibilidade, apresentadas com vívido e estonteante detalhe.
Ninguém, onde quer que viva ou que cor tenha na pele, pode dar-se ao luxo de desconhecer uma história do mundo contada assim.

"Sakura - A um Passo do Céu" de Catarina Fernandes

Editor: Ego Editora

Sinopse: Nas vésperas da cerimónia em que se vai tornar numa gueixa, Eiko finaliza o seu percurso de aprendizagem, no qual aprendera a arte de bem servir os homens. À sua frente, abria-se um mundo do qual julgava não ter como escapar, depois de uma vida de subserviência à vontade da avó, também ela gueixa. Durante um passeio até ao Parque Tsutsujigaoka, e por debaixo da sakura gigante onde passara os melhores momentos da sua infância, Eiko conhece Hideki, um jovem médico sedutor, com quem acaba por se envolver. Num dos secretos e tórridos encontros, no consultório do hospital onde Hideki trabalha, são surpreendidos por um forte sismo, que colapsa grande parte do edifício e da costa leste do Japão. Eiko e Hideki terão de lutar pela sua sobrevivência, enquanto diferenças culturais teimam em interferir no futuro do casal. Poderá o amor superar todas as adversidades que se cruzam no caminho de quem se ama?

"As Intermitências da Morte - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «[Em As Intermitências da Morte] tomei a morte como tema de uma reflexão mais profunda. No livro, uso primeiro uma grande angular e crio uma fantasia em torno de uma suposição: como a ausêncua da morte afetaria uma sociedade inteira? Depois, fecho a objetiva para um caso específico: a morte materializa-se em personagem e tenta carregar para o além um violoncelista que insiste em não morrer. Procuro demonstrar que a morte é fundamental para o equilíbrio da natureza.»

José Saramago

"A Viagem do Elefante - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «O que me interessou na história deste elefante foi o fim que teve, quando depois de morrer lhe cortaram as patas para servir de bengaleiro à entrada do palácio e lá porem as bengalas, os chapéus, as sombrinhas. Costumo dizer. "Não leiam os meus livros, leiam as minhas epígrafes." A deste livro [A Viagem do Elefante], é assim: "Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam." Obviamente tem que ver com a morte, mas também com o que acontece depois. E esse aproveitamento caricato das patas dianteiras do elefante impressionou-me. Se não houvesse esse final, talvez não tivesse escrito o livro.»

José Saramago

"Da Ternura à Dignidade da Criança" de João Gomes-Pedro

Editor:  Gradiva

Sinopse: «Fiz este livro com a ternura do quanto aprendi com os que amei. A dignidade da criança terá de ser o voto de vida em cada hoje da nossa existência. O meu desejo, quiçá desafio, é que cada leitor deste livro possa traduzir em Dignidade o Afecto que cada criança merece. É por tudo isto que entendo ser este livro uma reflexão a ser partilhada por todos, desde o bebé, à criança, ao jovem, aos pais, aos avós e a todos os profissionais que acrescentam paixão a cada sortilégio infantil.»

João Gomes-Pedro

"Os Vampiros" de Filipe Melo e Juan Cavia

Editor: Companhia das Letras

Sinopse: Neste livro, Filipe Melo e Juan Cavia - a dupla multipremiada por Balada para Sophie ou Comer / Beber - entrega-se a um tema controverso: a guerra colonial portuguesa.


Em 1972, na Guiné-Bissau, um grupo de comandos portugueses avança no mato com a missão de localizar uma base secreta no Senegal. Pelo caminho, à medida que vão perdendo os alicerces da sua própria humanidade, estes soldados enfrentam uma ameaça muito pior do que poderiam imaginar.

"Palavras São Imagens São Palavras" de Sérgio Godinho

Editor: Quetzal Editores

Sinopse: Todos conhecemos letras de algumas canções de Sérgio Godinho, que em cada uma das suas composições conta uma pequena história, apanha e amplifica um momento do quotidiano ou da intimidade, ou capta com ironia (e também lirismo e sabedoria) uma porção do espírito do tempo, individual ou coletivo.


Neste livro, as letras ou os poemas não darão origem a canções, mas a imagens - as que Sérgio Godinho procurou ativamente, ou que foi registando espontânea e aleatoriamente e que vieram a encontrar a «sua» letra. O diálogo que assim se estabelece entre poemas e fotografias atravessa os temas da viagem, do amor, da memória, da arte, produzindo instantâneos de pessoas, lugares, animais, e de acontecimentos diários ou únicos e irrepetíveis.

"Comissário Ricciardi - Primeiros Inquéritos" de Maurizio de Giovanni, Claudio Falco e Sergio Brancati

Editor: A Seita

Sinopse: Criado pelo escritor Maurizio de Giovanni, o Comissário Ricciardi é uma das personagens mais conhecidas da literatura policial italiana, cujas aventuras têm como pano de fundo a cidade de Nápoles dos anos 1930.


O Comissário Ricciardi possui um dom que é, ao mesmo tempo, uma maldição: Desde criança que consegue ver os últimos instantes de quem morreu por morte violenta.

Chegado a Nápoles, o assassínio de uma pequena vendedora de flores vai mudar o seu destino para sempre.

A nova aposta da colecção Aleph inicia as aventuras do detective mais conhecido de Itália com três contos que nos iniciam no seu mundo, e nas suas origens, acrescentadas por um dossier introdutório com uma entrevista ao criador da personagem.

"Naruto N.º 40 - A arte suprema" de Masashi Kishimoto

Editor: Devir

Sinopse: É Deidara contra Sasuke! Será a arte final de Deidara suficiente para vencer o novo e todo-poderoso Sasuke?


E, nas profundezas da Terra da Chuva está um segredo da Akatsuki que lança dúvidas sobre as verdadeiras intenções da organização misteriosa, bem como sobre seu bizarro líder.

"O Homem de Lugar Nenhum - Volume 1" de Tiago Barros e Fábio Veras

Editor: A Seita

Sinopse: Fábio Veras (Prémio Revelação nos PNBD 2019) une forças a Tiago Barros no argumento nesta primeira parte de 2 de um romance gráfico com um toque de surreal e mistério, e que é um verdadeiro tour-de-force gráfico.


O protagonista desta história está perdido. Quase consegue perceber onde está, mas não sabe como chegar onde quer ir. Está perdido num estranho mundo surreal com perigos diversos e ameaçadores. Na sua jornada, por mero acaso ou por conveniência narrativa, encontra uma figura tão ou mais perdida que ele.

Por vezes, um sentimento de camaradagem e de pertença fazem a diferença no nosso alento para seguir em frente. Há histórias que ganham o seu próprio sentido e personagens que têm a sua própria vontade, que parece sobrepor-se àquelas que um narrador lhes quer imprimir.

"O Evangelho segundo Jesus Cristo - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse: «Para mim, o núcleo duro do romance [O Evangelho segundo Jesus Cristo] é quando Jesus, aos catorze anos, vai ao templo de Jerusalém para falar da culpa e da responsabilidade. Nâo encontra nenhum doutor, mas sim um escriba. Jesus, no livro, herda a culpa de seu pai, que não soube salvar as crianças [no episódio da matança dos inocentes]. Quando pergunta ao escriba como é que é isso da culpa, o escriba diz-lhe: "A culpa é um lobo que devora o pai como devora o filho." Quer dizer, a crença implica que os filhos herdaram a culpa dos seus pais. A partir de um dado momento, já não se sabia qual a culpa concreta. O sentimento de culpa, que não sabemos porquê nem como nasceu, como se incrustou em nós, é muitíssimo pior do que a culpa concreta. Então, Jesus pergunta-lhe: "Tu também foste devorado?" E o escriba responde: "Não só devorado, mas também vomitado." A relação com Deus dá-se em termos de culpa, como no fundo acontece em todo o cristianismo e judaísmo.»

José Saramago

"Sex Education - Um Guia para a Vida A educação sexual sem rodeios que sempre quiseste ter" de Laurie Nunn e Jordan Paramor

Editor: Nuvem de Tinta

Sinopse: Prepara-te para começar a falar, gritar e, quem sabe, até berrar sobre S-E-X-O!


Tens questionado o teu corpo?
Não tens a certeza sobre como te sentes?
Estás preocupado se isso é normal?

Bem, acontece a todos. O improvável terapeuta sexual Otis Milburn e os seus amigos estão aqui para te ajudar.

Com exemplos das tuas personagens favoritas, citações, notas de terapia, diagramas, dicas, e muita diversão, este livro é um guia prático para enfrentares o mundo real que responde a todas as perguntas que possas ter medo de perguntar e numa linguagem que vais entender.

"Ensaio sobre a Cegueira - Edição Comemorativa" de José Saramago

Editor: Porto Editora

Sinopse:«Ensaio sobre a Cegueira é uma espécie de imago mundi, uma imagem do mundo em que vivemos: um mundo de intolerância, de exploração, de crueldade, de indiferença, de cinismo. Mas dirão: "Também há gente." Pois há, mas o mundo não vai nessa direção. Há pessoas humanizáveis, pessoas que se vão humanizando por um esforço de supressão de egoísmos. Mas o mundo no seu conjunto não vai nessa direção.»

José Saramago


"Meridiano 28 - Edição Especial Limitada" de Joel Neto

Editor: Cultura Editora

Sinopse: Na Lisboa do século XXI, José Filemom Marques, dono de uma loja de computadores antigos, recebe a visita de um americano com os gestos e a pose de Morgan Freeman. A estranha proposta que este lhe faz leva-o numa série de viagens entre a Europa e a América, e que vem a desembocar na pitoresca cidade da Horta, nos Açores, onde dormem agora os últimos sinais do grande vulcão.

Oitenta anos antes, o tio Hansi Abke integrara a elite de telegrafistas alemães, ingleses e americanos que, na ilha do Faial, se empenhavam em pôr o mundo em contacto, vivendo em harmonia (e em festa) em plena II Guerra Mundial. No mar em frente emergiam os periscópios de Hitler; dezenas de navios britânicos eram afundados todos os meses; os aviões de Roosevelt demoravam a chegar. Já em terra, as crianças inglesas continuavam a frequentar a escola alemã, dividindo as carteiras com meninos adornados de suásticas.

As famílias juntavam-se para piqueniques e bailes de jazz. Os hidroaviões da Pan American faziam desembarcar músicos e estrelas de cinema, estadistas e campeões de boxe. Viviam-se as mais arrebatadoras histórias de amor - inclusive essa que separara Hansi e o amigo inglês, o belo e vigoroso Roy Groves...
Mas quem foi Hansi Abke? Que sombra lança hoje sobre o destino de José Filemom Marques, o sobrinho criado no Brasil?

Um romance que vai de Lisboa a Nova Iorque, de Friburgo a Praga, de Bristol a Porto Alegre e às ilhas açorianas, onde todos são descobertos e ninguém pode ser apanhado. Um reencontro entre dois homens de tempos distintos, e que talvez tenham mais em comum do que aquilo que teriam gostariam de ter...

"Spy X Family N.º 1 - Missão 1" de Tatsuya Endo

Editor: Devir

Sinopse: No decurso de uma missão em que tem que se infiltrar numa escola particular, Crespúsculo precisa de uma esposa e de um filho.


O que ele desconhece, é que a esposa que escolheu é uma assassina e a criança que adotou é uma telepata!

"Vai Ficar Tudo Mal" de Carlos M. Fernandes

Editor: Alêtheia Editores

Sinopse: O presente livro, com prefácio de Paulo Tunhas e posfácio de Jaime Nogueira Pinto, reúne as crónicas publicadas por Carlos M. Fernandes no jornal Observador, mais precisamente na coluna da Oficina da Liberdade. A esse conjunto o autor junta um texto inédito que resume e põe em confronto algumas das preocupações referidas nas crónicas, ao mesmo tempo que apresenta novos problemas.


O livro pretende suscitar uma reflexão sobre o estado da liberdade numa época em que as democracias e a própria civilização ocidental se encontram ameaçadas por uma ofensiva ideológica que visa redefinir as suas estruturas socioculturais e, como no passado, submeter o indivíduo à vontade colectiva. Algumas das crónicas ocupam-se, directa ou indirectamente, dos ataques às liberdades e garantias constitucionais, e até à dignidade humana, lançados a pretexto da pandemia e do medo que pararam o mundo em 2020.

"E Quando Não Está Tudo Bem? - Como (re)conhecer e agir na ansiedade e na depressão" de Diogo Guerreiro

Editor: Ego Editora

Sinopse: As doenças mentais, como a ansiedade e a depressão, têm registado um crescimento preocupante na nossa sociedade. Aprender a cuidar da mente, tal como do físico, é imprescindível para uma vida com melhor qualidade, mais feliz, criativa e serena.


Ao longo deste livro, o psiquiatra Diogo Guerreiro dá a conhecer os sinais de alerta destas patologias e partilha algumas ferramentas essenciais para a promoção da saúde mental.

"Escavadoras" de Marta Pais Oliveira

Editor: Gradiva

Sinopse: Maria e Petrúcio ergueram o lar em frente a uma árvore de raízes fundas e tiveram três filhas: Violeta, Helga e Mariana, que nunca saiu de casa, nem para o parto de Lucília. Alguém começa a ver em duplicado e diz ter encontrado as almas do mundo, alguém se levanta de madrugada para reparar melhor, insânia após insónia. Há quem faça listas intermináveis contra a finitude. Petrúcio emudeceu e assiste aos avanços ameaçadores das escavadoras a esventrar a terra, rondando o terreno. Quem não aceita que lhe corrijam o problema ocular procura a lua em quarto minguante. Essa é a noite do grande incêndio.


O júri considerou Escavadoras um "romance que atrai não só pelas vertentes oníricas como a narrativa se organiza, mas também pelo sentimento de perda que une o universo existencial das personagens. Um ponto de vista lutuoso orienta e organiza as relações humanas e, facto não menos relevante, a própria tragédia familiar vivida no romance".

"A Joia Interior" de Anna Llenas

Editor: Nuvem de Letras

Sinopse: Todos nascemos com uma joia no nosso interior. É o nosso ser, o nosso verdadeiro eu, a nossa essência, o mais valioso que temos. Mas, à medida que vamos crescendo, o mundo incentiva-nos a olhar para fora e não para dentro, para as nossas necessidades, emoções e sentimentos. E é assim que nos vamos desligando de nós próprios.


Podemos passar a vida inteira à procura daquilo que um dia tivemos e perdemos. Podemos empreender o caminho da consciência, do crescimento pessoal, em que a motivação será encontrar respostas dentro de nós, mais do que procurá-las lá fora.

Se cuidarmos da nossa essência e a cultivarmos, poderemos recuperar o nosso valor e autoestima perdidos e, perante as reviravoltas e as quedas que a vida nos apresente, nunca mais estaremos sozinhos, porque nos teremos, finalmente, a nós próprios.





cardapio.pt @ 24-11-2021 18:09:54


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