Novidades Livros (9 a 15 de dezembro de 2021)
cardapio.pt @ 8-12-2021 14:38:00
"A Promessa" de Damon Galgut
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Obcecados, perseguidos e assombrados por uma promessa não cumprida, os membros da família Swart dispersam-se depois da morte da matriarca.
Impelidos pelas circunstâncias, as vidas dos três irmãos movem-se cada uma para seu lado através da África do Sul; Anton, um brilhante rapaz que vê amargamente o seu futuro ameaçado; Astrid, cujo poder reside numa beleza sempre em queda; e a mais nova, Amor, cuja vida é marcada por sentimentos de culpa e abnegação.
Reunida em quatro funerais ao longo de três décadas, esta família, que vai diminuindo com o tempo, reflecte a atmosfera do seu país, feita de ressentimento, renovação e, finalmente, de esperança.
A Promessa é um drama épico, que desfralda bandeiras contra a impiedade da história sul-africana.
"Dislike" de Diogo Simões
Editor: Cordel D' Prata
Sinopse: Quando o Miguel conhece o André, a sua ideia de felicidade é baseada no que vê nas suas redes sociais.
Mas será que o que se vê online corresponde à realidade?
"Condition Report" de Madalena de Castro Campos
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Condition Report, de Madalena de Castro Campos, é um romance reflexivo que procura pensar de forma cruzada as ideias de literatura, de feminilidade e de exílio. Explora-se a experiência da solidão urbana a partir da interioridade de uma mulher de trinta e três anos recentemente mudada para Edimburgo.
«(E veio uma daquelas épocas em que não tinha nada a que pudesse chamar casa, nem quarto nem cama nem lençóis, nada que fosse seu, nada que pela noite permitisse antecipar o dia seguinte, entre comboios, transbordos, voos desviados e escalas no meio do deserto. Lá fora era noite e seria noite, frio, fome, os horários trocados à procura do quarto que a amiga de uma amiga lhe prometera. Em volta falavam línguas que não dominava, obedeciam a códigos que só a custo começava a compreender e quando enfim algo ou alguém principiava a fazer sentido — a compreender por exemplo o que era ser mulher num mundo de homens, o que seria ser mulher por entre as mulheres, o que esperavam dela, o que poderia ela esperar dos outros — mudava de lugar e era obrigada a recomeçar do início. Procurar um quarto para alugar, fazer durar o dinheiro até ao final da semana — até ao final do mês, até ao próximo emprego —, arrancar do rosto os restos do orgulho antes de conseguir sair à rua.)»
"Depois de Deus" de Peter Sloterdijk
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: «A modernidade deve atribuir-se a quem rejeita a ideia de um esvaziamento total do futuro no passado e opta pela inesgotabilidade do futuro, ainda que essa escolha exclua a possibilidade de um Deus omnisciente, de um Deus que, no final dos tempos, se inclina para trás, numa retrospetiva abrangente da criação.»
Em Depois de Deus, Peter Sloterdijk enumera as consequências da armação de que Deus morreu, abarcando nessa análise a teologia e a filosofia atuais, assim como a política e os progressos registados na cultura, na ciência e na tecnologia.
"Diários 1950-1962" de Sylvia Plath
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Destes diários de Sylvia Plath fazem parte apontamentos excluídos de publicação até 1998 por Ted Hughes, seu marido e executor testamentário. Há textos escritos ao longo de doze anos, desde a época em que Sylvia Plath era estudante universitária até 1962, o ano anterior à sua morte. E também desenhos e poemas, testemunhando a vida e a obra de uma das principais poetas de língua inglesa do século XX, autora de Ariel e The Colossus.
Revelando uma consciência precoce da sua vocação de poeta, Plath afirmava aos dezoito anos: "estou a dar uma justificação à minha vida, à minha viva emoção, aos meus sentimentos, ao transformar tudo isto em letra impressa", organizando de forma provisória "o meu patético caos pessoal".
"Dicionário de Artistas Breves notas" de Gonçalo M. Tavares
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Este Dicionário de Artistas, este Museu, parte de um pormenor, detalhe ínfimo ou centro centralíssimo, da obra de um artista, e daí o texto vai para outro local qualquer. Como um animal que tem fome parte do ninho para um ponto onde pressente o alimento, assim parte o texto à sua vida. Mas nada de didáctico ou explicativo, os textos deste Dicionário são seres autónomos que saem à rua livres e bem sozinhos depois da meia-noite.
"Frida Kahlo em Portugal" de Agostinho Santos
Editor: Editora Exclamação
Sinopse: «A Frida Kahlo é o patinho feio por excelência, a figura de puro desajuste que mais não fez do que ansiar pela beleza, criar beleza, enfeitar o possível em cima de sua auto-estima complexa e vontade de amor infinito. Somos todos Frida Kahlo, essa mulher que aprendeu a encontrar caminho na sua identidade única, porque todos nos sabemos esdrúxulos, bastante inexplicáveis, quase sempre incapazes de confissão. […] Não podia ser que mestre Agostinho voltasse do México sem amar Frida Kahlo. […] Estes cadernos aqui coligidos são apontamentos de paixão. Retratos de todos nós, enfeitados para a alegria, mesmo que cientes do perigo, do medo, da demora dos amores e da paz. Belíssimos cadernos sobre todos nós.»
Valter Hugo Mãe, in Frida Kahlo em Portugal
"Criminal - Livro Cinco" de Ed Brubaker
Editor: G. Floy Studio
Sinopse: Os vencedores do prémio Eisner para Melhor Novela Gráfica de 2019 regressam com aquele que pode vir a ser o volume final da Criminal!
Este é também, o livro mais ambicioso de toda a saga até à data, com pais e filhos, amor, ódio, crime e... homicidio.
No Verão de 1988, Teeg Lawless regressa a casa para começar a planear o maior assalto da sua carreira. Mas o filho de Teeg e os seus amigos estão também a aventurar-se no mesmo percurso negro e desastroso que os seus pais estão a trilhar, e este Verão irá transformar-se no pior de todas as suas vidas.
Este volume de Criminal é mais uma banda desenhada actual, um conto de tragédias que passam de geração em geração, neste espantoso universo ficcional.
Criminal é a obra maior de dois dos grandes criadores dos comics modernos, Ed Brubaker (The Fade Out, Capitão América: E o Soldado do Inverno) e Sean Phillips (Fatale, The Fade Out, Marvel Zombies).
"Rua de Sentido Único | Crónica Berlinense | Infância Berlinense por Volta de 1900" de Walter Benjamin
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Rua de Sentido Único, Crónica Berlinense e Infância Berlinense por volta de 1900 são peças fundamentais do projecto de crítica da modernidade da multifacetada obra de Walter Benjamin. As três obras, das quais apenas a primeira foi publicada em forma de livro em vida do autor, são conjuntos virtualmente inesgotáveis de textos poético-ensaísticos.
Nestes, a grande metrópole moderna, representada pela cidade de Berlim, é o cenário que oferece à presença de espírito do crítico inúmeros indícios, rastos, sinais, que lhe permitem ir muito além da aparente solidez de um mundo com fissuras potencialmente catastróficas.
A abertura incondicional aos espaços da modernidade subverte a noção de interioridade e de subjectividade. É assim que os textos se constituem em local de produção de imagens de pensamento, privilegiando o foco em lugares e objectos mais do que em pessoas e acontecimentos.
Como se no mundo das coisas e dos espaços, por mais insignificantes que pareçam, houvesse uma vida secreta que só um olhar excêntrico, materializado, sobretudo nas duas últimas obras, no olhar da criança, consegue captar.
Tomando por base a edição crítica em curso de publicação desde 2008, a tradução de António Sousa Ribeiro incorpora um grande número de textos e fragmentos até ao momento inéditos em português.
"Quarenta e Três" de José Gardeazabal
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Quarenta e Três, de José Gardeazabal, é uma viagem pela literatura em forma de perseguição amorosa.
«Trata este livro da luta entre o amor e o sexo, e a suspeita de que não será o melhor dos dois a sair vencedor. O amor, distante, e o sexo, já se sabe, perigoso e próximo. Ela, Heller e o mundo entre eles, o triângulo é amoroso e imperfeito.»
"Frida Kahlo em Portugal" de Agostinho Santos
Editor: Editora Exclamação
Sinopse: «A Frida Kahlo é o patinho feio por excelência, a figura de puro desajuste que mais não fez do que ansiar pela beleza, criar beleza, enfeitar o possível em cima de sua auto-estima complexa e vontade de amor infinito. Somos todos Frida Kahlo, essa mulher que aprendeu a encontrar caminho na sua identidade única, porque todos nos sabemos esdrúxulos, bastante inexplicáveis, quase sempre incapazes de confissão. […] Não podia ser que mestre Agostinho voltasse do México sem amar Frida Kahlo. […] Estes cadernos aqui coligidos são apontamentos de paixão. Retratos de todos nós, enfeitados para a alegria, mesmo que cientes do perigo, do medo, da demora dos amores e da paz. Belíssimos cadernos sobre todos nós.»
Valter Hugo Mãe, in Frida Kahlo em Portugal
"Pedal de Foldulogia" de Saguenail
Editor: Editora Exclamação
Sinopse: …eis então, neste livro, os prolegómenos de um logos inaudito, excessivo e necessário, imprevisível e há muito tempo latente - uma estranha deriva do pensamento chamada foldulogia. E apetece perguntar: para quê um logos novo, em tempos de tanta ciência? Que vem fazer este pensamento intruso junto das muitas disciplinas que, segundo consta, organizam o nosso saber e definem o nosso mundo?
Mas, precisamente, a foldulogia decerto não é uma ciência, talvez seja mais e menos do que uma ciência, talvez seja o avesso esquecido da linguagem, um pedal a fundo onde os manuais recomendavam prudência, um pensamento desperto contra o sono confortável das línguas.
"Dizer o Mundo - Conversas com Rui Nunes e Paulo Nozolino" de Alexandra Carita
Editor: Relógio D'Água
Sinopse: Frente a frente, um escritor e um fotógrafo. Os dois, sob a orientação de Alexandra Carita, falam sobre história, religião, política, arte e cultura, sobre eles próprios e sobre a forma como trabalham e sentem a vida.
Longe do academismo, diálogos diretos trazem-nos dois olhares sobre a sociedade de hoje, traçando as grandes linhas de um Portugal preso ao passado e de uma Europa à beira de um precipício.
Dizer o Mundo é a reunião de uma série de longas conversas de dois autores de uma rara lucidez.
"Doble" de Saguenail
Editor: Editora Exclamação
Sinopse: Por muito que se multipliquem os exemplos, eles nunca formarão mais do que um feixe de indícios e não serão elevados ao estatuto de provas na medida em que, justamente, assentam apenas na semelhança, num critério de visibilidade, numa percepção ocular insucientemente fiável mesmo se esquissos e fotografas têm vindo a corroborá-la.
Como a maioria das leis, a partir de uma determinada escala que ultrapassa a nossa experiência mundana, seja no infra ou no ultra, ao nível micro ou macro, a começar pela inteligência das plantas ou pela rotação da terra, também esta é redutível a uma questão de fé. A qual pode ser assim enunciada: cada homem é duplo; existe, algures no mundo, um sósia perfeito que reproduz, traço por traço, a nossa aparência exterior. A semelhança não vai além da superfície. O resto - carácter, gostos, aptidões - difere de todo em todo.
"A Lei de Fifty - The 50th Law" de 50 Cent e Robert Greene
Editor: Escolar Editora
Sinopse: Brevemente Uma Série na Netflix.
Com base no grande sucesso de As 48 Leis do Poder, de Robert Greene (mais de 10 milhões de cópias vendidas), o Maquiavel moderno juntou-se ao rapper 50 Cent para mostrar como o jogo de poder do sucesso pode ser usado a seu favor.
O processo de escrever A Lei de Fifty - The 50th Law foi simples. Ao observar o 50 Cent e ao falar com ele, reparei em determinados padrões de comportamento e temas que poderiam acabar por se transformar nos dez capítulos deste livro.
Este é um livro sobre uma filosofia de vida particular que pode ser resumida da seguinte forma: Os nossos medos são uma espécie de confinamento que nos reduz a um raio de ação limitado. Quanto menos recearmos, mais poder teremos e mais plenamente viveremos.
Esperamos que A Lei de Fifty - The 50th Law o inspire a descobrir este poder dentro de si.
"Inconstâncias" de Eva Monte
Editor: Cordel D' Prata
Sinopse: Inconstâncias exprime a polaridade de sentimentos extremados, o ondular de pensamentos traduzidos para palavras que bailam ao sabor das vagas do espírito, dando expressão às inconstâncias da vida.
"Caderno das Duas Irmãs e do que Elas Sabiam" de Regina Guimarães
Editor: Editora Exclamação
Sinopse: Morreste-nos.
Morremos.Mas vivemos de quem parte.
Dizendo cada dia a quem não ouve
que ao partirem todos nos pediram
para ficarmos mais um pouco.
Até a primavera ficar rouca de rosas
e o verão louco de cheiros.
Morremos.
Mas vivemos de quem parte.
Dizendo cada dia a quem não ouve
que ao partirem todos nos pediram
para ficarmos mais um pouco.
Até a primavera ficar rouca de rosas
e o verão louco de cheiros.
cardapio.pt @ 8-12-2021 14:38:00
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