4/7/2026 a 18/7/2026 43º Festival de Almada abre com Martin Zimmermann
O festival acontece entre 4 e 18 de Julho
O Festival de Almada entra já na sua 43ª edição a partir de 4 de Julho. Às tarde, será inaugurada, na Galeria Municipal de Arte, de Almada, a exposição dEbAclE, do autor do cartaz deste ano, Mattia Denise; mais tarde, às 20h30, na Escola D. António da Costa, no Palco da Esplanada, terá lugar o primeiro concerto deste ano com os Cacique '97; às 21h, será inaugurada, na Sala Polivalente da Escola, a exposição Espelhos de ver por dentro, uma exposição do Museu do Neorealismo, com curadoria de Miguel Falcão; às 21h30, é a vez de ser inaugurada, também na Escola D. António da Costa, a Instalação, que José Manuel Castanheira preparou para o grande homenageado desta edição do Festival de Almada: o actor e encenador Fernando Gomes. A instalação chama-se A paródia de um rei sem palácio. Às 22h, no Palco Grande da Escola D.António da Costa é a vez do teatro, com a peça Danse Macabre.
cardapio.pt @ 4-7-2026 18:01:00
Dança macabra inscreve-se na continuidade do percurso artístico verdadeiramente singular — que reúne teatro, dança e novo-circo — percorrido nos últimos 20 anos pelo coreógrafo e encenador suíço Martin Zimmermann, que em 2023 apresentou Um, dois três no Festival.
Em cena deparamo-nos com três personagens tragicômicas, profundamente frágeis, que deixaram de enquadrar-se na sociedade e que, nas suas tristezas, acabam por encontrar-se no mesmo sítio e na mesma altura. O dispositivo cénico desta peça evoca uma lixeira abandonada, onde se vai acumulando tudo o que já não pode ser utilizado nem eliminado. É nesse lugar inóspito que se instala este trio improvável de Dança macabra. Apesar das peripécias e das suas dificuldades de relacionamento, essas três personagens dispõem-se a resistir, alcançando um ponto de entendimento comum que lhes permitirá encontrarem saídas para situações inesperadas.
Existe ainda uma outra figura que paira acima desta singela e frágil comunidade: a Morte. Encarnada pelo próprio Zimmermann, é essa morte trocista quem puxa os cordelinhos e intervém no desenvolvimento das cenas — mas sem que os intérpretes se apercebam. Assim sendo, esses protagonistas nunca sabem se os acasos e os desafios que incessantemente os assaltam são causados pelo mundo exterior, ou se fazem parte da sua própria história e dos seus universos íntimos. Nessa Dança macabra, as personagens lutam pela sobrevivência, dispondo apenas de um único meio para sobreviver: o seu sentido de humor.
Danse macabre (Escola D. António da Costa, Palco grande, 4 de Julho às 22h) M/12 | 1H30 | Espetáculo sem texto | Preço: 20€
Concepção, Encenação e Coreografia Martin Zimmermann Co-criação e Interpretação Tarek Halaby, Dimitri Jourde, Methinee Wongtrakoon e Martin Zimmermann Criação Musical Colin Vallon Dramaturgia Sabine Geistlich Cenografia Simeon Meier, Martin Zimmermann Colaboração Artística Romain Guion Concepção cenográfica e Coordenação técnica Ingo Groher Criação do guarda-roupa Susanne Boner e Martin Zimmermann Criação da luz Sarah Büchel, Jan Olieslagers e Ueli Kappeler Criação de som Andy Neresheimer e Franck Bourgoin
MZ Atelier (Suiça)
cardapio.pt @ 4-7-2026 18:01:00
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