Titus: Será o texto mais violento de Shakespeare o mais atual?
Em cena de 27 de novembro a 7 de dezembro, no Teatro Carlos Alberto
Inspirado na tragédia Titus Andronicus de Shakespeare, Titus lança um olhar crítico à banalização da violência na sociedade contemporânea. Com encenação de Cátia Pinheiro e José Nunes, que assinam a adaptação do texto com Hugo van der Ding, estreia-se a 27 de novembro no Teatro Carlos Alberto, no Porto. Titus Andronicus (escrito entre 1589-91 e publicado pela primeira vez em 1594) é considerado o texto mais violento e controverso de William Shakespeare. A peça narra o regresso do general romano Titus após o triunfo contra os Godos e as sangrentas lutas pelo trono que se seguiram. Nesta história sobre violência e vingança, Cátia Pinheiro e José Nunes reconheceram uma “atualidade assustadora”, que procuraram pôr em evidência na sua adaptação da obra.
cardapio.pt @ 7-11-2025 12:55:39
Mais do que reinterpretar a tragédia de Shakespeare, os encenadores propõem um olhar crítico sobre o modo como os mecanismos de poder, de vingança e de desumanização permanecem ativos, e até naturalizados, na sociedade contemporânea. O seu Titus traz o lastro do presente, das guerras que assolam os dias de hoje e da banalização com que se encara a violência.
Titus é uma criação da Estrutura em coprodução com o Teatro Nacional São João e o Centro Cultural de Belém, com interpretação de Cátia Pinheiro, Maria Inês Peixoto, Pedro Frias, Roldy Harrys, Rui Maria Pêgo, Tiago Jácome, Tita Maravilha e Vicente Gil.
Está em cena de 27 de novembro a 7 de dezembro, no Teatro Carlos Alberto, com sessões quarta, quinta e sábado às 19h00, sexta às 21h00 e domingo às 16h00. A sessão do dia 29 de novembro tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Os bilhetes têm o custo de 12 euros.
No dia 6 de dezembro, às 16h00, o Teatro Carlos Alberto acolhe a conversa Titus: A Anatomia do Ódio, que junta as consultoras científica e dramatúrgica de Titus, Joana Ricarte e Maria Sequeira Mendes, a Hugo van der Ding – que, com os encenadores Cátia Pinheiro e José Nunes, assina a adaptação –, para explorar a perturbadora atualidade desta peça.
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